Arnaldo Estrela interpreta a ‘Lenda do Caboclo’, de Villa-Lobos

https://www.youtube.com/watch?v=zALV397SoNY width:700 height:395

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18 comentários

  1. Antes de me despedir

     

    Quando eu não puder, pisar mais na avenida

    Quando as minhas pernas não puderem acompanhar os posts do Mestre da Mabomubra

    Meu computador vou detonar e o meu atestado de seguidor fiel entrego a quem quiser levar…

    Esta é a música, que ultrapassa o tempo e o espaço, é dedicada à Internet e ao meu martelado PC

    [video:http://youtu.be/myGrmDuE9Ug width:600 heigth:450]

  2. Caboclo d’Água

     

    É conhecido também como Pai dos Peixes e Terror dos Barqueiros.

    A lenda diz que o Caboclo d’Água consegue se locomover rapidamente e domina a água e os peixes.

    Apesar de poder viver fora da água, o Caboclo d’Água nunca se afasta das margens do rio São Francisco (apesar de haver relatos em outros locais do Brasil).

    Quando não gosta de um pescador, ele afugenta os peixes para longe da rede, mas, se o pescador faz um agrado, ele o ajuda para que a pesca seja farta.

    Um pescador conta ter visto um animal morto boiando no rio, e ao se aproximar com a canoa, notou que se tratava de um cavalo, mas, ao tentar se aproximar, para ver a marca e comunicar o fato ao dono, o animal rapidamente afundou.

    Em seguida, o barco começou a se mexer e, ao virar-se para o lado, o pescador notou que o Caboclo d’Água estava agarrado à beirada, tentando virar o barco.

    O pescador lembrou-se de que trazia fumo em sua sacola e atirou-o às águas apra o Caboclo d’Água que saiu dando cambalhotas e mergulhou rio abaixo.

    Dizem que quem pesca só para o sustento, ele deixa em paz, mas o pescador que enche a rede e não devolve o excesso de peixes à água, precisa enfrentá-lo.

    Há relatos de que ele também pode aparecer sob a forma de outros animais e que ele vira as embarcações e o pescador inimigo nunca mais volta.

    O Caboclo d’Água costuma aparecer à tardinha ou em noites de luar e, para evitar o ataque, quem viaja sozinho deve fincar uma peixeira importada diretamente do Ceará no fundo da canoa.

    Recomenda-se também oferecer-lhe fumo (daquele de rolo; baseado não pode, por enquanto).

    Quando eu era criança pequena, lá de Barbacena, acreditava nesta estória que o meu contva em noites de lua cheia na beira do terreiro.

  3. Arnaldo Estrela – Desconhecido na própria pátria
       [video:https://www.youtube.com/watch?v=zp8C6eYQhTQ%5D  

    ARNALDO ESTRELA: desconhecido na própria pátria  Um dos maiores pianistas do Brasil, Arnaldo Estrela, é um ilustre desconhecido entre os brasileiros, até mesmo entre seus colegas. Dono de personalidade impar, Estrela era provido de uma concepção severa de interpretar. Extremamente competente, mas dono de estilo seco, sem sentimentalismo. Isso não o impedia de ser um grande tradutor de Chopin, Brahms, Rachmaninoff e principalmente, música brasileira. Interpretava com entusiasmo a Sonata em Si Menor de Chopin, imprimindo ao último tempo poderosa dramaticidade. Muito ligado a Villa-Lobos, em discos foi o principal interprete. Porém, gravara uma antologia dos mais variados autores brasileiros, dos primórdios, até os anos 78, pouco antes de sua morte. Arnaldo Estrela nasceu no Rio de Janeiro em 1908, e nossos maiores mestres beneficiaram-se de sua autoridade e prestígio. Foi elo de ligação entre a geração de Guiomar Novaes e essa que aí se encontra. Estrela, era o único pianista brasileiro verdadeiramente dotado de virtuosidade. Este atributo lhe foi dado pelo crítico musical Andrade Muryci, e alcançou-se fulgurância que justificavam os elogios superlativos a ele feitos no estrangeiro. Manoel Bandeira o considerava o nosso melhor pianista. Na década de 40 Estrela venceu o Columbia Concerts e lançou-o de vez nos Estados Unidos. Tocou com os maiores regentes, como Mitropoulos e Ormandy. De volta ao Rio, separa-se de sua primeira mulher, Maria Luisa, neta do poderoso senador -da Velha República -, Antonio Azeredo. Estrela era de ideologia esquerdista e isso aliado ao seu talento abri-lhe as portas para concertos memoráveis na Rússia e outros países do bloco socialista, mas na sua última temporada voltou totalmente desencantado, abandonando a ideologia. Sua maior meta era formar pianistas, e foi com essa proposta que ingressou na Escola de Música da UFRJ, e formou nomes como Antonio Barbosa, Vera Astrachan e Júlio Medaglia. O ensino tomava todo o seu tempo, por isso passou a animar o quarteto com Frederico Stephany, Iberê Gomes Grosso e Mariuccia Iacovino – sua segunda mulher. Arnaldo Estrela foi grande pianista no Brasil e respeitado no estrangeiro. Poderia ter feito uma carreira internacional condizente com sua excepcional categoria. Não o fez por culpa daqueles que, tanto ontem quanto hoje, cuidaram dos destinos das artes neste país do Carnaval e do Futebol. Em 15 de março de 1980 Arnaldo Estrela falecia na cidade do Rio de Janeiro.

    http://www.revistaformasemeios.jex.com.br/classica/arnaldo+estrela+desconhecido+na+propria+patria

     

      • Remeiros

         

        Parceirinho Maior

        Estou lendo, agora, de Débora Safira Andrade

         

        HISTÓRIAS, CONTOS, LENDAS E TRADIÇÕES DAS

        COMUNIDADES RIBEIRINHAS DO RIO SÃO FRANCISCO

         

        cujo resumo é:

        “Este texto apresenta as lendas, tradições e histórias que povoam o imaginário da população que vive às margens do rio São Francisco, à luz do relatório técnico de pesquisa de campo do historiador Márcio Santos, que participou da Expedição Halfed, realizada entre 14 de outubro e 18 de novembro de 2001, percorrendo aproximadamente 85% da extensão do rio São Francisco. Essa expedição foi uma das principais ações promovidas pela Campanha Rio São Francisco Patrimônio Mundial, que teve como objetivo central, elaborar um dossiê para enviar à UNESCO, a fim de ser reconhecido como patrimônio cultural da humanidade o acervo histórico, artístico e natural do entorno deste rio. Ainda traz a contribuição de alguns artigos publicados na edição especial da revista on line Jangada Brasil Velho Chico:  Tradições, Lendas e História do rio São Francisco e estudos de Zanoni Neves sobre os remeiros. Por fim, elenca o patrimônio cultural imaterial, apresentado pelos autores acima.”

        que abordam o tema sobre os remeiros do Velho Chico:

        “Segundo Neves (2003) no decorrer de dois séculos, os remeiros contribuíram para a formação e o desenvolvimento do sistema econômico regional.

        Devido a sua importância social, foram citados por viajantes e técnicos em seus relatos sobre a região.

        No entanto, o trabalho, as crenças, a posição social destes podem ser conhecidos por intermédio também da literatura de ficção; estão presentes no conto e nos romances regionalistas, no Médio São Francisco alguns termos e expressões eram empregados pela sociedade para discriminá-los, como: porco d’água, pé pubo, piau, pé de prancha, burro d’água, bicho d’água, contudo, apesar da discriminação social  e estigma que sofriam, muito contribuíram na integração das regiões: Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste se forem levados em conta os aspectos socioeconômicos e culturais, que será melhor explorado em outra oportunidade devido a falta de espaço neste artigo, mas é evidente a contribuição destes para a transmissão de “crenças e narrativas populares ao longo das margens do rio São Francisco: mitos, contos, lendas e milagres do Bom Jesus.

        Assim foram autores na formação do sistema mágico-religioso , ressaltamos o papel não menos importante das migrações.” (NEVES, 2003, p.199-200).

        “Osvaldo Souza em março de 1953 relata no decorrer da sua viajem no rio São Francisco que ainda é possível verificar “um tipo quase desconhecido da paisagem humana daquela região – o remeiro, segregado social cuja vida é uma obscura epopéia.

        Este autor reforça a discriminação social e estigmas sofridos pelos remeiros quando observa

        ‘Indivíduo bem humorado, gosta de chasquear, principalmente quando se excede um pouco na Januária… é apelidado de ‘burro d’água’ pelos barranqueiros, expressão pejorativa criada pela antipatia nascida dos gracejos e xingamentos que o remeiro lhes dirige quando passa, em viagem, pela margens do rio.'” (SOUZA, 1953).

        “Souza (1953) teve a oportunidade de ouvir as toadas típicas dos remeiros que no decurso da jornada de trabalho, remavam entoando cantigas para espairecer e renovar as forças, entretanto, este autor, naquela ocasião, afirmava que essa tradição já era bem rara no rio São Francisco.

        Por fim, este autor conclui o seu artigo, lamentando, que infelizmente é mais uma bela tradição que tende a desaparecer, como tantas outras.

        Neves (2003) ainda cita outros seres, pouco destacados na literatura, que povoavam o imaginário dos remeiros e dos ribeirinhos, como: a Mãe d’Água, o Cavalo d’Água, o Cachorrinho d’Água. Assim como,os mitos da zona rural: o Romãozinho, Pé-de-Garrafa etc. A lenda da Cobra-de-Asas contada e recontada pelos romeiros de Bom Jesus da Lapa (BA), é urbana, mas amplamente difundida na região. Outros mitos presentes na tradição oral dos ribeirinhos não eram específicos do Médio São Francisco: o Lobisomem e a Mula-Sem-Cabeça.”

        Mais: http://www.revistas.unifacs.br/index.php/rde/article/viewFile/1245/988

        As imagens não são do artigo original [ eu as inseri por serem muito bonitas e pra dar um colorido bacana ao comentário].

        Maria Lúcia Godoy nasceu na vizinha cidade de Mesquita, em Minas Gerais [ 36 km daquí ].

        Não existe nada – um monumento, um busto – para homenageá-la no ingrato município mineiro e, prá descontar a minha raiva, tenho o prazer de informar que o dono de um restaurante, localizado em um sítio, famoso pela traíra desossada, é um grande preguiçoso: já fui duas vezes ao local e saí de lá com o bucho vazio.

        Da arte popular dos arteiros riberinhos do Velho Chico, tenho duas carrancas grandes – atingem quase um metro de altura – e uma menor decorando a minha casa. Em um das grandes, a minha amiga Fátima, pintora, me presenteou com a aplicação de uma pátina inspiradíssima e ela ficou maravilhosamente linda.

        Meu Pai contava grande parte das histórias mencionadas acima e nós tínhamos muito mêdo de todas as figuraças que ainda povoam as lendas ribeirinhas do interiorzão mineiro.

        Que saudade do meu Velho Pai…

        Grande Abraço!

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