Atualizado às 11:10

Alguns pontos chamam a atenção nesse desmonte da Editoria Abril.
Um dos expedientes utilizados por empresas em situação financeira insanável é justamente transferir seus ativos para uma outra pessoa jurídica e deixar a original explodir. Em sociedades anônimas, os acionistas não respondem com seus bens pelas dívidas da empresa.
No caso da Abril, há as seguintes peças do quebra-cabeça:
1. As relações pouco nítidas entre os Civita e a Editora Caras, que está ficando com os títulos da Abril. Até agora transferiu para a Editora Caras “Aventuras na História”, “Bons Fluidos”, “Manequim”, “Máxima”, “Minha Casa”, “Minha Novela”, “Recreio”, “Sou+Eu”, “Vida Simples” e “Viva Mais”, AnaMaria, Arquitetura & Construção, Contigo!, Placar, Tititi, Você RH e Você S/A. Os valores não foram informado. Os Civita têm participação no capital da Caras, mas não se sabe em que percentual.
2. Se o título não é rentável para a Abril, com sua imensa tradição de revistas, por que seria para a editora Caras? Não faz sentido.
3. O fato dos Civita terem faturado R$ 1,2 bi com a venda da Abril Educacional mas não terem aportado um centavo para a Editora Abril.
4. O histórico de impostos atrasados da Abril, que em vários outros momentos se resolveu via Refis e companhia. E agora, não mais.
5. O fato, conhecido, de que a empresa acumula passivos relevantes com o Fisco e com os bancos.
Não se sabe o que ocorrerá com Veja. O proprietário oficial de Caras, Jorge Fontevecchia, teve um diário na Argentina, “Perfil”, similar à Veja em suas baixarias. Fechou. Sua editora depende exclusivamente da revista Caras, que nos últimos anos vêm perdendo tiragem e receita de publicidade.
Por ocasião da morte de Roberto Civita, publicou um artigo com o título “Roberto Civita, mi maestro” (http://migre.me/saVbe). Nele narra a influência de Civita sobre ele, as parcerias que tiveram em algumas revistas.
Seria oportuno que Receita e Banco Central começassem a monitorar os negócios dos Civita, da Abril e da Caras.
Pode ser que não seja nada. Pode ser que seja.
Atualização
Analista com conhecimento sobre os movimentos internos da Abril confirma as hipóteses acima e acrescenta:
1. No ano passado a Abril tentou o mesmo movimento com os canais UHF, transferindo para o executivo José Roberto Maluf – que já foi superintendente da Bandeirantes e do Silvio Santos. Apesar de respeitado, Maluf não tinha bala na agulha para a operação. Suspeitava-se que por trás dele estaria a dobradinha Caras-Abril.
2. Este ano, a verba da Abril nas agências de publicidade caiu para 30% do que foi nos anos anteriores. É tsunami. A queda foi generalizada, inclusive na TV Globo, que perdeu 15% em termos nominais. Mas compensou com o aumento da receita na TV por assinatura.
3. A queda foi tão acentuada que a Intermeios – que divulgava dados de receita da mídia – parou de circular, devido ao corte de informações dos grupos de mídia.
4. Não se pode medir a receita de publicidade da Abril pelo número de páginas vendidas, pois o desconto chega até a 90% do valor de tabela.
5. Esta semana o juiz Sérgio Moro estará palestrando para a ANER (Associação Nacional dos Editores de Revista) e sendo recepcionado por Giancarlo Civita, o presidente do grupo. No último evento paulistano, foi recepcionado pelo presidente da Gocil – empresa com enormes pendências na Receita Federal.
Por Zé Ranieri
Minha análise é que o grande problema, e o motivo para a transferência desses títulos para a Caras, é que eles simplesmente não tem o “tamanho Abril”.
Assim, alguns deles vão para Caras por uma questão de sinergia e outros para que sejam fechados sem respingar na imagem da Abril (ou descontinuados, como gostam de, eufemisticamente, dizer).
No primeiro caso estão títulos femininos voltados para a classe média baixa, de baixo preço e custo de produção (32 a 64 páginas e lombada canoa). Estão nesse cesto os títulos Ana Maria, Minha Novela, Viva Mais, Tititi, Sou+Eu, Máxima e Minha Casa.
Somam-se ao ganho de sinergia as tradicionais Manequim e Contigo!, além das revistas de nicho Bons Fluídos e Vida Simples (essa última sempre foi uma leitura muito prazerosa) . É muito significativa da derrocada da Abril a transferência da sempre forte em publicidade Arquitetura & Construção.
A questão do “tamanho Abril” perpassa a todos os títulos. Dado seu gigantismo, títulos que seriam uma “benção” para editoras médias ou pequenas, simplesmente não dão dinheiro para a editora (da) Marginal.
Quanto à “descontinuação”, a experiência mundial demonstra que é só uma questão de tempo para todas. A minha experiência pessoal também (além de trabalhar no ramo editorial, também tive uma revistaria de médio/grande porte de 1997 a 2011, quando o inevitável aconteceu: tive que fechá-la).
Quanto à análise do balanço juntado pelo Rafael, um dado me chamou muito a atenção: o demonstrativo de fluxo de caixa, rubrica assinaturas de revistas, demonstra que houve uma retração de 1/3 nas assinaturas em um ano! (Aqui, cabe explicar que os números aparecem negativos no fluxo de caixa porque, uma vez que o pagamento das assinaturas é antecipado, elas aparecem no demonstrativo como uma obrigação e não como um valor a receber. Esse é um ponto no demonstrativo que quando mais negativo, melhor).
Por Rafael
Uma boa análise da situação da Abril foi feita pelo blog “Coleguinhas, uni-vos”, em julho, e pode ser encontrada aqui:
https://coleguinhas.wordpress.com/2015/06/07/abril-despedacada/
A estratégia teria três focos: (i) os donos estariam transferindo títulos para a outra empresa de modo a ficarem resguardados em um eventual processo de falência; (ii) a transferência seria concentrada em revistas semanais, que exigiriam um número maior de profissionais e uma infraestrutura mais ágil de produção e (iii) os donos manteriam a Veja na Abril por conta do poder de barganha e influência que revista lhes conferiria.
A Abril Comunicações está em situação falimentar, como pode ser verificado nas suas demonstrações financeiras:
http://grupoabril1.abrilm.com.br/ABRILCOMUNICA114.DEZ.pdf
Com Patrimônio Líquido negativo e Passivo Circulante (obrigações de curto prazo) quase o dobro do Ativo Circulante (recebíveis a curto prazo) e um negócio em decadência por conta das mudançãs tecnológicas proporcionadas pela Internet, a empresa não deve durar muito mais tempo.
O que sobra para a editora é apostar na derrubada do atual governo e conseguir recursos públicos que possam diminuir os seus problemas contábeis (pelo menos no curto prazo). Como a situação política não parece se encaminhar para um impeachment (pelo menos até as eleições municipais do ano que vem), é provável que os credores assumam uma postura mais agressiva com a Abril. O fim da empresa deverá ocorrer em duas partes: primeiro, quando os títulos mensais começarem a ser transferidos ou fechados (acontecendo agora, com o fechamento da Playboy) e, segundo, quando vier a transferência da própria Veja. Vai depender da velocidade com a qual os fornecedores ingressarem nos cartórios de protestos.
Ataíde Coutinho
21 de novembro de 2015 3:06 amO que é isso Nassif, aderiu
O que é isso Nassif, aderiu ao denuncismo de hipoteses?
alcarpinteiro
21 de novembro de 2015 3:42 amNão, isso é sambar na cara
Não, isso é sambar na cara dos Civitas e de seus lacaios
Weden
21 de novembro de 2015 3:48 amPrezado Ataíde,
Não houve
Prezado Ataíde,
Não houve denúncia. Mas um comentário sobre movimentos estranhos de repasse para outra editora de títulos falidos.
Leia de novo.
Abraços
Ataíde Coutinho
21 de novembro de 2015 5:19 amÉ, pode ser que nao seja nada
É, pode ser que nao seja nada , mas se houver ,houve né?
Ivan de Union
21 de novembro de 2015 9:10 amNao! Se houve eh caso de
Nao! Se houve eh caso de policia.
paulo vi
21 de novembro de 2015 12:46 pmPolícia Ataíde, polícia,
Polícia Ataíde, polícia, capicce?
luisnassif
21 de novembro de 2015 1:16 pmPrezado Ataíde,
não estou
Prezado Ataíde,
não estou formulando hipóteses no vazio mas sobre ações objetivas da Abril.
faça o seguinte: formule uma hipótese alternativa ao que publiquei.
Se conseguir uma explicação plausível para essas transferências de títulos, sua crítica ganhará consistência.
Se não, fica naquela: um avião pega fogo no ar mas não posso dar nenhuma notícia enquanto ele não se esborrachar na terra.
Ugo
21 de novembro de 2015 11:20 aminsinuando hein, leia numero zero do Umberto Eco
No affair telexfree o Nassif chegou bem antes do MP e outra instituições. Na dúvida duvido do Coutinho!
altamiro souza
21 de novembro de 2015 3:46 amespero então que seja!
fisco
espero então que seja!
fisco neles
olinto
21 de novembro de 2015 4:37 amFlagra
Nassif, não é pra alardear o trabalho do Fabio Barbosa! Ele (e prepostos) ainda não terminou (terminaram) o trabalho.
Rafael
21 de novembro de 2015 9:17 amUma boa análise da situação
Uma boa análise da situação da Abril foi feita pelo blog “Coleguinhas, uni-vos”, em julho, e pode ser encontrada aqui:
https://coleguinhas.wordpress.com/2015/06/07/abril-despedacada/
A estratégia teria três focos: (i) os donos estariam transferindo títulos para a outra empresa de modo a ficarem resguardados em um eventual processo de falência; (ii) a transferência seria concentrada em revistas semanais, que exigiriam um número maior de profissionais e uma infraestrutura mais ágil de produção e (iii) os donos manteriam a Veja na Abril por conta do poder de barganha e influência que revista lhes conferiria.
A Abril Comunicações está em situação falimentar, como pode ser verificado nas suas demonstrações financeiras:
http://grupoabril1.abrilm.com.br/ABRILCOMUNICA114.DEZ.pdf
Com Patrimônio Líquido negativo e Passivo Circulante (obrigações de curto prazo) quase o dobro do Ativo Circulante (recebíveis a curto prazo) e um negócio em decadência por conta das mudançãs tecnológicas proporcionadas pela Internet, a empresa não deve durar muito mais tempo.
O que sobra para a editora é apostar na derrubada do atual governo e conseguir recursos públicos que possam diminuir os seus problemas contábeis (pelo menos no curto prazo). Como a situação política não parece se encaminhar para um impeachment (pelo menos até as eleições municipais do ano que vem), é provável que os credores assumam uma postura mais agressiva com a Abril. O fim da empresa deverá ocorrer em duas partes: primeiro, quando os títulos mensais começarem a ser transferidos ou fechados (acontecendo agora, com o fechamento da Playboy) e, segundo, quando vier a transferência da própria Veja. Vai depender da velocidade com a qual os fornecedores ingressarem nos cartórios de protestos.
MarFig
21 de novembro de 2015 9:32 amNem se o Rola Bosta for
Nem se o Rola Bosta for eleito Presidente do Brasil dá pra salvar a Abril. O que os donos querem é salvar seus patrimônios particulares.
luisnassif
21 de novembro de 2015 2:00 pm(Sem título)
MaGon
21 de novembro de 2015 9:21 pmtá complicada a situação da editora Abril
Só o super Aécio poderia salvar a editora (se tivesse sido eleito, agora é tarde).
Mas com a Receita a Abril não precisa se preocupar. A cada dois anos em média o Congresso Nacional aprova um novo parcelamento de dívidas. Então, com relação a passivo fiscal, é só esperar o próximo!
nilo filho
21 de novembro de 2015 9:23 amE a PF, o MP também
E a PF, o MP também investigarem. Ao que tudo parece, mais uma “maracutaia” e das grandes….
carlos afonso quintela da silva
21 de novembro de 2015 9:24 amO correto não seria: pode ser
O correto não seria: pode ser que não veja nada, pode ser que Veja…
José Carlos - Spin
21 de novembro de 2015 9:49 amA esperança era emplacar o golpista
A esperança era emplacar o golpista Aero sic Aecio Neves, não deu. Agora tentam com Temer. Já que esses senhores e a PF se espantaram que Collor tenha gasto 3 milhões de reais em 3 anos, algo em torno de 1 milhão em 1 ano, 500 mil em 6 meses, algo em torno de 100 mil por mês….que tal se dessem uma olhada no cartão de crédito dos Civita, Serra, FHC. Que bom se a PF começasse a se preocupar de fato com quem se enriqueceu ilicitamente neste pais ao invés de escolher alguns apenas. É moda nesse pais extinguir CNPJ prá se safar de dívidas fiscais e trabalhistas. E tudo bem, ninguém reclama, a Casa Grande sempre pode roubar à vontade, na casa do bilhão de reais, e tudo bem…
evandro condé de lima
21 de novembro de 2015 11:35 amA idéia é boa
Mas se até hoje não conseguiram dar o nome do dono do avião que caiu no centro de são paulo, com um candidato a presidência dentro….
MarFig
21 de novembro de 2015 12:38 pmE os donos da droga do
E os donos da droga do helicoca do Pórrella.
gaúcho
21 de novembro de 2015 10:28 amOs movimentos são suspeitos
Os movimentos são suspeitos sim… o certo é que se a abril pertencesse a algum petista ou simpatizante procuradores e delegados aspirantes ao estrelato já estariam investigando.
LamarcaCarlos
21 de novembro de 2015 11:01 amCivitas
A CIA financiou a Abril, a Máfia judia dos diamantes aportou US$ 422.milhões ferindo as leis brasileiras e durante todo este período a Famiglia Civita prestou um bom serviço aos seus patrões.
A salvãção era o PSDB que está se mostrando incompetente para trazer mais grana para o Grupo. Michou!!!!
Menino Civita mude para Israel! Nas próximas décadas haverá muito serviço por lá.
José Muladeiro
21 de novembro de 2015 11:27 amGrande Nassif,
você merece um prêmio por sua perspicäcia. Como dizia minha vó, tem pelo de gato, tem unha de gato, tem rabo de gato, mia como gato, e não é gato? Muito estranho meu neto.
lenita
21 de novembro de 2015 12:08 pmSonho meu !
Sonho meu, vá buscar quem mora longe (perto) sonho meu !
Wilton Santos
21 de novembro de 2015 12:56 pmOs credores da Abril e o fisco deveriam acionar o judiciário…
Os credores da Abril e o fisco deveriam acionar o judiciário para impedir que o grupo abril leve a diante essa fraude e se torne insolvente. Isso é conhecido como “fraude contra credores” e é vedado no país:
Art. 158 do Código Civil: “Os negócios de transmissão gratuita de bens ou remissão de dívida, se os praticar o devedor já insolvente, ou por eles reduzido à insolvência, ainda quando o ignore, poderão ser anulados pelos credores quirografários, como lesivos dos seus direitos.”
Antonio Lima
21 de novembro de 2015 12:57 pmNo Brasil, e, acredito em
No Brasil, e, acredito em alguns outros lugares,na falência, os donos geralmente saem com alguma coisa, e, quem paga o pato são os funcionários que perderam o emprego.
Antonio Lima
21 de novembro de 2015 12:57 pmNo Brasil, e, acredito em
No Brasil, e, acredito em alguns outros lugares,na falência, os donos geralmente saem com alguma coisa, e, quem paga o pato são os funcionários que perderam o emprego.
Nira
21 de novembro de 2015 8:15 pmTipo Varig.
Tipo Varig.
sergio ferreira
21 de novembro de 2015 1:14 pmLembrar que a descrição feita
Lembrar que a descrição feita pelo Nassif e pelo “Coleguinhas, uni-vos” aponta para o tipo jurídico e tributário da SUCESSÃO.
Sendo verdadeira a hipótese, a caras assume todas as dívidas para com terceiros, para funcionários e com os fiscos.
Uma das coisas que tem melhorado no Brasil, bem devagarinho, mas tem. Esse truque tem sido barrado pela justiça.
Nessa hipótese, garanto que os fiscos apurariam dívidas fiscais e fariam o lançamento do crédito tributário.
O problema poderia estar nos CARFs e nos conselhos de contribuintes da vida que poderiam alterar ou não reconhecer o resultado do trabalho dos fiscais, o que impediria o feito fiscal de alcançar a esfera jurídica.
Claro que as propriedades e os bens dos sócios e dos administradores poderiam estar espalhadas por todo o mundo.
Mas isso ocorreria mesmo que a abril não estivesse transferindo tantos títulos.
Fabio !
21 de novembro de 2015 1:16 pmE os Marinho ?
E os Marinho ? Farão pressão e darão cobertura , como fizeram quando explodiu o caso Cachoeira ?
Até onde vai a irmandade das FAMIGLIAS ?
lenita
21 de novembro de 2015 10:14 pmOs Marinhos
Vendo a situação da Veja, estão aproveitando e substituindo pela Época. Agora todos os consultórios estão lotados da Época.
Mui amigos !
Zé Raineri
21 de novembro de 2015 1:43 pmO problema é o “tamanho Abril”
Minha análise é que o grande problema, e o motivo para a transferência desses títulos para a Caras, é que eles simplesmente não tem o “tamanho Abril”.
Assim, alguns deles vão para Caras por uma questão de sinergia e outros para que sejam fechados sem respingar na imagem da Abril (ou descontinuados, como gostam de, eufemisticamente, dizer).
No primeiro caso estão títulos femininos voltados para a classe média baixa, de baixo preço e custo de produção (32 a 64 páginas e lombada canoa). Estão nesse cesto os títulos Ana Maria, Minha Novela, Viva Mais, Tititi, Sou+Eu, Máxima e Minha Casa.
Somam-se ao ganho de sinergia as tradicionais Manequim e Contigo!, além das revistas de nicho Bons Fluídos e Vida Simples (essa última sempre foi uma leitura muito prazerosa) . É muito significativa da derrocada da Abril a transferência da sempre forte em publicidade Arquitetura & Construção.
A questão do “tamanho Abril” perpassa a todos os títulos. Dado seu gigantismo, títulos que seriam uma “benção” para editoras médias ou pequenas, simplesmente não dão dinheiro para a editora (da) Marginal.
Quanto à “descontinuação”, a experiência mundial demonstra que é só uma questão de tempo para todas. A minha experiência pessoal também (além de trabalhar no ramo editorial, também tive uma revistaria de médio/grande porte de 1997 a 2011, quando o inevitável aconteceu: tive que fechá-la).
Quanto à análise do balanço juntado pelo Rafael, um dado me chamou muito a atenção: o demonstrativo de fluxo de caixa, rubrica assinaturas de revistas, demonstra que houve uma retração de 1/3 nas assinaturas em um ano! (Aqui, cabe explicar que os números aparecem negativos no fluxo de caixa porque, uma vez que o pagamento das assinaturas é antecipado, elas aparecem no demonstrativo como uma obrigação e não como um valor a receber. Esse é um ponto no demonstrativo que quando mais negativo, melhor).
Juliano Santos
21 de novembro de 2015 1:55 pmO Moro não nasceu ontem, sabe
O Moro não nasceu ontem, sabe do envolvimento da Veja com o Cachoeira. Vejo esse movimento dele como mais um passo, arriscado até, em direção ao moralismo (extremamente) seletivo.
É bom lembrar que aquele episódio do Romário abalou ainda mais a credibildade da revista, entre os que não são necessariamente de esquerda, muito menos que apoiam o governo. O justiceiro seletivo está começando a dar uma de Barbosa, a vaidade está falando mais alto.
Para alcançar o “santo graal”, nas palavras do Nassif, tem que ser mais prudente. Certo que a aliança com o pig faz parte de sua estratégia, mas se for com muita sede ao pote pode ir perdendo sua imagem de “super juiz contra os poderosos”.
Imagem essa que ainda é boa com muita gente que não é anti-petista fanática e nem quer golpe. E que não engole a Veja. Não por seu anti-petismo, mas por sua homofobia, racismo e suas baixarias mil
Nosde
22 de novembro de 2015 3:00 amO Moro é o caso da mariposa
O Moro é o caso da mariposa que sabe que o holofote queima, mas . . . . . .
Fernando J.
21 de novembro de 2015 4:23 pmContas de padaria. E falência à brasileira
PL negativo, passivo circulante e fiscal, tudo junto somam 762 milhões,posição 31.12.2014. De barato, uns 1 bilhão atuais. E dos 1,2 bilhão com a venda da Abril Educacional nenhum centavo aportado na empresa. Tem nome, chama-se operação salva patrimônio pessoal, a empresa quebra, mas os sócios estão com muito dinheiro a salvo em paraísos fiscais. Não aportaram e não vão aportar, porque todas as consultorias desenganaram a empresa. Bancos credores, numa situação dessa, exigem dos controladores medidas tais como desimobilização em geral, livrar-se de ativos onerosos e aporte dos sócios. A represa vai estourar quando um dos bancos resolver não mais mascarar a situação. O efeito manada faz o resto.
marcio R
21 de novembro de 2015 5:04 pmAbril – fechou..
… justo a Editora Abril, moralista sabe tudo de finanças e mercado?? Poxa….
marcio R
21 de novembro de 2015 5:04 pmAbril – fechou..
… justo a Editora Abril, moralista sabe tudo de finanças e mercado?? Poxa….
Vagalume do Brejo
21 de novembro de 2015 7:11 pmvocê esqueceu tambem de que
você esqueceu tambem de que eles querem o estado minimo, ou seja, ja não podem se sustentar da verba publica.
Parece que vão te d trabalhar agora.
Álvaro Noites
21 de novembro de 2015 5:34 pmPróximo passo será o “Gianca”
Próximo passo será o “Gianca” se mudar do Brasil.
Vânia
21 de novembro de 2015 8:34 pmUi!
Brasil vai exportar 1 milhão de jegues e Revista Veja teme ficar sem seus leitores
A ministra Katia Abreu anunciou que a China pretende importar aproximadamente 1 milhão de jegues, asnos e jumentos do território brasileiro.
Na China e região a carne dos muares é considerada uma iguaria, e a China pretende já no primeiro ano importar 300 mil animais.
A revista Veja foi pega de surpresa com a notícia e pediu ajuda na justiça alegando que se a China importar 1 milhão de jegues ela será obrigada a encerrar suas atividades pois ficará sem seus leitores.
“Se levarem nossos jumentos, entraremos em colapso, teremos que demitir e enxugar nossa folha, não podemos permitir que o Brasil perca esses 1 milhão de jumentos, a Veja perde e o Brasil perde muito mais” Declarou Civita.
A revista Veja promete evitar que tamanho patrimônio brasileiro vá parar na mesa dos chineses.
http://sacizento.bol.uol.com.br/blog/?p=16629
lenita
21 de novembro de 2015 10:07 pmVânia
Garota maldosa, cruz credo !
Vânia
22 de novembro de 2015 12:23 amPois é, Lenita…
Como disse Mae West:
Quando sou boa, sou ótima. Quando sou má, sou melhor ainda 3:)
[video:https://www.youtube.com/watch?v=d6w4maSbjTA%5D
lenita
22 de novembro de 2015 1:10 amkkkkkkk
Esta é a Vânia kkkkk
Jorge Passos
22 de novembro de 2015 12:48 pmComunidade Equina protesta
A comunidade equina reunida em convenção na cidade de Barretos, protestou veementemente contra o preconceito a seus pares, a comunidade jumentina. Num manifesto publicado em vários meios de comunicação, declarou que na sua sociedade há raros leitores registrados da VEJA e portanto, não se pode generalizar. Aliar-se a imagem da Veja com os irmãos jumentos causou tremendo mal estar na comunidade equina, finalizou o presidente da Associação Equina do Brasil.
Mário Mendonça
24 de novembro de 2015 10:34 pmPrezada Vânia
Não se esqueça
Prezada Vânia
Não se esqueça que ainda há socorro do Alckmin.
Abração
João Alexandre
21 de novembro de 2015 9:03 pmLadeira abaixo.
Essa é pedra cantada, já era.
Já entraram na fase do “salve-se quem puder”.
E os credores e o Fisco só assistindo…
Assim Falou Golbery
21 de novembro de 2015 9:11 pm[ Um dos expedientes
[ Um dos expedientes utilizados por empresas em situação financeira insanável é justamente transferir seus ativos para uma outra pessoa jurídica e deixar a original explodir [ Como não sei quem vai comprar a parte boa, se amigo de Lula ou de FHC, não há como saber se é coisa coisa fabulosa ou sacanagem
veranis
21 de novembro de 2015 9:21 pmChama a atenção a
Chama a atenção a proximidade de moro com a Abril e Globo. O que ele pretende?
Wendel
22 de novembro de 2015 12:35 amEntão…………………………….
“O que sobra para a editora é apostar na derrubada do atual governo e conseguir recursos públicos que possam diminuir os seus problemas contábeis (pelo menos no curto prazo).”
É por esas e outras, que eles estão na jugular do governo Dilma!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
E não se iludam, farão das tripas e de seus estertores, as útlimas armas para desestabilizar e desconstruir Lula, Dilma e por extensão o PT!!!
E como gostei do slogan, repito – ” É por isto que oPTei por um Brasil melhor” !!!!!!!!!!!!!!!
Hccoelho
22 de novembro de 2015 3:16 amSe desmoralizou
Comsua bandidagem, a revistinha do esgoto se desmoralizou. Com excessão de alguns idiotas, todos sabem que não vale nada. Ninguem compra esta por aria nas bancas( verfico sempre que os poucos lugares que a apresenta , as vendas são despreziveis.
Exceto pelos empregados( que vão não vão ter seus direitos ressarcidos), tomara que quebre logo. O país vai acordar muito melhor no dia em esta merda morrer. Moro de vergonha dos seus parceiros morenses.
Noctivago
22 de novembro de 2015 6:19 amCheira fundo, que fede
Há alguns anos me assombrei, voltando a ler Exame. Tanto viés de desfaçatez com o legado de inclusão de mercado. Das gentes. Enfim, há vinte anos atrás, era uma boa revista. Quando voltei a lê-la , tinha mais de Você SA que qualquer conteúdo realmente empresarial. Leia-se: o desenho das oportunidades. Com a Veja foi mais fácil a detecção da excreta jornalística.
De vinte páginas, em seus tempos de excretas mais áureos ( ou ‘marrons’, questão de gosto ), 12 páginas eram de anúncio. Fiquei maturando: taí uma mala direta, paga como se revista fosse. Pouco sabia da mala que a mala haveria de ser….
H Menon Jr.
22 de novembro de 2015 10:06 amQuem exige retidão dos outros…
Mídia velha e carcomida – todas elas – que vive exigindo retidão do Governo Federal (e apenas dele) mas adoram pegar atalhos por caminhos tortuosos… Já vai tarde, Abril!
Rui Daher
22 de novembro de 2015 11:13 amCerteza, Nassif?
“Um dos expedientes utilizados por empresas em situação financeira insanável é justamente transferir seus ativos para uma outra pessoa jurídica e deixar a original explodir. Em sociedades anônimas, os acionistas não respondem com seus bens pelas dívidas da empresa.”
Como diretor estatutário, sem única ação de empresa que foi à falência, simples assalariado, mas que dava avais junto com os acionistas, perdi todo o meu patrimônio. Terá sido à toa?
jc.pompeu
22 de novembro de 2015 2:06 pmRevisor-chefe do GGN-NASSIF realocado pra copa, muito revoltado!
“Os movimentos estranhos da Abril com a Caras“
ERRAMOS,
Por favor, queiram ler:
Os movimentos estranhos da Abril com os Caras
sergioa
23 de novembro de 2015 12:31 pmPara quando?
Para quando devo
Para quando?
Para quando devo comprar os rojões para a festa cívica que vai ser a derrocada da ABRIL?
Álvaro Noites
23 de novembro de 2015 1:58 pmAguardo anciosamente este
Aguardo anciosamente este dia.
Penso até em estourar uma champanhe.
Godinho
23 de novembro de 2015 3:19 pmA triste justiça poética…
Vai ser tristemente engraçado ver a horda de “jornalistas” da Veja todos pendurados na brocha, sentindo no couro como a tal meritocracia funciona. Na rua, sem direitos trabalhistas, sem essa excrecência que é o seguro-desemprego (afinal, são todos ou quase todos PJs), sem indenização, sem FGTS, as contas vencendo… e o Gianca e os irmãos passeando na 5th ave, enquanto os trouxas suam sangue aqui pra continuarem a existir.
Mas, em favor – por assim dizer – dos irmãos Civitta, pesa a tradição brasileira. Aqui, quando milionário vê que não vai dar, que fez lambança demais e vai falir, salva o que pode do patrimônio e deixa a empresa quebrar. Depois é só arranjar um laranja semianalfabeto pra assinar uns papeis e abrir um novo negócio. Passados os anos necessários para cumprir os rituais legais, tudo volta ao seu nome e o ex-falido pode voltar às alegrias mundanas que tanto lhe fizeram falta nesse período sabático. Claro, sofisticados como os Civitta usam outras “engenharias financeiras”, mas no final dá no mesmo.
A serem verdadeiras algumas informações sobre a queda de faturamento publicitário do Grupo Globo, não demora eles estarão vendendo a Época. Pena que não antes de 2018, o que seria bom para equilibrar um pouco mais a guerra que será a eleição daquele ano.
Gabriel Moreno
24 de novembro de 2015 8:31 pmComentário aleatório e
Comentário aleatório e desconectado do resto: senti uma ponta de ironia ao falar que o “Vida Simples” era uma leitura prazerosa. Editora Abril caminhando para uma vida mais simples, com certeza. Boa sorte a ela (e que descanse em paz).
AlvaroTadeu
25 de novembro de 2015 1:42 pmDe Pato a Ganso à Revista do Esgoto.
É muito triste. Minha infância foi povoada por caixas de madeira cheias de Almanaques do Tio Patinhas, O Pato Donald e depois, Conhecer (enciclopédia em fascículoas), Quatro Rodas e por fim, Veja (e Leia), assim era o título da revista. Aí está ela, a Editora Abril, falida, fodida, desmoralizada, sem eira nem beira. De principal revista brasileira, hoje cata suas “notícias” no esgoto em que transformaram o Rio Pinheiros, sob os auspícios da nossa burguesia que reivindica ancestralidade europeia, mas que age como os fanáticos do Estado Islâmico e as maltas suicidas de Genghis Khan, ou mais recentemente, os assassinos profissionais (e covardes) vestindo o uniforme da Wehrmacht. Sí vaia cón el Diablo, Abril Fechando.