9 de junho de 2026

George Gershwin

George Gershwin

Em 26 de setembro de 1898, nasceu no Brooklyn, Nova York, em uma família pobre de imigrantes judeus, oriundos da Rússia, um dos mais importantes pianistas e compositores do século XX, com o nome de Jacob Gershowitz, mais tarde mudado para George Gershwin. Quando os pais compraram um piano para seu irmão mais velho, Ira Gershwin, foi George, então com doze anos, que se apoderou dele exclusivamente para si. George e Ira se tornaram um das grandes duplas criativas da história da música, cada um em sintonia com as sutilezas do outro. Juntos, ajudaram a elevar o teatro musical norte-americano a uma forma de arte legítima e criaram algumas das melhores músicas conhecidas do século XX.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Aos quatorze anos começou a receber treinamento clássico com Charles Hambitzer, um compositor e pianista de grande gosto musical, mas ele estava ciente da revolução musical ao redor dele, em particular o trabalho de Jerome Kern, um dos mais importantes compositores do teatro musical do início do século XX. George Gershwin foi influenciado pelo ragtime e pelo piano stride, um estilo de jazz para piano que foi desenvolvido nas grandes cidades da costa leste, principalmente em Nova York, durante 1920 e 1930.

Ainda na adolescência, George abandonou a escola para trabalhar como compositor e sonoplasta em ‘Tin Pan Alley’, um conjunto de edifícios localizado em Manhattan que reunia os mais importantes editores de música e compositores que dominaram a música popular no final do século 19. Sua primeira música publicada, ‘When You Want ‘Em, You Can’t Get ‘Em’ com técnicas inovadoras, apenas rendeu cinco dólares. Logo depois, no entanto, ele encontrou um jovem letrista chamado Irving Ceaser e juntos compuseram uma série de músicas, incluindo ‘Swanee’, de 1916, com a qual alcançou reconhecimento depois de Al Jolson cantar na comédia musical ‘Sinbad’ em 1919, tornando-se a canção mais vendida de sua carreira.

Em 1921 George escreveu ‘Blue Monday Blues’, uma canção derivada do ‘spirituals’, que não foi bem recebida. Em 1924, colaborou com seu irmão Ira em uma comédia musical, ‘Lady Be Good’, o que garantiu a sua reputação com canções memoráveis. Era o início de uma parceria que iria continuar pelo resto da vida. Juntos, eles escreveram musicais bem sucedidos como ‘Oh Kay!’ e ‘Funny Face’, estrelado por Fred Astaire e sua irmã Adele.

Enquanto continuou a compor música popular para o palco, Gershwin começou a levar uma vida dupla, tentando deixar sua marca como compositor com influências de jazz. Foi quando o ‘bandleader’ e diretor de orquestra Paul Whiteman pediu a ele para compor um trabalho baseado no blues para um concerto de jazz, o resultado foi ‘Rhapsody in Blue’. George Gershwin tinha 25 anos, quando ‘Rhapsody in Blue’ estreou na sala de concertos ‘Aeolian Hall’ de Nova York no show, ‘An Experiment in Music’. A audiência incluiu Jascha Heifetz, um dos maiores virtuoses da história do violino; Fritz Kreisler, outro mestre do violino e compositor austríaco; Leopold Stokowski, famoso regente orquestral que conduziu peças de música clássica para o filme ‘Fantasia’ produzido por Walt Disney em 1940; e os compositores, pianistas e maestros russos Sergei Rachmaninoff e Igor Stravinsky.

George vai para Paris para iniciar um estudo de música e lá ele conhece a pintora Christine Gilbert, por quem se apaixona, que o apresenta a Maurice Ravel e a outros compositores. De volta a Los Angeles, com Christine a tiracolo, o que causou o divórcio da esposa Julie Adams, George começa a compor freneticamente. Christine volta a Paris quando percebe que a música é mais importante do que ela. Em 1931, George ganha o Prêmio Pulitzer com o musical ‘Of Thee I Sing’, que satiriza a política americana. E escreve seu trabalho mais ambicioso, a ópera folk ‘Porgy and Bess’, uma ópera com artistas negros, em colaboração com Ira e o romancista DuBose Heyward. A ópera é apresentada em 1935, em Boston, com apenas um sucesso moderado.

‘Porgy and Bess’ é agora reconhecida como uma das obras seminais da ópera norte-americana, que incluía as canções memoráveis: ‘It Ain’t Necessarily So’, ‘I Loves You, Porgy’ e ‘Summertime’. Em meados de 1937, George começou a se queixar de dores de cabeça, mas os médicos diagnosticavam seus sintomas como stress. Na realidade, ele sofria de um tumor cerebral. Com 38 anos, ele morreu. Hoje ele continua sendo um dos mais amados músicos populares. 

Fonte: Pintando Música

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados