4 de junho de 2026

A música nacional e internacional no Brasil do século XX

Uma revolução ocorreu na música do século XX com o ganho de popularidade do rádio pelo mundo. Como ela já não era mais limitada a concertos e clubes tornou-se possível aos artistas da música ganhar rapidamente fama nacional e até internacional. Da mesma forma, o público poderia agora estar exposto a um leque maior de opções. Música de todo gênero tornou-se cada vez mais portátil. A música do século XX trouxe maior experimentação com novos gêneros musicais de diferentes continentes e começaram a se fundir de alguma forma.

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Na virada do século XX, no Brasil, compositores do Rio de Janeiro começaram a tocar ritmos estrangeiros de um modo muito particular. Os instrumentos por eles utilizados conferiam às músicas um tom melancólico que deu origem ao nome desse novo estilo, o choro. A primeira música a ser assim denominada foi ‘Apanhei-te, Cavaquinho’ de Ernesto Nazaré. Outra precursora do choro foi Chiquinha Gonzaga, que também fez enorme sucesso com suas marchas e modinhas, como a célebre ‘Abre alas’, considerada a primeira canção carnavalesca carioca.

As 10 músicas mais tocadas no Brasil na década de 1900 (1900 a 1909)

http://www.youtube.com/watch?v=X5-rDnm3ZGQ align:center]

As 10 músicas mais tocadas no Brasil na década de 1910 (1910 a 1919)

http://www.youtube.com/watch?v=u3hEbiAC6Dg align:center]

Na década de 1920, no Brasil, o choro deixou de ser somente instrumental para também ser cantado. Influenciado pelo maxixe e pelo samba, surge, então, o chorinho, ou samba-choro, que se espalhou pelos salões de dança cariocas. Um dos fundadores do gênero foi o compositor Pixinguinha, que ao receber o convite para tocar na sala de espera do cinema Palais montou o conjunto ‘Os Oito Batutas’.

As 50 músicas mais tocadas no Brasil na década de 1920 (1920 a 1929)

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A década de 1930 é a era de ouro da música brasileira. Noel Rosa transforma situações do cotidiano em poesia nos seus sambas, como em ‘Com que Roupa eu Vou?’ de 1931. Com o desenvolvimento do rádio, surgiam cantores como Francisco Alves e Orlando Silva, “o cantor das multidões”, que entoavam sambas compostos por Lamartine Babo, João de Barro e Ataulfo Alves. Em 1938, Carmen Miranda canta ‘O que é que a Baiana Tem?’ de Dorival Caymmi, no filme ‘Banana da Terra’, e Ary Barroso compõe ‘Aquarela do Brasil’, gravado em 1939.

As 100 músicas mais tocadas no Brasil na década de 1930 (1930 a 1939)

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No Brasil da década de 1940, difunde-se nos centros urbanos o gênero com raízes no folclore nordestino, o baião. À música homônima ao gênero lançada em 1946, seguiram outros sucessos de Luiz Gonzaga, como ‘Asa Branca’ e ‘Assum Preto’. Em 1947, ‘Nervos de Aço’ inaugurava a longa galeria dos famosos sambas-canção com temática “dor de cotovelo” de Lupicínio Rodrigues.

As 100 músicas mais tocadas no Brasil na década de 1940 (1940 a 1949)

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O sucesso do samba-canção se mantinha nas rádios brasileiras da década de 1950, nas vozes de Dalva de Oliveira, Emilinha Borba e Cauby Peixoto. Em 1958, surge um estilo de influência jazzistica que revolucionou o samba urbano, a Bossa Nova. Seus principais expoentes foram Tom Jobim e João Gilberto, com suas interpretações sofisticadas e intimistas acompanhadas por violão, rompendo com a tradição dos cantores de rádio.

As 100 músicas mais tocadas no Brasil na década de 1950 (1950 a 1959)

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Na década de 1960, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Os Mutantes marcaram o surgimento da Tropicália, no festival da Record de 1967; o primeiro lugar do festival, no entanto, coube a ‘Ponteio’, de Edu Lobo e Capinam. Longe do clima politizado dos festivais, jovens paulistas se divertiam com o rock n’roll criando a ‘Jovem Guarda’, cujos principais integrantes eram Erasmo Carlos, Wanderléia e Roberto Carlos. A década de 1960 assistiu ainda ao retorno do samba tradicional, com as gravações das músicas de Cartola e Nelson Cavaquinho na voz de Nana Caymmi.

As 100 músicas mais tocadas no Brasil na década de 1960 (1960 a 1969)

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Milton Nascimento lançou o álbum ‘Clube da Esquina’ em 1972; dois anos mais tarde Elis Regina atinge o ápice de sua carreira ao gravar com Tom Jobim o disco ‘Elis & Tom’. Surgem compositores voltados para a música instrumental, como Egberto Gismonti e Hermeto Paschoal. No rock, Rita Lee, separada dos ‘Mutantes’, inicia sua carreira solo, e Raul Seixas torna-se famoso com a canção ‘Ouro de Tolo’, de 1973.

As 100 músicas mais tocadas no Brasil na década de 1970 (1970 a 1979)

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O punk sobreviveu durante a década de 1980 na Grã-Bretanha e deu origem ao hardcore, rápido, distorcido e não comercial. A new wave toma conta das rádios seja na vertente dark do ‘The Cure’ ou na mais romântica de ‘Duran Duran’. As guitarras foram substituídas por sintetizadores nas músicas do ‘Depeche Mode’.

Nos EUA, os cantores tomaram a dianteira. O álbum de estréia de Madonna (Madonna, 1983) produziu hits como ‘Holiday’ e ‘Lucky Star’. Dois outros vocalistas se destacaram: Prince e Michael Jackson, cujo Thriller (1982) se tornou o mais bem sucedido álbum de todos os tempos, com mais de 100 milhões de cópias vendidas até então. Nas ruas de Nova York, surgia o rap, canto ritmado a princípio com letras de crítica social. O estilo fez surgir uma legião de subculturas pop, incluindo o hip hop, que tirava seu efeito percussivo do ato de “scratching” (rodar com a mão) discos de vinil e “sampling” (extrair) frases musicais para criar trilhas novas.

Na gloriosa década de 1980 o Hard Rock e o Heavy Metal dominavam a MTV e as rádios Norte-Americanas e Européias, com nomes como Iron Maiden, Twisted Sister, Motley Crue, Accept, Judas Priest, Van Halen, Guns N’ Roses, Def Leppard, W.A.S.P., Kiss, etc. Foi na década de 1980 que surgiu estilos mais pesados dentro do Heavy Metal como o Thrash Metal, Death Metal, Black Metal e Power Metal (Heavy Metal Melódico), com nomes como Mercyful Fate, Slayer, Celtic Frost, Destruction, Anthrax, Metallica, Megadeth, Helloween, Sepultura, Nuclear Assault, Testament, Overkill, Death, etc. O sampling digital, com o uso da informática, abriu novos caminhos para a música dançante, como os estilos house e garage.

No Brasil, o rock, o punk e a new wave tiveram alta receptividade entre os jovens dos centros urbanos, e as rádios foram invadidas por músicas inglesas e norte-americanas. Em pouco tempo, surgiram diversas bandas de rock nacional, algumas das quais se mantiveram nas paradas ainda na década seguinte, tais como Titãs, Legião Urbana e Paralamas do Sucesso. Outro expoente do rock brasileiro da década de 1980 foi Cazuza, cujas músicas traziam letras poéticas e de crítica social, como no álbum ‘Ideologia’, de 1988.

As 100 músicas internacionais mais tocadas no Brasil na década de 1980 (1980 a 1989)

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As 100 músicas nacionais mais tocadas no Brasil na década de 1980 (1980 a 1989)

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Na década de 1990, a música pop mundial perdeu pontos como principal rítmo. O que fez sucesso realmente foi o Hip Hop, Rapcore e principalmente o Grunge, com bandas de destaque de toda essa década: Nirvana, Alice in Chains, Rage Against The Machine, Red Hot Chili Peppers, Pearl Jam, Foo Fighters, Soundgarden, Stone Temple Pilots, The Smashing Pumpkins que duraram até o final da década, dando influência a outras bandas que dominam até hoje o mundo musical como Linkin Park e Coldplay.

No Brasil da década de 1990, a música empobreceu e tornou-se medíocre, a lambada explodiu no início da década com o sucesso da novela ‘Rainha da Sucata’. A música brega continua a todo vapor e as duplas sertanejas prevaleceramm vendendo milhões de CD’s e dando enormes lucros às gravadoras e donos das rádios e TV’s. Surgiram grupos de pagode com ‘cantores’ à frente e ‘bailarinas’ seminuas acompanhando, e de funk vindos das classes mais pobres com pouca ou nenhuma cultura e com sucesso comercial relâmpago. Os grandes artistas da MPB de outrora tiveram muito pouco espaço na mídia. Alguns poucos e novos destaques surgiram como Marisa Monte, Zélia Duncan e Cássia Eller.

As 100 músicas internacionais mais tocadas no Brasil na década de 1990 (1990  a 1999)

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As 100 músicas nacionais mais tocadas no Brasil na década de 1990 (1990 a 1999)

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Fonte dos textos: Wikipédia

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Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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5 Comentários
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  1. LACosta

    4 de janeiro de 2014 11:33 am

    Faltou gente aí…e muita gente.

    Como qualquer outra analise camarada Baranov, faltou coisa aí. E muita coisa.

    O rádio, claro, foi a maior influência e depois veio a televisão. Todos fizeram jabás e todo o cenário musical brasileiro foi “dominado” por “empresários exxxxpertos com o advento das trilhas sonoras. Seja no cinema ou as famigeradas novelas.

    Só prá ficar no cinema dos anos 40, 50 e 60, o articulista esqueceu-se das músicas latinas, principalmente a mexicana que começa com o Trio Los Panchos – anos 40 – (Trio Cristal), Miguel Aceves Magia as aparições dos Mariachis nos filmes do Cantinflas. Pode não ter influenciado as areias de Copacabana e Leblon, mas influenciou muita gente pelo interior do Brasil. Seus boleirões com as letras chorosas e passionais fizeram escola e vendeu muito nas vozes versionadas de Altemar Dutra, Ângela Maria, Nelson Ned, Cauby e outros além de chegar de forma “torta” para as duplas sertanejas brega padrão Milionário e Zé Rico e afins.

    Esqueceu também da música Guarani. Suas guarânias tiveram as versões gravadas desde Cascatinha e Inhana até Gal Costa e influenciou a musica pantaneira brasileira desde Tetê Spindola à Almir Sater.

    Esqueceu a musica portenha com seus tangos e boleros que influenciaram gerações, desde Lúcio Gatica a Alfredo Manzenero passando pelo bandeleon de Piazzola.

    De certa forma o “underground” ou submundo musical não foi contemplado. Aquela musica que tocava nas zonas boemias, parque de diversões e circos, além é claro nas periferias das grandes cidades e eram cantaroladas nas bocas de fornos, pias e plantações.

    A música de campanha dos prados e coxias gaúchas foram solenemente ignoradas. Borghetinho, Yamandú e sua geração não ficariam satisfeitos.

    1. Tamára Baranov

      4 de janeiro de 2014 12:58 pm

      Faltou mesmo LACosta, faltou

      Faltou mesmo LACosta, faltou muiiiiiiiiiiiiiita coisa. Mas, é um apanhadinho válido, principalmente para se sentir o começo, o auge e a, infelizmente, decadência da música brasileira, que eu, sinceramente fui ouvindo numa crescente tristeza a partir da década de 1990, do pagode e sertanejo, desisti de ouvir para alívio dos meus ouvidos e coração. Triste. 

      Um abraço

  2. Fabio (o outro)

    4 de janeiro de 2014 5:16 pm

    Esse apanhado de músicas é

    Esse apanhado de músicas é apenas uma das formas de se evidenciar que a década de 80 foi o espasmo final da producão cultural brasileira. Cazuza e as bandas de rock que surgiram naquela década foram as últimas expressões culturais significativas que ocorreram no Brasil . 

    Há 30 anos que o país deixou de de produzir música , literatura , dramaturgia e qualquer outra foma de expressão artísitica significativa .

    1. Tamára Baranov

      4 de janeiro de 2014 7:36 pm

      Infelizmente é isso…

      Infelizmente é isso…

  3. Waldyr Kopezky

    5 de janeiro de 2014 5:24 am

    sobre a música no séc. XX
    Nassif, como músico vc tb vai entender isso…

    No meu entender houve DOIS momentos de transformação profunda na forma de se lidar com música no século passado:

    1. a radiodifusão, que ampliou o alcance dessa expressão artística (antes local e elitista) e moldou o que nós passamos a conhecer como “cancioneiro popular” e, posteriormente, “cultura/música pop”;

    2. o avanço inexorável no processo de registro (gravação) e reprodução da música (agora gravada), que gradualmente reduziu muito – praticamente “matou” – o valor e a importância do músico como artista e seu dom inato (porque extinguiu no público ouvinte o prazer pelo som “ao vivo”).

    Então, vemos um paradoxo – se, por um lado, o avanço na disseminação da música trouxe a popularização (via mais acesso) à obra musical, ela também decretou o fim da música como forma e expressão de uma arte genuinamente “regional” – veja, por exemplo, a moda de viola reduzida ao que rotulamos hoje como “sertanejo”. Um muzak (amálgama) pop criado para ser “vendido” às massas. Aliás, é a música (e não o cinema) a expressão artística de maior responsabilidade (peso) na criação desse monstro que é a “indústria do entretenimento”.

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