4 de junho de 2026

Conheça as 10 categorias do e-commerce que mais faturam no Brasil

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Vendas online continuam registrando números positivos mesmo em períodos de instabilidade. Saiba quais são os maiores mercados.

 

Em 2018, ano marcado por acontecimentos conturbados no país, o e-commerce brasileiro conseguiu manter um bom desempenho e faturar R$ 53,2 bilhões. Segundo o Webshoppers 39º Edição, relatório realizado pelo Ebit/Nielsen e divulgado em março último, houve um crescimento de 12% nas vendas pela internet, mesmo considerando os eventos que esfriaram o varejo como as eleições e a Copa.

O levantamento também calculou os fatores inesperados, como os R$ 407,2 milhões que o e-commerce deixou de faturar durante os onze dias de greve dos caminhoneiros. A paralisação dos profissionais do transporte refletiu na queda de 20% por dia nas vendas online (861.710 pedidos).

Mas, mesmo com uma retomada econômica crítica, o e-commerce tem projeções positivas para 2019: a expectativa até o final do ano é de uma expansão de 15%, com vendas totais de R$ 61,2 bilhões.

Os segmentos que lideram o e-commerce brasileiro

Vende-se de tudo pela internet. Nas 137 milhões das compras online previstas para 2019, há espaço para empreendedores dos nichos mais variados e afunilados do mercado, que podem variar de produtos religiosos, equipamentos para padarias, clube de assinatura de cuecas, produtos veganos, entre tantas outras especificidades de consumo.

No entanto, os bens de consumo mais comuns lideram massivamente as vendas online, e podem ser os segmentos mais promissores para quem deseja se lançar no mercado online sem nichar profundamente os seus produtos e público.

A maioria dessas fatias do mercado é comandada por gigantes do e-commerce, atacadistas e marketplaces, mas ainda assim representam uma boa oportunidade para as conversões.

Vale lembrar que o momento pode ser positivo para o comércio digital, já que os brasileiros estão importando menos produtos em virtude das sucessivas altas do dólar. Houve uma queda de 6% nas pedidos realizados nos e-commerces internacionais, com um encolhimento de 17,2% no ticket médio.

Com a estratégia adequada e conhecimento sólidos de mercado online, precificação e estrutura logística, é possível chegar a esses grandes públicos consumidores que não deixarão de fazer suas compras pela internet.

Em volume financeiro, as categorias de produtos que mais faturaram no e-commerce brasileiro até o ano passado foram:

 

1 – Celulares e telefonia (18,8%)

De acordo com a última edição do Índice de Inovação da Sociedade (QuISI – Qualcomm/IDC), o brasileiro troca seu aparelho celular, em média, a cada dois anos e mais de 60% dos entrevistados o considera uma das ferramentas mais úteis do dia a dia.

2 – Eletrodomésticos (17,9%)

São produtos de alto valor agregado e seu mercado é dominado pelos grandes varejistas e marketplaces. A concorrência e altos custos logísticos demandam atenção.

3- Eletrônicos (11,2%)

O ticket médio de produtos eletrônicos é consideravelmente alto e há muitos nichos a serem explorados.

4 – Informática (9,8%)

Por tratar de produtos de complexidade técnica, um bom atendimento se torna um diferencial para o público menos especializado.

5 – Casa e decoração (9,5%)

Permite a negociação de uma grande variedade de produtos, incluindo peças personalizadas.

6 – Cosméticos, perfumaria e saúde (6,2%)

Mais um segmento muito concorrido e marcado por grandes concorrentes, mas que pode ser focado em públicos mais nichados, como cosméticos naturais e veganos.

7 – Moda e acessórios (6,0%)

Múltiplas possibilidades de atuação para diferentes públicos. Porém, é preciso estruturar um bom atendimento e se preparar para logística de trocas.

8 – Esporte e lazer (4,2%)

Artigos associados a hobbies ou mesmo à paixão dos esportistas podem gerar bons tickets, mas é preciso assegurar a qualidade dos produtos.

9 – Acessórios automotivos (2,4%)

Mais um segmento que precisa de um bom atendimento para transmitir confiança e sanar dúvidas técnicas aos potenciais compradores.

10 – Livros e assinaturas (2,3%)

 

O segmento entrou no TOP 10 do mercado eletrônico e precisa de aprofundamento no estudo de público e tendências para gerar bons resultados.

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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