UOL omitiu que jovem confirmou “sexo não consensual” com Feliciano em áudio

Jornal GGN – O portal UOL omitiu o trecho da gravação em que Patricia Lelis, 22, confirmou ao assessor de Marco Feliciano que houve sexo com o deputado federal do PSC, mas que “não foi consensual”. A revelação foi feita a Talma Bauer, que respondeu à jovem que esse fato “morreu aqui”.

Ontem, o UOL publicou 28 minutos de conversa entre Patricia e o assessor de Feliciano, que prometeu reparar danos à imagem da jovem que buscou a imprensa para denunciar uma tentativa de estupro e assédio sexual. O áudio tem, segundo o portal Democratize, mais de 50 minutos. Mas o UOL só divulgou 28 minutos.

Na conversa, Patricia disse a Talma que não preocurou a delegacia porque não queria prejudicar a imagem de Feliciano e da Igreja. Evangélica, a jovem depois desmentiu a história nas redes sociais, alegando que se trata de invenções de “jornalistas esquerdinhas” que querem atingir Feliciano por causa das eleições. Em mensagem divulgado pelo Democratize, ela aparece tentando divulgar provas no grupo do PSC Jovem, partido onde milita, e dizendo que tem desmentido a história nas redes sociais por orientação da “polícia”.

Por Francisco Toledo

Do Democratize

Jovem pedia para amigo divulgar provas contra Feliciano enquanto desmentia o caso

A trama envolvendo o deputado e pastor Marco Feliciano (PSC) continua sendo assunto nas redes sociais — mesmo com o inacreditável boicote por parte dos tradicionais meios de comunicação.
Na noite desta quinta-feira (4), a Agência Democratize divulgou um trecho inédito da conversa entre o Chefe de Gabinete do deputado, Talma Bauer, e a jovem Patrícia. Mais cedo, o UOL já havia divulgado boa parte da conversa entre ambos, porém não liberou o áudio na íntegra. Tivemos acesso ao trecho em que Bauer questiona para Patrícia se ela e o deputado já haviam tido relação sexual. A jovem diz que sim, porém que “não foi consensual” — ou seja, o ato ocorreu sem a permissão de Patrícia, tratando-se portanto de estupro. É possível ainda ouvir o assessor de Feliciano dizendo “morreu aqui” sobre o abuso. Veja:

https://www.youtube.com/watch?time_continue=38&v=hGmQ6ct5xYQ height:394]

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Também na noite desta quinta-feira, conseguimos contato com um dos amigos de Patrícia dentro do partido, chamado Thiago Vanzeler.

Thiago é presidente estadual do PSC Jovem, entidade na qual Patrícia participava ativamente. Além disso, acompanhou todo o caso envolvendo o deputado desde o começo, sempre ajudando a jovem quando necessário.

Em conversa com o Democratize, Thiago disse: “A única coisa que eu sei é que não tem nada com a esquerda nessa estória e ainda não sei quem é a vítima. O problema é interno. É da direita conservadora e portanto a única coisa que os demais e eu queremos é a verdade e que o(s) culpado(s) seja(m) punido(s) e abandonado(s) por todos os conservadores brasileiros”.
O jovem ainda contou para a nossa reportagem sobre o diferente posicionamento de Patrícia agora, após o caso ter repercutido nas redes sociais.

Inicialmente, a jovem que teria sofrido abusos e agressões por parte de Feliciano, queria denunciar o caso. Porém, após uma série de reuniões e encontros com Talma Bauer e até mesmo assessores do deputado Celso Russomano (PRB), ela teria mudado de ideia.

A partir dai, pelo menos 2 vídeos foram publicados pela jovem desmentindo o caso.

“Os printscreens que eu compartilhei comprovam que a Patrícia estava me pedindo para divulgar as supostas provas no grupo de WhatsApp do PSC Jovem Nacional enquanto ela desmentia e culpava a esquerda no grupo de Facebook “Panelinha da Direita (O Retorno)”. Ao longo do dia, ela gravou vídeos culpando a esquerda mas eu tinha provas que era um problema interno”, contou Thiago.

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Um dos vídeos publicados por Patrícia culpando setores da esquerda e “blogs de notícias” é este:

[video:https://www.youtube.com/watch?time_continue=84&v=KKwoblgoxoY

Agora veja, os printscreens da conversa entre a jovem e Thiago, feito enquanto a mesma gravava vídeos atacando setores da esquerda pela divulgação do caso, além de defender Marco Feliciano:

Para Thiago, mesmo sendo amigo próximo de Patrícia, a situação é complicada e ainda não se sabe quem foi a verdadeira vítima da história. “Agora resta saber quem é a vítima dessa estória: Patrícia, Feliciano ou nós, o que acarretaria em uma jogada de autopromoção de ambos. Eu e os demais aguardamos a verdade aparecer. É só o que queremos”, terminou o presidente estadual do PSC Jovem.

Porém, o caso ganha ainda mais suspense nesta sexta-feira (5).

Segundo o blog Coluna da Esplanada, do UOL — responsável por denunciar o caso — , a jovem que até então acusava Feliciano compareceu na 4ª Delegacia de Polícia de São Paulo, na Consolação, para conversar com o delegado Roberto Pacheco, junto com a sua mãe.
A senadora Vanessa Grazziotin, do PCdoB, denunciou ao Ministério Público o caso de suposto estupro cometido pelo deputado.

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11 comentários

  1. Não é por nada não…

    …Mas eu suspeito que seja melhor para a imagem dessa menina que ela sustente que foi estupro.

    Porque ir pra cama com aquele pulha vai tornar essa mocinha objeto de repugnância sexual generalizada. Se bem que, no fundo… as pessoas se merecem…

    Agora, se não foi consensual, então vamos ver se ela é mulher o suficiente para sustentar isso, sem ter que se esconder atrás dos comunistas debaixo da cama dela. Rsrsrs.

    • É só ver bem!

      É ela quem está “minimizando”, meu caro Bruno.

      A única coisa certa até agora, admitida por ela mesma, é que ela deu. Se foi por vontade própria ou forçada, aí ninguém sabe. Mas fica a dúvida: em qualquer dos dois casos, qual a razão de ela jogar a trepada no ventilador, para o público brasileiro tomar conhecimento, e depois voltar atrás dessa maneira, ao mesmo tempo em que não volta tanto atrás assim? Qualquer que seja a “verdade”, o circo está armado.

  2. Tem sequestro na historia.

    Acaba de sair no jornal carta capital que o chefe de gabinete do feliciano foi preso por sequestrar a denunciante, prende-la num apartamento e obriga-la a gravar os videos culpando a esquerda. Essa é a cara do Brasil dos golpistas.

  3. Omissão

    O Mazzini tem uma explicação plausível pra ‘omissão’:
    “(Aqui, um detalhe: a Coluna divulgou em primeira mão na quarta só os primeiros 28 minutos do total de 57, por orientação de nossos advogados, para evitar maior exposição da suposta vítima, referente ao áudio sobre a relação não consensual. Deveria partir dela a denúncia criminal, o que agora ocorre com a oficialização do B.O. )”

  4. Mal contado

    Pelo que li por cima todas estas notícias, somando uma pesquisa via Google do nome da jornalista em questão, vendo o Democratize e vendo que a única matéria em destaque é só a principal, tenho três teorias (Reintero: teorias.)  para a situação toda:

    – Baseado em situações anteriores que são vistas no Google (pesquisem pelo nome dela e verão que o nome dela já está envolto em outras chamadas de atenção), ela pode realmente tentando dar “um golpe”, nisso esta teoria se desdobra em dois:
    * Pode ser um golpe ministrado por ambos (a jornalista e o político) para chamar a atenção para eles.
    * Pode ser um golpe feito só por ela (ou a mando de outro) para desestabilizar o politico.

    – Pode ser uma tentativa frustrada de golpe dela em cima do político, o que resultou na reação do político culminando na situação em questão.

    – Pode ser simplesmente o fato considerado “original”, em que a jornalista é realmente vitima completa da situação.

    Diz o ditado que “toda verdade tem três versões – a da vitima, a do algoz e a própria. Só sabemos geralmente das duas primeiras, e da última é a mais difícil”. De qualquer forma, o politico citado nunca teve minha intenção de voto, e a jornalista, pelo pouco que pesquisei, é difícil de dar alguma credibilidade plena.

    PS: pesquisem pelo vídeo da esquete do grupo “Barbixas”, chamado “Preso em Nome da Lei”. Acho que vão sacar a profecia dos caras. :p

  5. + comentários

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