A espantosa distribuição da riqueza mundial

O planeta possui 7 bilhões de pessoas. Dados espantosos sobre a distribuição da riqueza:

1 – Qualquer pessoa que possua bens em valor total superior a R$ 8.600,00 (uma moto usada) possui mais riqueza do que 3 bilhões e 500 milhões de pessoas no mundo inteiro. Está na metade superior da posse de riquezas.

2- Quem possui bens em valor superior a 162 mil reais (uma casa simples em São Gonçalo, RJ) possui mais riqueza do que 6 bilhões e 300 milhões de pessoas. Pertence aos dez porcento mais ricos do mundo.

3- Quem tem bens em valor superior a um milhão e seiscentos mil reais (uma boa casa em Camboinhas, Niterói, RJ), possui mais riqueza do que 6 bilhões e 930 milhões de pessoas. Faz parte da fatia correspondente a um porcento da população mundial, mais rica do que os 99% restantes.

Conclusão: num planeta extremamente injusto, até as classe média e média alta são consideradas ricas. Apenas trinta e dois milhões de pessoas podem ser consideradas, de fato, ricas, sendo que 161 delas controlam cerca de 140 corporações que, por sua vez, dominam praticamente todo o sistema econômico e político do mundo. Esse é o sistema que defendemos com unhas e dentes?

75 comentários

  1. Alemanha 50% da patuléia fica

    Alemanha 50% da patuléia fica com 1% das riquezas. é verdade q o unzinho deles é mô grandão mas mesmo assim mostra q eles tipo seguiram a receita do delfim neto, cresceram o bolo e as migalhas acabaram por serem muitas. Porém a concentração é brutal mesmo assim

  2. A sociedade é organizada na

    A sociedade é organizada na forma de famílias. Deixem heranças aos seus filhos se não querem deixá-los tão à mercê do “capitalismo selvagem”. Uma poupança de R$8.600 já deixa seu filho mais rico que metade do planeta. Que tal uma casa de 162 mil reais para cada filho? Eu tenho certeza que pelo menos isso eu deixarei para eles mesmo que me limite a ter um ou dois filhos. Se eu não tivesse essa perspectiva, nem teria filhos. É muito difícil sair do zero e ir muito longe.

  3. Autor, você pergunta: Esse é

    Autor, você pergunta: Esse é o sistema que defendemos com unhas e dentes?

    Aí você olha para o ocidente, CUBA; NO DATA.

    Aí você olha para o oriente, COREÍA DO NORTE; NO DATA.

    Aí eu te pergunto, dos países desenvolvidos ricos, quantos estão a mais tempo no capitalismo em relação aos pobres?
    Todos.

    Só comparando a Coréia do Sul (capitalista) com a do norte (socialista), se a população de ambos fossem iguais, o PIB da Coréia do Sul seria 20 vezes maior do que o da Coréia do Norte, que é 40 vezes menor.

    #ehsopensarumpouco.

    • Não se trata de socialismo ou comunismo e sim de uma critica.

      Boa noite.

      Querido amigo em nenhum momento no texto o autor fala de socialismo ou de comunismo, acredito que você está interpretando de maneira errada o texto. As críticas ao capitalismo são reais e atuais, não quer dizer que o caminho para o fim do capitalismo seja algo que ja tenha sido experimentado ou filosofado, apenas perceba que o texto escancara uma realidade que é inegável.

      Outro ponto a salientar é o fato que não necessarimente um país rico é um país com bom desenvolvimento humano. Cuba por exemplo tem um IDH superior ao do Brasil que é a sétima potencia mundial. Riqueza concentrada não gera um país melhor, assim como pobreza e igualdade também não combina.

      O modelo mais correto a ser adotado está sendo contruido, em breve teremos que abandonar o capitalismo e isso não é uma utopia é uma realidade urgente.

      É só pensar um pouco, grande abraço.

  4. E qual seria o melhor sistema entre os existentes?

    É evidente que o sistema capitalista e democrático tem falhas. Mas, a história mostra que outros sistemas, como o socialista ou os regimes militares totalitários, por exemplo, podem ser muitos interessantes no papel, mas que na prática não funcionam. Não apenas não funcionam, mas também têm falhas conceituais gritantes e são muito mais injustos e nocivos, no final das contas.

    O sistema socialista nivela todos por baixo (à exceção dos donos do poder, é claro), sem dar oportunidades legítimas de ascensão social. Basta ver quantos cubanos tentam emigrar para os Estados Unidos e quantos desejam fazer o fluxo contrário.

    Pergunta interessante é: em que país você preferiria ser pobre? Você preferiria ser uma pessoa pobre (camada menos favorecida da população local) na Suécia ou no Canadá ou preferiria ser pobre em Cuba, na Bolívia ou na Coréia do Norte?

    Ou, numa comparação mais justa. Preferiria ser pobre na antiga Alemanha Oriental ou na antiga Alemanha Ocidental ou mesmo na Coréia do Sul ou na Coréia do Norte?

    A distribuição equilitária da renda não é necessariamente justa e, certamente, não é o critério mais adequado para avaliar o bem estar de um povo.

    Evidenciar problemas no sistema capitalista não valida os demais sistemas. Apenas mostra que o sistema capitalista não é perfeito.

    Agora, a pergunta que fica é: dentre os sistemas existentes, qual é comprovadamente melhor que o capitalista?

     

     

    • Mas vc não pode fatiar o

      Mas vc não pode fatiar o mundo em países quando se pensa mais concretamente a conceção de riqueza. Por exemplo… A riqeuza toda pendente pra algusn centros em detrimenro de outros seria cegueira não considerar que a produção é uma grande interconexão matérias primas e recuros e tal, o que pressupõe que há escoamento desigual olhando o mundo como uma coisa só, logo, países supostamente comunistas ou pobres que vc cita pode ser apenas a fatia do bolo que esta em desequilibrio no usufruto destes recurosos

    • E qual seria o melhor sistema entre os existentes?

      O sistema comprovadamente melhor que o capitalista é aquele que produz abundância sem desperdício. A escassez causa desigualdade, pois num sistema escasso, a luta por recursos e a insensibilidade em relação à falta do outro tende a ser maior. Em um mundo com menos escassez, haveria menos competição, menos luta, e consequentemente, menos desperdício. Ou seja, o efeito é em cascata. Quanto mais competição e escassez, mais desperdício.  
      Na segunda 2° Guerra mundial, todos os recursos e toda a riqueza dedicada aos esforços da guerra, se tivessem sido aplicados na produção de bens e serviços para a humanidade, teria resolvido 90% de todos os nossos problemas. 
      Agora o que gera a escassez no nosso sistema? A própria lógica estrutural e conceitual do sistema do “capital”, instituido através de práticas bancárias fraudulentas, e a criação de um “mercado financeiro” que nada mais é que um “jogo” mesquinho de ambição de magnatas imbecis e covardes que enriquecem às custas da desgraça do mundo inteiro. O dinheiro, não sendo mais um valor lastreado em recurso produzido no mundo real, mas uma mera nota promissória, é criado à vontade, e o seu suprimento é controlado de forma manipuladora, de modo que o mercado econômico, e todas as suas formas de produção de bens e serviços no mundo real, são joguetes dessa manipulação, escravizados pelos grilhões da Dívida, que a nivel coletivo, só é paga com mais dívida.
      Uma vez que o lucro e o ganho individual é o elemento motivador de toda forma de produção, é necessário, para que esse lucro exista, a existência de um ciclo de consumo viciado. Dessa forma, degrada-se o meio ambiente, exaure-se os recursos naturais, fatiga-se demasiadamente a classe trabalhadora através de exaustivas jornadas de trabalho, sem contudo, produzir nada mais satisfatório em termos de qualidade, durabilidade, ou seja, em termos de abundância. Essa máquina gera um resíduo e um desperdício imenso. Uma pressão cada vez maior de luta e competição, e a destruição gradativa da humanidade.

      Assista: Money as Debt, Zeitgeist 1, 2, e 3 e Projeto Vênus. 

      Resumindo: Os sistemas existentes precisam ser melhor discutidos. Mas o capitalista, tal como é hoje, mesmo que por hora esteja te beneficiando, é o pior e mais destrutivo de todos. 
         

  5. distribuição de riqueza no mundo

    E o capitalismo é deficiente mesmo na prática, não é o melhor, exclui milhões de pessoas da vida na terra.

    Evidente que regimes não deram certo, isto não quer dizer nada sobre o futuro, queremos construir o futuro que queremos no presente. Idealismo com olhos no passado é atraso, idealismos tem que ser com olhos no futuro. Que bobagem é essa de taxar a história como fatos congelados, história é processo e nosso processo tem que evoluir para uma humanidade benéfica a todos, chega dessas análises pontuais, que não sentem, que não veem, que não idealizam nada para todos e por todos. O que está aí pode ser muito bom para poucos, não pra todos, o que está aí é evoluido materialmente, não fraternalmente, o que está aí precisa ser revisto sim, do ponto de vista cristão, se alguns querem adotar esta máxima, do ponto de vista progressista, se querem adotar esta outra, do ponto de vista do sentimento que nos une a todos, se preferirmos uma premissa solidária. Não vejo o que está aí como o fim da história, é o fim de uma má distribuição de renda, de recursos, de olhar pelo outro não como caridade, mas, como direito de sermos todos cuidados para não sucumbirmos ao peso de uma realidade torpe e mesquinha.

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