Quando a tapioca de Dilma e uma dívida de Lulinha valem mais

Jornal GGN – Nesta sexta-feira (4), as redes sociais e os portais de jornalismo independente compartilharam à exaustão os dados iniciais de uma operação da polícia na escola Florestan Fernandes, no interior de São Paulo, contra o MST. Vídeo e fotos mostram o momento em que oficiais invadiram o local fazendo uso de armas de fogo, alegando que alguns membros do Movimento Sem Terra são criminosos. Militantes repassaram a informação de que não havia mandado de busca e apreensão que justificasse a invasão. A operação teria sido deflagrada em mais de um estado, mas as autoridades envolvidas ainda não forneceram detalhes a este portal.

Quem entrou na homepage do Estadão, mais de duas horas após a explosão dos fatos, em busca de informações, no máximo encontrou um vídeo do ator Wagner Moura repudiando a truculência dos policiais e falando em estado de exceção. Não há confirmação se a operação teve dedos do Ministério da Justiça. Aliás, não há qualquer menção à operação.

Há, por outro lado, dedicação em espaço bem chamativo para uma notícia que deveria atingir o ex-presidente Lula através de seu filho, Fábio Luís, o Lulinha. Trata-se de uma conta de pouco mais de R$ 500,00 que ele não paga desde 2014 para a Anatel.

Diz a nota do Estadão, que encontrava-se no topo da homepage, na tarde desta sexta: “A Gamecorp, que tem como sócio Fábio Luís, filho mais velho de Lula, foi notificada pela Anatel por não ter pago duas taxas obrigatórias para o setor de radiodifusão, que custam R$ 509,46. A dívida é referente ao ano de 2014.”

A irrelevância da notícia do Estadão, que recebeu muito mais espaço do que vários outros acontecimentos importantes que circulavam durante o dia, se assemelha ao que aconteceu ao O Globo no dia anterior, quinta (3).

O jornal da família dos Marinho, críticado por não ter repercutido a denúncia de que José Serra (PSDB) se beneficiou de R$ 23 milhões depositados em caixa dois na campanha presidencial de 2010 – entre outros escândalos envolvendo tucanos – deu destaque para a seguinte notícia sobre Dilma Rousseff, no blog do Ancelmo Gois:

“Lembra daquela foto, que saiu aqui, da ex-presidente Dilma Rousseff fazendo compras num supermercado de Ipanema, dia 23, um domingo à noite? Uma coleguinha amiga da coluna e que faz suas compras dia sim, dia não por lá apurou com a turma o que Dilma levou: três salsichas, 100g de mussarela e tapioca. Aliás, não se fala em outra coisa no mercado desde que Dilma apareceu por lá, e ainda não voltou.”

Ainda essa semana, a Associação Nacional dos Jornais entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal solicitando que os ministros se manifestem sobre a extensão da lei que estabelece a parcela brasileira em sociedade de empresas de jornalismo que têm participação estrangeira. A ideia é atingir portais como BBC Brasil, El Pais e The Intercept, que, aliás, fizeram uma cobertura descompromissada com o veto ao termo “golpe” no caso do impeachment.

O episódio fez Pablo Ortellado, doutor em Filosofia pela USP, levantar a seguinte questão, através das redes sociais: é justo que a sociedade seja obrigada a adquirir informação apenas e exclusivamente de um conglomerado de famílias brasileiras que já provou sua parcialidade, se o mercado pode estar aberto a outros produtos, mais independentes do ponto de vista político? Leia mais.

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9 comentários

  1. Até estou estranhando que o

    Até estou estranhando que o PSDB ainda não tenha pedido ao MP, uma investigação sobre os recursos usados pela Dilma para comprar as salsichas no supermercado. Seria propina da Petrobras?

  2. 23 Milhões

    23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões 23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 Milhões23 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  3. Ancelmo (sic) Góis, é o

    Ancelmo (sic) Góis, é o conhecido  cronista escatológico.Narrações  de  eventos gastro intestinais

    são  sua  praia(?) preferida…

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