15 de junho de 2026

A biblioteca de Francisco: o que leu o Papa que comoveu o mundo

Leituras que cruzam filosofia, literatura e teologia, os livros de Francisco revelam a trajetória de um Papa marcado pela empatia

Nesta segunda-feira (21), dia em que o mundo se despede do Papa Francisco, as leituras preferidas de Jorge Mario Bergoglio ajudam a lançar luz sobre os caminhos intelectuais e espirituais que moldaram o legado humanista do pontífice.

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Em seus discursos e entrevistas, o Papa argentino revelou títulos que o acompanharam ao longo da vida e influenciaram sua visão de mundo — marcada pela defesa dos mais pobres, o diálogo entre culturas e a crítica ao individualismo contemporâneo.

A lista, resgatada pelo Jornal Nota e publicada originalmente no Bookwitty, reúne títulos que ajudam a compreender as raízes de seu pensamento e suas preocupações centrais com a justiça social e o sofrimento humano.

Veja a lista:

Entre os títulos indicados, está “O Senhor do Mundo”, de Robert Hugh Benson, romance distópico que projeta um futuro sem fé, sufocado por regimes tecnocráticos — leitura que Francisco já descreveu como “profética”.

De Dostoiévski, o Papa destaca “Memórias do Subsolo”, mergulho angustiante na alma humana, marcada pela contradição entre o desejo de redenção e a ferida do pecado.

A presença de Romano Guardini, com “O Fim da Era Moderna”, confirma a influência filosófica do teólogo ítalo-alemão, que inspirou a reflexão do Papa sobre o papel da fé em um mundo fragmentado.

Francisco também expressa grande admiração por “Os Noivos”, de Alessandro Manzoni, romance italiano ambientado em tempos de peste, cuja força narrativa e cristã é vista pelo Papa como uma metáfora da perseverança e da misericórdia.

Há ainda espaço para o universo literário de Jorge Luis Borges, com quem Bergoglio conviveu em sua juventude.

Fechando a lista, “Cartas do Diabo ao seu Aprendiz”, de C.S. Lewis, traduz a batalha espiritual com ironia refinada, num estilo que o Papa considera especialmente eficaz para comunicar a fé aos jovens.

Essas obras, longe de constituírem uma “biblioteca papal” clássica, formam um mosaico de inquietações, afetos e referências que ajudam a compreender a complexidade e a coerência de Francisco — um Papa que uniu espiritualidade e sensibilidade humana.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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