A cabeça do jornalista – dividida entre o jornalista-trabalhador e o jornalista-patrão.

O jornalista Josias de Souza publicou, dia 22 de janeiro de 2018, em seu blog uma dura crítica à “entidade máxima do sindicalismo jornalístico”, segundo o próprio Josias. O teor das críticas de Josias pode ser resumido em alguns parágrafos:
“A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) divulgou uma nota oficial com o título: “Em defesa da Democracia e do Estado Democrático de Direito”.
Mas o texto contém, na verdade, uma enfática defesa de Lula. Para a entidade máxima do sindicalismo jornalístico, democracia é um outro nome para a absolvição de Lula.
Ecoa acriticamente o discurso do petismo. Não há no documento da entidade dos jornalistas uma mísera referência à corrupção endêmica que carcome a máquina estatal brasileira desde o mensalão. Nem sinal de referências à ausência de explicações para os confortos de Lula, a conversão do ex-operário em milionário.
Espantosa época a atual, em que uma entidade jornalística abdica dos fatos. Se Deus intimasse os sindicalistas da Fenaj a optar entre o jornalismo e o adesismo, ouviria uma resposta fulminante: “Morra o jornalismo!”.
Não é difícil perceber a malícia contida no texto de Josias.
A começar por definir o início da “corrupção endêmica que carcome a máquina estatal brasileira” com chegada do PT ao poder. Por certo, Josias sabe bem do que foi a “privataria tucana”. Mas parece que Josias prefere abdicar dos fatos.
Tampouco se dá ao trabalho de apresentar qualquer referência verificável de que Lula tenha se tornado milionário. E se tornado milionário de forma criminosa. Carência essa da qual também sofre a sentença de condenação de Moro. O que, por certo, motivou a nota da FENAJ.
Nada a espantar. Tomando emprestado o vaticínio que ele faz ao sindicalismo da imprensa, Josias pratica o jornalismo “de além-túmulo”.
Interessante, no entanto, notar que seu texto proporcionou a identificação da divisão existente na imprensa em torno da própria profissão de jornalista.
A posição do jornalista-trabalhador é conhecida na nota da FENAJ. Vejamos agora a posição do jornalista-patrão:

PS: Oficina de Concertos Gerais e Poesia – um lugar onde as palavras são tratadas com o mesmo cuidado com que tratamos as amantes.
AMORAIZA
24 de janeiro de 2018 1:33 amConcerto gerais
e consertos particulares.
Deu uma tapa no moleque!