Exposição em São Paulo comemora o aniversário de 50 anos de O Pasquim

Jovial e debochado, tornou-se símbolo do jornalismo alternativo durante a ditadura civil-militar brasileira

Foto: Guilherme de Souza/Sesc
Últimas semanas Exposição O Pasquim 50 anos
Do Sesc Ipiranga

O Pasquim surgiu no final da década de 60 como um projeto do cartunista Jaguar e dos jornalistas Tarso de Castro e Sérgio Cabral. Jovial e debochado, tornou-se símbolo do jornalismo alternativo durante a ditadura civil-militar brasileira, regime instaurado entre 1964 e 1985.

Responsável por realizar um jornalismo mais oralizado, o semanário ficou conhecido por suas longas entrevistas, feitas principalmente em ambientes festivos, cheias de intromissões dos colaboradores. Seu ar cômico e irreverente desafiava os preceitos morais da elite carioca. Reportagens e artigos comportamentais que falavam sobre sexo, drogas e divórcio, conquistavam leitores e promoviam discussões singulares para a época.

A exposição, que teve início em novembro de 2019, ocupa diversos espaços do Sesc Ipiranga, proporcionando uma viagem pelo tempo entre 1969 e 1991, ano da última publicação do periódico.

Serviço
O Pasquim 50anos
Visitação: até 12/4 de 2020 | Terça a sexta, 9h às 21h30| Sábados, 10h às 21h30| Domingos e feriados, 10h às 18h30.
Grátis

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1 comentário

  1. Grande Pasquim! Embora não fosse um tabloide propriamente de esquerda, havia de tudo em suas páginas, mas era forte oponente à ditadura de 1964, atacados principalmente com charges e textos, que ridicularizavam os donos do poder de então, que se valiam dos militares para fazerem o papel sujo do prendo e arrebento, que perdurou por vinte anos no país, servindo, e muito, a oposição, que estava restrita legalmente a atuar, no saco de gatos chamado MDB, partido criado e aturado como oposição pela própria ditadura. Os tempos de hoje não são os mesmos, mas salta aos olhos que as atuais oposições, que foram afastadas do poder pelo golpe-impeachment de estado de 2016, ressente-se, muito, no enfrentamento do nazi-fascismo no poder, sem ter um instrumento de informação, leve e objetivo como o Pasquim para combater, unindo a oposição, como fazia, então, o tabloide. Para combater a ditadura que está no poder, que usa os instrumentos democráticos, que são o Congresso e a Justiça, toda preparada com instrumentos necessário para partir para o prendo e arrebento, no Ministério da Justiça e Segurança Pública, unindo todas as policias (federal e estaduais), utilizadas como uma ameaça velada. O combate que fazia o Pasquim, encontra-se espalhado nas páginas da internet, mais de trinta jornalistas de oposição, todos carentes de recursos (pedem contribuição em suas páginas, cheias de odiosas propaganda eletrônica que dificultam até a leitura), porque inexiste um meio comum para serem remunerados, como um jornal, por exemplo, onde atuam vários jornalistas. Não sei como fazer, mas digo que para pessoas de oposição, que se louvam do belo trabalho que encontra nas páginas da internet, para discussão da política do ponto de vista da oposição, só sobra escolher um jornalista cabeça de página, ou uma ou duas páginas, e o mais comum, nenhuma página, comprovado pela constância dos pedidos de apoio. Claro que não é um problema dos jornalistas de oposição, mas das oposições não usar também a imprensa escrita para combater a atual ditadura. O Brasil, nesta quadra de ditadura no novo figurino do EUA, usando com base nas Leis e na Constituição, o Judiciário, o Congresso, no digamos soft power, as polícias, todas, e a Forças Armadas como garantes de suas ações e ameaças, no campo da comunicação nadam de braçada, com o apoio de sempre da mídia que atua no Brasil a serviço do grande capital (internacional e no Brasil), liderada pela Globo. A penetração na população não é maior porque vendem um peixe muito podre.

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