Editora Abril caminha para a recuperação judicial

Aumentam os rumores de que nos próximos dias a Editora Abril deverá entrar na Justiça com pedido de recuperação judicial.

Ingressa, assim, na penúltima fase da agonia um grupo que dominou o mercado editorial brasileiro nas últimas décadas.

Ao lado das Organizações Globo, a Abril foi o primeiro grupo editorial brasileiro a adotar o modelo dos grupos de mídia norte-americanos. Começou no país representando os quadrinhos da Disney e da Marvel. Depois, seguiu o modelo Time-Life, tendo como carros-chefes revistas que seguiam padrão similar: Veja, seguindo o estilo Time; Placar emulando o Sporteds Illustred, Exame copiando a Fortune e Quatro Rodas.

Defensora intransigente do modo de vida norte-americano, do primado da iniciativa privada, em várias fases de sua vida valeu-se da influência política para conquistar as benesses do poder.

Nos governos militares montou a Rede Quatro Rodas de Hotel contando com os benefícios fiscais criados por Delfim Netto. No governo Sarney, conseguiu concessões de TV a cabo. No governo Collor quase conseguiu o monopólio das Listas Telefônicas da Telerj, negociadas pelo então presidente Eduardo Cunha.

A Abril começou a se perder ainda nos anos 90, devido a sucessivos erros estratégicos. Liderada por Roberto Civita, montou um canal de TV, a MTV, entrou na TV a cabo, através da TV A, e saiu na frente com o segundo portal do país, o BOL.

O BOL acabou perdendo a iniciativa para a UOL devido a alguns erros estratégicos – a extrema lentidão em montar a rede de telefonia, na fase pré banda larga e em pretender ser a única provedora de conteúdo. Mas, principalmente, pelo boicote conduzido pelos executivos da área de impressos, preocupados em não perder posição no grupo.

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A BOL acabou fundida com a UOL e Roberto Civita passado para trás por Luiz Frias, da UOL. Houve a fusão e a gestão da empresa ficou com o grupo Folhas. Luiz acabou aliando-se aos portugueses da Portugal Telecom e montando um aumento de capital inesperado, avisando Civita só na véspera. Civita perdeu o controle compartilhado e, mais tarde, vendeu sua parte para a UOL, por uma fatia do valor que a empresa viria a ter no decorrer dos anos seguintes.

Junto com o velho Otávio Frias, ainda tentou juntar forças para adquirir metade da TV Bandeirantes. Acompanhei de perto essa história pois fui incumbido por Frias de fazer a ponte com João Saad, com quem tinha boas relações.

O caso Naspers

De tentativa em tentativa a Abril foi afundando. Ganhou algum fôlego quando aceitou a sociedade com o grupo sul-africano Naspers, em uma história mal contada. O grupo assumiu 30% do capital, máximo permitido pela legislação brasileira. Outros 20% foram adquiridos por duas holdings sediadas em Delaware, EUA, e representadas no Brasil pelo escritório Mattos-Filho. Mais tarde, quando a Abril vendeu a TV A para a Telefonica, as duas holdings desaparecem da sociedade.

Os anos 2.000 marcam o início da decadência final do grupo. Globalmente, a Internet vitimiza o segmento de revistas. Civita decide, então, importar o estilo Rupert Murdoch. Incorpora o linguajar agressivo da ultradireita, inaugurando o estilo com a campanha contra o desarmamento; passa a vender sua opinião de forma imprudente (como ocorreu com o banco Opportunity), alia-se à organização criminosa de Carlinhos Cachoeira, beneficiando-se da complacência do Ministério Público Federal,  e tenta se valer do temor que infundia para se aventurar no mercado de livros didáticos e, mais à frente, de cursos didáticos.

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A Abril da coleção Os Pensadores, da revista Realidade, da HGistória da Música Popular e de outros feitos culturais, cede lugar ao mais pernicioso jornalismo de esgoto da história da imprensa brasileira.       

Recorre ao discurso macarthista para tentar afastar concorrentes e impor suas publicações. Fecha contratos importantes tanto no MEC (Ministério da Educação) quanto com o governo de São Paulo.

Quando explode a bolha dos cursos universitários – no rastro do FIES (Fundo de Financiamento Estudantil) – sai imprudentemente à caça de cursos, com total falta de discernimento.

Liderado por um CEO megalomaníaco, a Abril se endivida, adquire cursos superavaliados que não lhe proporcionam retorno financeiro e acaba vendendo a Abril Educacional para um fundo de investimento. Não há indícios de que o dinheiro amealhado tenha sido utilizado para resgatar a Editora Abril do mar de dívidas em que se meteu.

Enquanto isto, o faturamento editorial despencava. Para preservar a publicidade de Veja, a editora recorre ao subterfúgio de turbinar a tiragem com promoções gratuitas, burlando as regras de auditoria do mercado publicitário.

Há quatro anos, o mercado trabalhava com uma hipótese de tiragem de 850 mil exemplares para a Veja, enquanto o IVC (Instituto Verificador de Circulação) apontava ainda mais inexistentes 1,2 milhão de exemplares. Esse fosso deve ter aumentado mais ainda, já que o IVC continua sustentando a tiragem de 1,2 milhão de exemplares. 

De lá para cá possivelmente a tiragem caiu mais ainda, tornando mais custosa a operação de turbina-la com assinaturas gratuitas.

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Gradativamente começa a se desfazer de seus principais títulos. A crise do mercado publicitário acelerou sua agonia.

Em 31 de dezembro de 2014, a Abril Comunicações apurou prejuízo de R$ 139 milhões no exercício. O patrimônio líquido negativo saltou de R$ 125 milhões em 2013 para R$ 265 milhões, mostrando o fracasso da estratégia implementada a partir de 2013 para salvar a empresa.

Toda a estratégia resumia-se ao enxugamento da empresa, com a venda de títulos, fechamento de revistas e dispensa de funcionários. Conseguiu reduzir um pouco o endividamento – de R$ 995 milhões para R$ 772 milhões com a venda da Abril Radiodifusão e da Elemidia. E renegociou prazos de debentures com bancos. Conseguiu dois anos de carência, mas pagando CDI mais 2,6% ao ano.

Dos quatro grandes grupos de mídia tem-se o seguinte quadro:

1.     Editora Abril, com escassa possibilidade de sobrevivência.

2.     Estadão, tendo como único produto viável a Agência Estado.

3.     Folha, sendo absorvida pela UOL, que torna-se cada vez mais um grupo de datacenter, tendo de concorrer com os gigantes globais. E com o modelo de portal entrando em crise, com a audiência corroída pelas redes sociais, que tornaram-se a porta de entrada principal dos usuários.

4.     Globo, que permanecerá com seu enorme poder.

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71 comentários

  1. Capitalismo à brasileira, uma tradição

    Invariavelmente, é o que acontece. A empresa quebrada, falida, insolvente. Os donos? Muito bem, obrigado. 

    PS.: Passe nas bancas de revistas numa quarta ou quinta-feira, por exemplo, quem tinha de comprar a revista carro-chefe da editora já comprou, mas o que se vê são pilhas de 20 a 30 revistas encalhadas, vejo isso em 4 bancas próximas. É o custo de se manter as aparências de uma tiragem fictícia e suicida. Eles devem mandar para o triturador umas 500 mil revistas por semana. Jênios!

  2. A história da ascenção e

    A história da ascenção e queda do império dos Civita foi resumida com a competência habitual do jornalista Luís Nassif. O diagnóstico dos grandes grupos de mídia é correto; mas espero que o jornalista erre no prognóstico, pois espero que ainda nesta década seja posta em vigor uma lei que democratize e regulamente as comunicações no Brasil. Com tal lei, o poder da Globo será reduzido.

  3. senhores, não tenham dúvidas,

    senhores, não tenham dúvidas, o pig é um compadrio.. antes de entrar em recuperação, a EA receberá aporte via caixa 2 do PIF.

  4. Um já foi. Faltam três,
    Um já foi. Faltam três, segundo a lista.
    Pelos meus cálculos, faltam mais familias donas da comunicação…
    Vamos adiante, tocando o trem da história.

  5. Saudades da Varig…

    Esses dias, conversando com um funcionário da Tam no aeroporto de Guarulhos, perguntando o porquê da Tam ter retirado os võos direto entre Paris e o Rio e o pior, quando se chega em SP, às cinco da manhâ, a únca opção de conexão para Brasília e todo o Centro-Oeste é no final do dia…. O funcionário não sabia explicar – ou não queria – o motivo dos vôos sempre atrasados e das dificuldades de conexão aceitáveis entre vôos internacional e doméstico. Disse então a ele “saudades da Varig”. Ele riu e aquiesceu com a cabeça. 

    O que tudo isso tem a ver com a Abril e seu filha dileta? Nunca, ninguém em sã consciência, dirá daqui há vinte anos “saudades da Veja’.

  6. Prezado Nassif, “A BOL acabou

    Prezado Nassif, “A BOL acabou fundida com a UOL e Roberto Civita passado para trás por Luiz Civita, da UOL”, não será Luiz Frias?

    • ”Bol” sempre foi

      ”Bol” sempre foi subdisiária do Uol.

        Pelo menos desde 1998 que assino Uol.

        Cívita é da Veja.

        Frias é da Folha.

        Não consta que Cívita tivesse alguma parte com Uol.

            Se informe melhor.

  7. E………………………………

    Eu mesmo em meus vários anos de comentarista do Site Observatório da Imprensa já dizia e sugeria a LÁPIDE PARA  O JAZIGO desta imprensa prostituta e vendida – ” AQUÍ JAZ QUEM CAVOU SEU PRÓPRIO DESTINO’. 

  8. Ela pode até se recuperar

    Ela pode até se recuperar financeiramente.Mas JAMAIS recuperará a credibildade que teve um dia.

        Mas não fiquem contentes.

       Num curto prazo, blogs que escrvem de um lado sóm tbm perderão credibilidade.

      E não irá demorar muito.

  9. BOA ANÁLISE

    Acho que mereceria mais aprofundamento posterior, inclusive. A Globo, por exemplo. Entendo que ela permanecerá forte por vários anos, mas dependerá da plataforma. Na TV aberta, perde audiência, e na internet, está “bombando” cada vez mais. E há outros aspectos a pensar (Redes Sociais, Google etc).

  10. Coitada das arvrinha

    Só tenho dó dos pobres eucaliptos transformados em papel para imprimir esse lixo medíocre e criminoso.

    Isso vale para Estadão e Folha também. Não comprem, não assinem, não leiam! Nem no consultório médico! Tinham de vir com aquela tarja “risco biológico”.

  11. Não haveria também uma

    Não haveria também uma negociata envolvendo a saída de Mino Carta veja em troca de 50 milhões de empréstimos a fundo perdido com o governo na época da ditadura?

    • Como diz P H A :
        ”mas isso

      Como diz P H A :

        ”mas isso não vem ao caso ”

        Esse cara será o primeiro a sumir da m´ídia.

         Ele foi extrema direita, de direita,de centro, de centro esquerda e agora é de esquerda.

           Tudo depende do salário.

           SE moral desse cadeia, P H A pegaria perpétua sem direito a condicional.

  12. Falência
    Gostaria de deixar claro que eu ajudei a quebrar essa porqueira. Como? Cancelei assinatura e fiz muita propaganda contra.

    • E pensar que meu pai

      E pensar que meu pai adiquiriu uma assinatura da Veja na época que eu tantava passar em algum vestibular, ainda no primeiro mandato do esquecível FHC.

      By the way, me recordo da edição sobre o Massacre dos Palestinos: Uma edição da Veja (que havia encontrado em um quarto de quinquilharias em casa) me foi muito marcante, em função de eu ainda ser um menino e ter me chocado com o conteúdo), foi uma reportagem especial de Alessandro Porro cuja capa da revista era preta e o título era “O Massacre dos Palestinos”. Foi muito chocante para um garoto em seus 9 ou 10 anos ter visto aquele monte de fotos com amontoados de corpos de pais, mães de família e até crianças. Entretanto, mais adiante fui entender o conteúdo da reportagem, que simplesmente desmontou a alegação do Exército Israelense de que não haviam notado o massacre praticado pelos falangistas libaneses.

      É estarrecedor ver uma revista que produziu reportagens bombásticas (como a citada acima) chegou ao cúulo com aquelas bobagens do “Polvo no poder” e para piorar, aquela vergonhosa capa na véspera das eleições presidenciais de 2014 dizendo que Lula e Dilma sabia tudo da roubalheira da Petrobrás.

      Vai tarde, no dia que esta porcaria fechar as portas serei obrigado a incomodar a vizinhança por soltar rojões.

       

  13. Olha, a Globo é enorme e não

    Olha, a Globo é enorme e não parece ser eficiente se descontarmos a enorme capacidade de faturar a publicidade nos meios tradicionais. A qualidade editorial tem caído paulatinamente, mas a posição quase monopolista acaba segurando a audiência. Se os outros grupos acabam ou são absorvidos, qual seria a justificativa para manter a propriedade nacional, identificada exclusivamente com a família Marinho? Um governo um pouco menos acuado – ou mesmo mais acuado pela Globo – mudaria muito o jogo mudando a lei e chamando provedores estrangeiros de conteúdo a partir da simples promessa de neutralidade política. A manifestação do rabo preso da Globo com o descalabro do futebol e demais esportes com audiência (volley, p.ex.) já desmoralizaria o grupo. Sem falar nos evangélicos, inimigos figadais dos Marinhos.

  14. Zelotes, CBF e RF

    Só se a Globo driblar os escândalos em que se envolveu, como a Zelotes, a investigação gringa da CBF e a dívida sumida da Receita Federal. É claro que as possibilidades de escapar são grandes, como sempre aconteceu até agora, mas todo mundo tem um calcanhar de Aquiles. Eis o da Vênus. 

    • O Poder é dos irmãos Marinho

      O Poder de fato é dos irmãos Marinho, meu caro. E só o FBI poderia balançar isso com a história da CBF. Só! O resto? Se resolve com telefonemas do patrão – os irmãos Marinho – pros empregados: juizes, policiais e fiscais graduados e políticos em geral, e todo mundo bota o rabinho dentro das pernas. É uma força descomunal. O Brasil é um principado deles. O resto? Meras aparências.

      Cargo não é nem nunca foi poder. Este é algo bem maior.

  15. Pra mim a noticia excelente

    Pra mim a noticia excelente disso tudo eh que A NASPERS PERDEU SEU DINHEIRO TODO!

    Chupa, Naspers!

    So que isso aqui ta errado:

    “De tentativa em tentativa a Abril foi afundando”:

    A Abriu nao “tentou” porque nao tinha “tentativa” nenhuma pra oferecer exceto algum plano misterioso de alcancar, manipular, e mamar O PODER -provavelmente o plano era atingir nivel de influencia e economico de Rede Globo.  TODOS os movimentos intestinais da Abril desde os anos 90 indicam isso.  Sim, so isso mesmo:  nao havia outro plano.  Nao ha ainda.

    Chupa, Abril!

    Gente, como eu ja relatei antes, eu fui free lancer -eh que eu tinha pistolao- na maior compania de livros didaticos do mundo em seu auge, a MacMillan, depois MacMillan/McGraw-Hill.  Ao mesmo tempo que a Abril aprontava burrada apos burrada, a MacMillan ja estava lancando o que era -hoje antiquadamente- chamado de “multimidia” de dvd’s e software.  Nao segui a compania depois de 1997 (casa nova, casado, nao te convidei, viu?, depois filhos, etc) mas praticamente todos os analistas da compania que eu conheci ja “sabiam” -previam- que a internet era “alguma coisa” indomavel e que a coisa ia ficar preta pros impressos de qualquer tipo.  Eu estava em uma convencao no Arizona de umas 500 pessoas da compania quando alguem anunciou que a gente tinha ganhado o (salvo engano, Texas), o que quer dizer que o contrato de fornecimento de livros didaticos pro Texas tinha sido aprovado e valeria por x anos.  Nunca tive uma surpresa com berreiro publico como o que se seguiu a esse anuncio.  Porem…  ate no mercado didatico a Abril tinha planos DE PODER e nao de tirar dinheiro e cair fora.  Vai ser burra assim nos quintos dos infernos.  E que leve a Naspers tambem, de preferencia com joelhos esfolados.

    Em termos teoricos, ja relatei as crises brasileiras  (tudo eu ja disse antes, eu nao mudo!).  Crise do cafe, crise da borracha, crise das “esmeraldas”, varias e varias crises do ouro, crises da madeiras, etc etc etc, e TODAS elas terminaram com uma caida em abismo economico de todos os envolvidos, TODAS elas terminaram com companias/produtos/bens estrangeiros invadindo o mercado brasileiro e criando uma nova classe de nouveaux lixe e de nouveaux biche (de bichos evidentemente), TODAS elas terminaram com o Brasil perdendo dinheiro e devendo tudinho que exportou.

    A Abril so exportou dinheiro brasileiro -tambem como aconteceu em TODAS as crises anteriores.

    Nao, eu nao quero que o governo “salve” as dividas da Abril nao.  Eu quero, e exijo, e EXIJO MESMO, que o GOVERNO BRASILEIRO SE DESRESPONSABILIZE por todas essas dividas.

    Oh, eu disse “chupa”?  Errei:  VA SE FODER, ABRIL.  CADE O DINHEIRO EXPORTADO?

    • Já comprei vários livros da

      Já comprei vários livros da McGraw Hill.

      Me recordo do Meriam-Kraige, de Mecânica dos Sólidos.

  16. Capitalismo de Estado Paternalista

    “Defensora intransigente do modo de vida norte-americano, do primado da iniciativa privada, em várias fases de sua vida valeu-se da influência política para conquistar as benesses do poder.”

    “Nos governos militares montou a Rede Quatro Rodas de Hotel contando com os benefícios fiscais criados por Delfim Netto. No governo Sarney, conseguiu concessões de TV a cabo. No governo Collor quase conseguiu o monopólio das Listas Telefônicas da Telerj, negociadas pelo então presidente Eduardo Cunha.”

    Os governos, inclusive do PT, deveriam ter incentivado essa editora decadente a pescar e não dar o peixe diretamente.  Um choque de capitalismo no início e só teria sobrevidido se fosse apta a enfrentar a concorrência capitalista, onde prevalece quem tem mérito, e não apaniguados do Estado Leviatã.

  17. Pelo que diz o Nassif, os

    Pelo que diz o Nassif, os Civitas venderam a Abril Educação, mas não alocaram o dinheiro no grupo. Pra onde foi então? Será que está protegido de uma futura tempesdade em local distante e não sabido? E, em caso de recuperação judicial, os credores poderão seguir esse dinheiro ou ficam no prejuizo? 

  18. Sobre a capa da campanha do desarmamento

    Eu lembro bem dessa capa pois, na época, ainda estava em dúvida sobre qual seria minha escolha no dia do plebiscito (ou foi referendo?). Eu me senti bem ofendido pela relação pró-desarmamento = trouxa que fica óbvia para quem ver a capa. Mais ainda quando, na semana seguinte, a ‘Isto É’ teve como matéria de capa ‘Dez razões para votar ‘sim’ e dez razões para votar ‘não”; e duas das razões da ‘Veja’ foram denunciadas (implicitamente) como falsas enquanto que uma terceira ficou no ‘Em termos’ (ou ”meio certa/meio errada’, dependendo do escopo que fosse usado).

    Ou seja, a manchete da ‘Veja’, se fosse honesta, deveria ter sido ‘4,5 razões para votar ‘não”, mas a ‘Veja’ nem se retratou, nem pediu desculpas e nem teve uma notiha do tipo ‘A ‘Isto É’ está equivocada/errada porque…’ em qualquer edição posterior…

    Foi nessa edição que vinte anos de respeito, por minha parte, à qualidade da revista começaram a serem revistos.

  19. Como dizia o Brizola saíram fugidos da Argentina e vieram p cá!

    Meu amigo Nassif que a Veja vai mal, ótimo! Mas eu quero saber é da fortuna pessoal dos Civitas. Cadê? Carros, propriedades, aplicações, dólares! Quero saber onde está o dinheiro destes sonegadores criminosos dos Civitas. 

  20. Tanto quanto sei, via boa

    Tanto quanto sei, via boa fonte que morou  na África do Sul até recentemente e tinha boa rede de relacionamento por lá, a Naspers está extremamente descontente com a Abril. Evidentemente que os dois grupos estão brigando,o que vai acelerar a queda. Lamento pelos amigos que lá deixei, mas  a Abril já vai tarde.

  21. o Multi-Capitalismo americano

    O que falta a este monopolistas é a receita de Roosevelt, lendário presidente americano: o fim dos monopólios e seus déspotas.

  22. Panfleto horroroso.

    Defensora intransigente da economia de mercado nunca teve escrupulos de mamar nas tetas da viuva. Mesmo com tudo isso, caminha para a falencia, e ainda quer  “ensinar” o governo do PT a conduzir a economia do país. Aya con dios, jagunçada sem vergonha. A cidadania agradece.

  23. poder sem visão e erro fatal…

    o primeiro é como ter dinheiro e não ter tempo

    o segundo é atacar o concorrente e não sua estratégia

    10 anos alternando entre um e outro, se a quebra ocorre hoje, já quebrou 10 anos atrás

    e podem anotar aí, vai acontecer com todos, um após outro

    • reparem que não saem vendendo…

      apenas se desfazendo do que nunca foi feito………………………………

      sem concorrência não há nada, sequer necessidade de se esforçar para superar

      é o próprio grupo que se autodestrói

  24. A globo tem medo mesmo é do medidor de audiencia.

    A globo tem medo mesmo é do medidor de audiencia.

    quando entrar a auditoria externa, medidor sério de verdade a globo vai pro beleleu, os anunciantes pulam fora rapidinho.

    a principais atracoes da casa só conseguem anuncios a peso de ouro com base numa informacao nebulosa, ode ela diz o que tem e os anunciantes tem que acreditar….

    e ainda tem o BV, aquela propina que ela paga para quem anunciar somente com ela (isto é ou não corrupção coorporativa?  )

     

     

     

     

  25. Gostaria que os Civitas

    Gostaria que os Civitas tirassem disso uma liçao valiosa: Brasil nao eh EUA… Isso deve ser uma premissa pra qualquer decisão, nao so de negocios, mas inclusive politica.

     

    Queriam pq queriam um país mais pros americanos do que pros brasileiros, adotaram o partido republicano mais do que adotaram o psdb, acho que ate se confundiram onde moravam. Ocorre que justamente o cara que se opos a beijaçao de pé estadunidense (lula) foi quem levantou de verdade o Brasil. 

     

    Agora do ponto de vista dos negocios, novamente pensaram que o Brasil era o EUA e se lançaram ao estilo foxnews que incrivelmente se tornou o canal de noticias mais assistidos do eua (desbancando a cnn). Acreditaram que isso impulsonaria a venda de revistas… Justo a leitura, q como todos sabemos (mesmo la no eua) eh mto mais diversificada  entre os cidadaos de espectro mais a esquerda. Ou seja, a veja apenas conseguiu perder aqueles que diversificam mais sua leitura, manter os cidadaos q sempre se identificaram com estilo parcial de Veja, e conseguiu um ou outro dessa nova geraçao raivosa q tem preguiça de pensar. Alias, essa galera q tem preguiça de pensar gosta de ler o reinaldo azevedo e alguns, os mais boçais, gostam ate do constantino, q estao de graça no portal da revista. Ou seja, os raivosos e geralmente preguiçosos, da veja so querem as ideias revoltadas e mastigadas q estao de graça la no site.

    e pensar q eu ja tive uma assinatura deles, q alias, cancelei antes da eleiçao do lula apos uma materia deles com o titulo “pra que mudar”. Nessa epoca nem eram esse esgoto de hj. 

  26. “A recuperação judicial é uma

    “A recuperação judicial é uma medida para evitar a falência de uma empresa. É pedida quando a empresa perde a capacidade de pagar suas dívidas.”

    Pelo que entendi a Vesga se fu.

    • Será apenas uma etapa para

      Será apenas uma etapa para seguir o ritual da quebra total.

      Incomodarei a vizinhança, mas quando essa porcaria fechar irei soltar rojões.

       

  27. Esqueceu de Um Pequeno Detalhe Em Relação à Globo

    Nassif, você deixou de apontar umpequeno detalhe em relação à Globo: A audiência dela despenca, puxada pela perca progressiva de sua credibilidade!

    • Rede Globo

      Exatamente, apesar de ainda ter mais do que o dobro da audiência de seus concorrentes a Globo vem com a audiencia em queda livre na ultima década, e tendo a maior queda nos seus carros chefes que são as novelas e o Jornal Nacional. Na minha casa não assistimos esse canal há 5 anos.

      • Rede Globo?

        Já lá em casa somos todos livres para assistirmos o que quisermos, quando quisermos. Todos tem suficiente conhecimento, instrução, e conciência, para não nos alienarmos a ninguém! Todos atendemos nossos desejos de assistirmos o que quisermos em qualquer canal de televisão, e sabemos muito bem aonde fica a tecla “desliga”.

      • Rede Globo?

        Já lá em casa somos todos livres para assistirmos o que quisermos, quando quisermos. Todos tem suficiente conhecimento, instrução, e conciência, para não nos alienarmos a ninguém! Todos atendemos nossos desejos de assistirmos o que quisermos em qualquer canal de televisão, e sabemos muito bem aonde fica a tecla “desliga”.

  28. Não é verdade

     

    Não foi o Estadão que colocou as tarjas e sim, a PF. Além fisso, ” …ocultar com tarjas pretas siglas e nomes de pessoas citadas em investigações da PF, com as quais nutre identidade partidária ou de classe “O Estadão nutre identidade partidária com Fernando Pimentel, Aloizio Mercadante, José Eduardo Cardozo, Edinho Silva ?? Eles também estão com tarja preta . 

  29. Com relação a Abril vou

    Com relação a Abril vou adorar quando começar a atrasar o salário dos funcionários Augusto Nunes e caterva.

    Com exceção da Globo os grandes grupos de mídia estão mal. E o patrimônio dos donos das empresas, como está?

     

  30. Mas há algum fato concreto ?

    Mas há algum fato concreto ? Problemas de receita, de fluxo de caixa, de alto endividamento ?

    Seria uma grande desmoralização para o grupo.

    O que sinto é que os herdeiros não dão muita bola para a empresa, talvez a recuperação ou a venda seja o que sempre quiseram.

    Continuaram muito ricos e poderão desfrutar de suas fortunas, com muito menos poder, mas com muito mais tranquilidade também.

     

  31. Um projeto de banda larga
    Um projeto de banda larga minimamente civilizado e as empresas de comunicação do Brasil vão para o espaço. Até lá, a Globo, a Folha, o Estadão e a Veja seguirão respirando.
    Não fosse a mídia técnica do PT a Globo estaria na UTI.

  32. O Grupo Globo está

    O Grupo Globo está cambaleante já faz um bom tempo também. Dificilmente sairá ileso da crise que abala os outros grupos midiáticos. Vai resistir por um pouco mais de tempo mas ao fim e ao cabo cairá de joelhos.

  33. Será bem legal quando a

    Será bem legal quando a manchete for “ABRIL VAI À FALÊNCIA. VEJA É FECHADA” . Será um grande dia a ser comemorado.

  34. Veja minguando a olhos vistos!

    Qual não foi a minha surpresa ao pegar hoje (eca!!!!) a veja na sala de espera do dentista (não tinha ninguém olhando, por que tenho vergonha de ser vista com aquele lixo nas mãos), e após anos sem sequer tocar em uma, descobri que a revistinha está anoréxica. Magrinha, magrinha. Meia dúzia de “grandes” anunciantes, nenhuma propaganda do governo federal (eba!) e as matérias mentirosas, odientas e fedorentas de sempre. Questão de tempo para jogarem a pá de cal!

    • Editora Abril

      Vivi, até há pouco, quando havia uma estante pública de troca de leituras no bairro, eu também olhava em volta quando pegava um número da revista enquanto esparava condução. Pude constatar esse definhamento mês a mês, e adesão desesperada e crescente ao padrão ‘esgoto’ descrito na matéria. Achava lamentável, há uma década e pouco, que uma editora que nos anos 60, 70, chegou a produzir material de boa qualidade, viesse decaindo tanto. Hoje não há nem o que lamentar. Colhe o que plantou, uma clientela reduzida e emburrecida, e o descrédito público total.

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