Jornal GGN – Agora que caiu a ficha dos 7 x 1, podemos analisar o que levou a seleção brasileira ao maior vexame de sua história. Do excesso de zelo, à falta de confiança, do endeusamento dos atletas à sua incapacidade de solucionar os próprios problemas, do distanciamento apaixonado da realidade à falta de profissionalismo.

Por Marina Miyazaki Araujo
Do Mulher e Futebol
Eu queria escrever uma carta aberta, mas mudei de ideia porque a mentalidade dos destinatários ainda é rudimentar, daquele tipo “nunca jogou futebol não pode dar pitaco”. Jumentice maior que isso não há, fosse assim, médico não poderia dar palpite sobre doença que nunca teve. Então tá. Fica o aviso, é carta escancarada a todos, ou seja, um texto comum, e não só vou me intrometer, como também, julgar, culpar, dar castigo e um pedala em cada um.
Depois da ~batelada~ de 7 X 1 na seleção, que antes disso já estava mais perdida que Jesus Cristo em Dia dos Pais, finalmente as pessoas se convenceram que essa maneira de conduzir uma seleção não é eficaz (tá, todo mundo já sabia. Ninguém fez nada, mas que sabia, sabia), porém, esse tapa murro na cara foi fundamental pra ficha cair. Não me iludo, é preciso muito mais que uma montoeira de gols para fazer vocês tomarem atitude. Descer o pau é fácil, olha eu aqui, por exemplo.
As seleções anteriores, mesmo as campeãs, também foram um simples ~ajuntamento~ de craques, e como (quase) não havia concorrência, ter craques bastava. Claro, jogar com 10 craques era bem mais fácil que hoje, quando a maioria é perna-de-pau sem compromisso. Estou sendo injusta comparando jogadores e dirigentes atuais àqueles antigos que vestiam a camisa do time, mas a vida é assim, injusta. Bem, até eu sei que não dá pra enfrentar equipe organizada, coesa e alicerçada, composta não apenas por técnicos, dirigentes e jogadores de futebol, mas por pessoas que, além da habilidade com a bola, fazem questão de exercer sua cidadania. (Eita, mas o que o coo tem a ver com as calças-saruel?) Essa é uma questão cultural que, a longo prazo, promove o bem comum, que reflete diretamente na forma de compreender a importância social e politica de cada indivíduo na coletividade, resumindo: não pensar só no próprio rabichó, entre outras coisas, é muito útil para que um trabalho em grupo seja genuinamente colaborativo e bem sucedido. E meus kiridos, eles – seleções adversárias – não chegaram até aí por que foram a uma palestra de auto-ajuda, ou por terem sido condicionados como ratinhos de laboratório.
É isso que me faz repetir exaustivamente, ‘dibrar’ e dominar uma bola, até a foca do circo consegue, quero ver ter maturidade num momento de crise coletiva, dominar suas emoções, administrar seu ego que teima em querer finalizar tudo sozinho e saber se portar como parte de uma equipe, não como “pó de giz que se acha cocaína”. Mas nem é culpa desses – já estereotipados – meninos do futebol brasileiro, ninguém os incentiva a desenvolver o cérebro, só a “alegria nas pernas” (SCOLARI, Felipão 2013), assim, não conseguem passar de meros jogadores rycos. Se esse era o objetivo, parabéns. Mas para formação de um time que futuramente terá seu craque na Seleção isso não basta, não pode haver espaço para toda essa vaidade abissal, essa deve ser combatida como coisa do capeta. Não fosse minha idade avançada e meu nojo de cusparadas, até eu poderia bater um bolão, por que atualmente, nem é preciso nascer craque, apenas aprender, treinar (prova disso é domínio da bola no Futebol Free Style, e dá certo por que é individual), ter um assessor de imprensa meia-boca e um ótimo empresário, mas, principalmente, ser manipulável e pouca-cuca. E como ser tão fútil e influenciável? É simples, não estudando, não lendo, tendo aversão à política, não se comprometendo com nada nem com ninguém, apenas com os contratos, marketing, se distanciando dos problemas sociais, alimentando apenas seu individualismo mesquinho, falando ~graçazadeus~ , ~se deus quiser~ de cinco em cinco minutos como resposta para qualquer pergunta. Pronto. Junte vários desses e está formado um ‘time’. De merda, mas um time. E por que um time modinha dá errado? Sigam-me (no twitter) no meu raciocínio confuso:
Por que ‘equipe’ não é ‘panelinha’. A reação, mentalidade, frustração e atitude de um grupo não é a simples somatória do que traz cada membro. Há variáveis infinitas que se multiplicam, pontencializam ou diminuem as reações de um grupo, podendo atingir o nirvana ou resultar numa tragédia. Vimos na pífia (ta na moda incluir ‘pífia’ em tudo) atuação da seleção brasileira na Copa, os interesses individuais se sobrepondo aos do grupo em diversos momentos, num deles, o técnico da seleção, talvez pensando em ‘tirar o seu da reta’, convidou meia dúzia de profissionais para ouvir frustrações, inseguranças e sua “conversa de comprade” (não são apenas as comadres que fofocam). Dessa vez, a ‘panelinha’ armada, foi com jornalistas, tão “sabichões”, críticos e éticos, mas aceitaram esse papel de VIP por um dia, no maior estilo “É tóis” da ~Família Felipão de Jornalismo~. E o técnico, além de expor ainda mais a fragilidade emocional da seleção, que já estava escancarada, cometeu mais uma deslealdade, quando citou seu arrependimento por ter convocado um certo jogador. Em qualquer grupo isso é motivo de desconfiança e insegurança, imaginem essas emoções individuais desencadeando uma reação coletiva? É claro que um resposta do grupo a isso, pode fugir totalmente do controle. Quais são as causas dessa postura por parte do técnico, a não ser despreparo e desequilíbrio em lidar com problemas emocionais próprios e do grupo? Aliás, querem coisa mais macarrônica e equivocada que chamar equipe de trabalho de ~Família Felipão~? Primeiro por que é cafonérrimo, e segundo, vínculo familiar, obviamente, não é profissional, e quando a cúpula não sabe separar alhos de caralhos, esse coleguismo “aqui só entram os meus chegados, meus miguxos”, deve ficar beeem longe, pois lidar com amizade no trabalho não é coisa para amadores.
E o que mais cometeu o técnico da seleção (aquele que disse que a ditadura no Chile não foi tão ruim)? Ele, digo, ele e a ignorância, colocaram os objetivos do grupo em terceiro plano, permitindo que os jogadores desviassem a atenção com tingimento e cortes – burlescos – de cabelo durante o campeonato, ~bolando~ um jeitinho fofo de entrar em campo: mãozinha no ombrinho do coleguinha, incentivando a comoção coletiva pelo colega machucado (aceitem ou não, contusão é algo esperado num jogo de futebol ou os reservas são apenas esquenta-banco?), segurando camisa, boné, faixas e adereços do colega ausente, parecia até homenagem póstuma, tamanho o exagero. E concentração no jogo que é bom, nada. Também estimulou a mídia e vice-versa a transformar em ~Messias~, um jogador que deveria ser tratado como mais um do grupo, com isso, acabou passando um recado nas entrelinhas ninguém era bom o suficiente para substituir o ~herói~ “. E mesmo transmitindo essa sensação a todos (de dentro e de fora), não se preparou para agir sem o ~salvador~, que lhes faltou no momento crucial. Assim, assistimos, o santinho-do-pau-oco quebrar por que caiu do pedestal no telhado de vidro.
Outra atitude ~deselegante, foi usar a desgraça alheia como marketing (coisa que o próprio ~Messias~ também já fez com a questão do racismo em campo), tentado provar ao mundo o quão bonzinhos e solidários são com aquela homenagem espalhafatosa ao jogador debilitado. Vocês acham que foi humildade? Sabem nada, inocentes. Autoafirmação é quase sempre enaltecimento daquilo que falta, uma compensação, mas vamos hipotetizar que foi ‘apenas’ um processo do inconsciente, e não ‘encenação’, só pra pegar mais leve. Só gostaria de ressaltar aos mais dramáticos que, ficar comovido pelo amigo não é se desmoronar feito um pudim de tanto chorar no momento em que sua firmeza é necessária, e não me venham com aquela “então homem não pode chorar?”, kiridos, isso independe da nossa opinião, por que é natural chorar, e nem é isso que está em discussão, mas o amadurecimento e o equílíbrio emocional.
E o “jogaremos por você, amiguinho dodói”, conseguiu elevar o 7×1 à potência máxima, foi a pior ~homenagem~ de todos os tempos dentro da melhor Copa de todos os tempos. Se eu fosse a vítima da desomenagem, e não conseguisse morrer de vergonha, cortaria os pulsos com lâmina enferrujada pra não ter perigo de não morrer, se não de hemorragia, ao menos por tétano.
Esse sangue latino dramático galvãobuênico, que considera piloto de carrinho de corrida e jogador de bola (não se esqueça, bola é um brinquedo) como heróis da Pátria, é que confunde esses meninos, eles acreditam mesmo que salvarão o mundo de um cataclismo com meia dúzia de gols. Enquanto isso, o Nicolelis não se afogou num vale de lágrimas por que não filmaram o exoesqueleto, será que é insensível ou será que tem mais o que fazer na vida? Lembrando que o ‘dibre’, o ‘xapéu’ (eu sei que é com ch, eles é que não sabem) são ~bem mais importantes~ que o exoesqueleto, dsclp, Nico (com toda intimidade que tenho com o gênio) Mas esses meninos já deveriam estar preparados emocionalmente, muito antes da Copa. E não estão por que ninguém deixa, não enfrentam nada sozinhos, NADA! O assessor-babá ajuda a responder um tweet, o que dizer à imprensa, como se vestir, como se pentear, quando mostrar a cueca, se é que não auxilia até na programação do ~coito~ com a namorada, enfim, tudo é planejado com a única finalidade do enriquecimento sem limites e sem fronteiras. E quando vão para o fronte, local onde precisam se virar sozinhos, se borram e caem no choro, não conseguem lidar com ‘a meda’, meda de errar, meda da possível frustração, pois não há quem bata o pênalti por eles, erre por eles, como sempre fazem assessores e advogados, limpando a cagada e jogando pra baixo do tapete.
E pra fechar com chave de ouro (de tolo), e se vocês achavam que não tinha como piorar… trouxeram o ‘suplente do Salvador’, não o Papa, mas uma fada madrinha, sem varinha mágica, por que não conseguiu resolver os problemas instantaneamente. E, pra completar a mancada, faltou com a ética ao expor seu “trabalho” com os jogadores num programa de TV. Mais uma da ~família~ , a Fada Madrinha foi até lá para fazer um grande favor a um amigo que já lhe fez muitos favores também (é o que ela disse na entrevista na TV). Sempre existem favores numa ~patota~, né? Profissional que aceita trabalho de apagar incêndio e não é bombeiro, ou tá querendo dar o passo maior que a perna, ou fazer milagre, ou apena$… bem, deixa pra lá. Se existia um longo e aprofundado trabalho de psicologia com a seleção anteriormente, significa que não surtiu efeito, mas me parece que não havia. Então porque se sujeitar ao que parece ser papel de ‘Pai de Santo’ que “traz a seleção curada e campeã em 3 dias”? Enquanto houver quem acredite que psicólogo serve pra assoprar machucado e remediar, e enquanto houver ~profissional~ que se curve a isso, significa que estão a ânus-luz de distância do que vem a ser psicologia e ética. Estão apenas alimentando vaidades, jogando tempo, dinheiro e a profissão no lixo. Me digam, que vínculo confiável e profissional havia nesse grupo? Nenhum.
Para assumir uma seleção, é preciso não só um simples perfil de líder, mas um PROFISSIONAL que trate pessoas não pelo salário que ganha, pelo lucro que dá ou pela amizade, e não é necessário ser especialista no ramo de atividade, para isso existe o técnico, que deve se subordinar às regras do grupo como um membro comum, não se comportando como um ser superior autoritário, porque ser sincero não é ser boçal e mais grosso que cintura de sapo – que é característico na maioria dos técnicos diante de qualquer pergunta que não lhes agrada (só valem elogios dona-lúcia). A verdade é que supervalorizaram os técnicos e eles acreditaram. São apenas técnicos, não são sábios gurus. Um funcionário deve fazer apenas aquilo que está destinado às funções do seu cargo, se é capaz de fazer além do que o cargo exige, já está no lugar errado e deve subir de cargo. O mesmo vale para o jogador David Luiz, influenciado pela torcida, passou a acreditar que era a salvação da lavoura, no fim, não foi zagueiro, nem capitão, nem atacante, nem ele mesmo, porque vestiu a capinha de herói. Infelizmente, a vaidade venceu o menino David Luiz. Exigiram mais que a sua capacidade, ele aceitou, acabou virando um incompetente como seu técnico. Apenas não peçam pra tocar Bethoven, quem só dá conta de tocar Restart.
PS: E meus kiridos, não se sintam humilhados pelo 7X1, o jogo é um entretenimento, a realização do evento, não. Isso sim, é sério. E a Copa brasileira foi realizada por profissionais competentes, “apenas” isso, o que a deixou fantástica foi a beleza do país e do povo.
Bispo da Dama
20 de julho de 2014 7:34 pmO que faltou?
Não foi o Dunga, com toda certeza.
Wilson Ferreira
20 de julho de 2014 8:22 pmTranstorno bipolar da mídia esportiva
Pior que a derrota da seleção é o transtorno bipolar da mídia esportiva a cada derrota do futebol brasileiro: ou a Seleção está desatualizada diante da modernidade do futebol europeu, ou a seleção está muito “europeurizada” e tem que “retornar “as raízes”… ora modernidade, ora tradição. A cada Copa a mídia esportiva esquece tudo o que falou na Copa anterior e acaba repetindo ciclicamente o mesmo discurso bipolar:
http://cinegnose.blogspot.com.br/2014/07/midia-esportiva-sofre-de-transtorno.html
Marcelo Nunes
21 de julho de 2014 3:10 pmAmigo
Concordo em parte contigo. Infelizmente, a mídia – leia-se Rio/São Paulo – é quem dá as cartas neste jogo. Esquizofrênica, a mídia do eixo Rio/São Paulo, convencionou que: Determinado jogador que atua do Nordeste, a priori, “é” ou sempre será uma simples revelação. Nas primeiras partidas por ele efetuadas, nos times do Rio ou São Paulo, se apresentar o mesmo talento, torna-se jogador “de seleção”. E não fica só no Nordeste não. Vejamos: Imagine se Ricardo Goulart (ex-Goiás) ou Everton Ribeiro( ex- Coritiba) estivessem no Flamengo ou no Corinthians em vez do Cruzeiro (melhor time disparado do Brasil), eles não estariam na seleção ? O que se percebeu de forma escancarada foi que a seleção não possuía um meia de aproximação (Everton ) com o pé esquerdo e um falso centroavante (Goulart) que atua-se encorpando o meio de campo. Só que “no universo paralelo ” da mídia – Rio /SP, eles não poderiam Afinal, ele jogavam no eixo? A única hipótese diferente seria se os jogadores estivessem na eminência de disputar um título mundial – eis porque levaram Jô e Bernard –
Cabe aqui uma história: Quando Paulo Carneiro, ex- presidente do Vitória da Bahia, tentou criar a liga do Nordeste, negociando a transmissão dos jogos no horário nobre (20 h) da televisão, junto a Record – na época – Ricardo Teixeira e a Rede Globo, inviabilizaram – através de Paulo Maracajá, presidente do Bahia – solicitando fidelidade aos participantes do grupo dos 13( no caso o Bahia) as regras ” sulistas”. E a CBF, entre outras coisas, estabeleceu um calendário que impedia a criação da liga. O aparente e pouco aprofundado movimento preconizado por Paulo Carneiro e outros – pois que desejavam incluir os times do Norte – não foi a contento. Todavia modificou o formato dos chamado grupo dos treze. Incrível não é? A mídia Rio-SãoPaulo, tratou o assunto como uma simples incorporação de times a elite do futebol. Grande elite!. Só não revelaram que o real desejo desses times da liga eram tirar de sobre si a canga imposta pelo citado eixo. Já imaginou, clássicos Nordestinos, televisionados, no nordeste no horário nobre da Globo? A audiência, no Norte -Nordeste, da mesma despencaria. E sua capacidade de manipulação do JN, idem. A mídia do eixo tratou o assunto de forma parecida com que a grande mídia Rio-SP tratou o BRICS. Como algo esdruxulo. Sem dizer que a tentativa BRICS era (e é) de romper com as determinações do eixo EUA – Europa. Os dominadores, na verdade, exploradores, sempre tratam com desdém as tentativas de mudanças do status quo vigente. O fato é que o clube dos treze mudou. O último movimento foi do ex- presidente André Sanchez – ver no youtube – que disse que romperia com a elite e assinaria com Globe e blá-blá.-blá Assim aconteceu, a Globo paga maiores cotas para os clubes sulistas – a elite? – do futebol. E mantém jogos as 22:h e assim por diante. E Sanchez foi parar na CBF – pausa para rir. Ora, quando a mídia do eixo fala em mexer na base, faço a seguinte pergunta: que base?
O eixo enfraqueceu o futebol brasileiro. A surra que o Santos levou do Barcelona não alcançou o efeito desejado, pois que, no sudeste a mídia gritou: se fosse com o Flamengo ou com o Corinthians não teria ocorrido o mesmo. Grande tolice!. E eis que lá vem Dunga – o eixo queria Tite ou Zico, imagine, um replay de Maradona como técnico da seleção. Com Dunga, a mentalidade é: muda-se o caranguejo e continua a mesma lama.
Silvio Torres
20 de julho de 2014 8:28 pmPerdão, Marina, mas seu
Perdão, Marina, mas seu exemplo do médico que não pode dar palpite sobre doença que nunca teve é de uma jumentice total!
Rogerio Maestri
20 de julho de 2014 11:38 pmTalvez o exemplo não seja
Talvez o exemplo não seja bom, mas vou dar outro melhor.
Uma das melhores escalações de seleção de futebol foi feita por um jornalista esportivo que nem de técnico de ofício era, João Saldanha.
Teve uma passagem obscura e meteórica como jogador e como treinador no Botafogo, mas sua profissão era jornalista esportivo.
Apesar de que chamaríamos uma inexperiência, foi escolhido como técnico antes da copa de 70 e montou as fantásticas “Ferras do Saldanha”.
Logo Silvio, não me venha desqualificar o artigo por um pequeno comentário. Gostaria de saber quantos comentaristas esportivos já foram jogadores profissionais e não peladeiros de fim de semana.
Julião
21 de julho de 2014 1:21 amvOCE É MÉDICO, NÃO É?
Foi só uma gozação, mas médico é tão vaidoso que não entende.
Ivan de Union
21 de julho de 2014 11:00 amEla disse o contrario do que
Ela disse o contrario do que voce esta pensando. Ler de novo.
janes salete
20 de julho de 2014 8:48 pmEu sempre fui apaixonada por
Eu sempre fui apaixonada por esportes, qualquer esporte. Gostava de ir ao estádio, não importava se do meu time, INTER, ou do grêmio. Se a amiga era gremista, lá estava eu no olímpico,agora na arena, e se o grêmio estivesse jogando com outro time fora do estado, eu até dava uma torcidinha(bem inha mesmo). Claro, que eu “secava” um pouquinho, mas estar no estádio sempre me arrepiava. Então, ir ao Beira Rio (ficou lindo) eu vibrava muito. Sou meio tímida, mas nessa hora eu vibro. Então chegou a COPA DAS COPAS e eu mais feliz do que nunca! O meu BRASIL, país, estava mostranto para os vira-latas que poderia oferecer um espetáculo ao mundo. E ofececeu, como eu sabia que aconteceria. Mas, já nos primeiros jogos da seleção de “coloridos”, bobinhos, narcisistas e manipuláveis jogadores, percebi que ela, seleção, não faria o papel dela, que era jogar futebol. Não jogou.Os jogadores apenas se sujeitaram a ser o vexame da copa e, TENHO CERTEZA, eles estão se lixando para o que aconteceu, como se já soubessem disso( o que acho bem possível). Pois bem, não olhei um jogo do brasileirao depois do reinício. Não sinto vontade de torcer, pelo mesnos o tanto que torcia, porque fico pensando no vexame que esses manipuláveis jogadores proporcionaram num momento tão maravilhoso da história do BRASIL. Por que torceria para quem não está nem ai pro país? Talvez eu me “recupere” e volte a torcer para a modalidade futebol, mas por enquanto me nego a pagar para os corruptos donos do futebol tupiniquim: cbf-globo.
Maria Luisa
20 de julho de 2014 9:21 pmChamem o sindico !
Eh isso tudo e um pouco mais. E a Seleção tem agenda cheia. Em breve devera jogar novamente, encarar o Chile, Argentina… Se os mesmos jogadores forem chamados, acho que teremos mais derrotas feias, pelo tanto que estão desmoralizados.
Otaviani
20 de julho de 2014 9:29 pmLições de Telê
A seleção alemã ,nada mais é do que uma cópia da seleção de 82,a famosa seleção caipira de Telê e se “quadrado mágico,Cerezzo,Falcão,Sócrates e zico..Agora deitam falação na organização da CBF (novidade),modernizar o nosso futebol????? (voltar as raízes) técnico estrangeiro,Marcelo Oliveira ??? não,mineiro demais (discipulo de Telê,Barbatana,jogador do inesquecivel eleenco do Galo,vice invicto).E ainda escuto que mesmo não gostarem da escolha do Dunga,gostaram de sua passagem pela seleção.A CBF e todo seu esquema,com federações,clubes e televisão para manter tudo como está,tem sim e grande sua parcela de culpa,mas a mídia esportiva ta um balaio de gatos.da Globo,jornais,ESPN,FOX,Esporte Interativo,Band,etc,etc é uma torres de Babel,onde o ponto em comum é mudanças.Pelo amor de Deus,qualquer um com um mínimo de conhecimento de futebol,sabia a época que Felipão não era técnico para selção,sem ganhar mais la fora,volta,enterra o Palmeiras na segundona,e Cuca,Marcelo e Abel em alta com seus times.Foram mansos,criticaram mas foram mansos.Dunga foim escolhido porque não havera oposição de fato real,mesmo com sua picuinha com a Globo.E ai vamos nos,CBF caindo de podre,nossa mídia esportiva lavando as mãos,como se só errada fosse ela (CBF).
Alexandre VI
20 de julho de 2014 9:37 pmFaltou vergonha na cara
E sobrou salto alto, marketagem, oba-oba
Yacov
20 de julho de 2014 9:37 pmEntendo que a Seleção
Entendo que a Seleção Brasileira, atualmente, é a imagem perfeita de como nossas elites tratam o BRASIL: Coisa de FAMIGLIA, entende !?! COSA NOSTRA, capicci !?!? Espero que a sua fragorosa derrota signifique a derrota e o fim dessa visão mesquinha, retrógrada, inimputável e insustentável de tratar o País.
“O BRASIL PARA TODOS não passa no SISTEMA gloBBBo de SONEGAÇÃO – O que passa SISTEMA gloBBBo de SONEGAÇÃO é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”
Lucinei
20 de julho de 2014 10:04 pmNada vai mudar.
O flamengo
Nada vai mudar.
O flamengo tomou uma goleada de 4 x 0. No segundo tempo, 2 x 0, flamengo com um jogador a menos já mostrava-se completamente desalentado e consciente de sua incapacidade dentro de campo. O inter, então, faz o terceiro gol tocando a bola como se estivesse em um jogo treino contra um time de fábrica e o narrador da partida (o animador de auditório) grita a plenos pulmões: “golaaaaaçooo”. Só porque o jogador do inter acertou um chute de primeira – absolutamente sozinho dentro da área – após um cruzamento feito com toda, toda liberdade pela direita.
E assim vai a marquetagem do futebol: acostumam-se com pouco e acham que está bom. Quando enfrentam um time que aperta o jogo, que marca com disposição e que sabe tocar a bola, desmoronam todos, jogadores, imprensa e boa parte da torcida.
Ivan de Union
20 de julho de 2014 10:23 pmAinda bem que eu nao sou
Ainda bem que eu nao sou “torcida”!
drigoeira
20 de julho de 2014 11:36 pmFlamengo na zona de rebaixamento…
Entrando a operação árbitro de futebol nos jogos contra times menores.
Não vão transmitir jogos do Flamengo contra times menores onde o árbitro fará sua bené a favor do rubro negro.
Lucinei
21 de julho de 2014 11:46 amA seleção brasileira é
A seleção brasileira é pentacampeã mundial tendo disputado todas as copas com “ajuda da arbitragem”, também?
Rogerio Maestri
20 de julho de 2014 11:30 pmMarina, sem inibição, siga a diante…
Cara Marina.
Não tenha inibição, siga adiante na crítica ao futebol, siga e siga com confiança, por diversos motivos.
Poderia citar que o “nobre e viril esporte bretão” como era chamado o futebol no tempo em que se amarrava cachorro com linguiça, foi um esporte eminentemente masculino simplesmente devido a imposições da FIFA, CBF e IFAB (duas associações de caráter duvidoso e a terceira um bando de velhinhos preconceituosos) que tentaram barrar o futebol feminino por quase 100 anos. Quando estes últimos baluartes do “machismo internacional” tiveram que admitir que a época Vitoriana já havia passado, o futebol feminino veio com uma força e técnica que só é comparável com as grandes equipes do século passado.
O segundo e grande motivo pode-se ver no último bastião da “imprensa machista”, a imprensa esportiva. Há algum tempo atrás nos programas sobre futebol eram colocadas belas moças que tinham por objetivo enfeitar o cenário (e realmente enfeitavam, pois coisa feia é comentarista de futebol), porém com o tempo estes “enfeites” começaram a falar, e começaram a falar coisas que não eram besteiras, eram baseadas em informações colhidas no campo, inclusive por repórteres femininas de campo. No início se achava graça, da mesma forma que quando uma criança caminha pela primeira vez os avós dizem: Olha que gracinha, ela consegue caminhar.
Com o tempo as falas das ex-enfeitadoras de cenário começaram a ser frequentes e contrariar as interpretações dos demais, neste momento os seus chefes nos programas começaram a quase que boicotá-las, pois o brilho está mudando de posição.
As mulheres que entendem de futebol, ex-jogadoras ou não tem que continuar o seu trajeto de expressar a sua opinião simplesmente porque num meio em que estão em jogo milhões certamente o nosso ex-sexo frágil será menos venal do que comentaristas que tem múltiplos interesses fora de uma interpretação do esporte.
Siga adiante, e não peça licença.
drigoeira
20 de julho de 2014 11:33 pmConcordo em termos…
Se o Felipão estivesse entrado retrancado contra a Alemanha e o Brasil ganhado nos penaltis, a coisa seria diferente agora.
Mas no geral o que mais impressionou foi o chororo da seleção e o desabafo do David Luiz pedindo desculpas e explicando que queria alegrar o povo brasileiro.
Competição é para vc ganhar idiota! E família Felipão que se foda!
Zanchetta
20 de julho de 2014 11:43 pmMinha cara Marina Miyazaki
Minha cara Marina Miyazaki Araujo
Eu só vou dar ouvidos a uma mulher que fale sobre futebol no dia em que ela descreva em quais situações um jogador pode ser flagrado em impedimento.
Até lá, eu espero…
Vicente Silva
21 de julho de 2014 2:36 pmCaiu a ficha? Marina
Caro Zancchetta, machismo é parte da derrota da seleção canarinha. Marina não precisa saber de impedimento para nos alertar ou nos abrir os olhos de como se vai para uma copa com uma equipe fadada ao francasso. Faltou tudo, na seleção, nos torcedores míopes, acríticos, na impresa esportiva. Todos fomos levados a crer que um amontoado de jogadores ricos formavam uma equipe vencedora. Ledo engano. Ainda bem que o Brasil é mellhor que sua seleção.
Cesar Moretti
20 de julho de 2014 11:52 pmTem uma frase interessante no
Tem uma frase interessante no texto: se vocês achavam que não tinha como piorar, piorou de vez com a escolha do Dunga. A Alemanha tinha um time constituído de jogadores inteligentes e técnicos, esta era a fórmula. As seleções brasileiras que ficaram na história eram constituidas de jogadores extremamente habilidosos e inteligentes. Os técnicos brucutus atuais, os gaúchos são os exemplos mais expressivos, escolhem os jogadores com grande grande capacidade fisica, o Dunga é um exemplo. Portanto senhores, se vocês achavam que não tinha como piorar, piorou!
Hoje, a solução é escolher o técnico estrangeiro que seja apaixonado pela seleção de 82, este é o caminho, pois a lista se técnicos brasileiros só tem brucutus….
CGão
21 de julho de 2014 12:07 amContinua a desgraça de tanta
Continua a desgraça de tanta gente que até já sabia anres de toda desgraça, incentiou Lula trazer e deixou Dilma se iludir .
altamiro souza
21 de julho de 2014 12:19 amé bom ouvir essas vozes
é bom ouvir essas vozes femininas no meio machista do futebol.
algumas sacadas bem interssantes deste post, principalmente as críticas ao filipão etc e tal…
a minha reação quanto ao resultado contra a alemanha foi, para mnha própria surpresa, bastante natural, normal, não me abati.
pois acho que outra vitória – muito mais importante como povo e como história – já estava garantida : o sucesso na irganização da copa ds copas.
maria rodrigues
21 de julho de 2014 2:29 amO Fantástico de hoje, no
O Fantástico de hoje, no sentido de aumentar audiência, claro, fez uma entrevista com Neymar. Este, talvez antes preparado para não entrar em pegadinhas, deu trabalho aos entrevistadores, na medida em que não disse nada de novo. Mostrou-se ético para com os colegas e toda a equipe técnica, e com toda naturalidade tornou uma entrevista, que prentendia ser uma coisa em coisa nenhuma. Foi o que eles chamam de bola murcha. Murcha e sem graça.
Ricati
21 de julho de 2014 3:02 amConcordo com o amontoado de
Concordo com o amontoado de craques.
Nosso estereótipo de seleção é aquela de 70, formado por João Saldanha. O Zagalo foi apenas um acidente de percurso que apareceu na coisa pronta. O Saldanha, jornalista que era, desafiado, montou um time de FERAS. Queria no seu time jogadores que além de sangue nas veias apenas aqueles que pensassem. Não aceitava “os idiotas de carteirinha que queriam sair bonitinho nas fotos”.
A diferença é gritante com o cenário atual. Hoje, pra ir pra seleção tem que estar bonito nas manchetes, ser amigo dos chefes, e até chorão serve. Só não pode ser macho de personalidade forte, pavil curto, e sangue nas veias.
Adeus seleção canarinho. Nunca mais.
A de 82 brilhou na técnica mas faltou culhões na decisão. o Saldanha tava certo: time se faz com personalidade e civismo. Não com as algibeiras.
basílio
21 de julho de 2014 10:01 amCoisas ridículas,
Coisas ridículas, risíveis, bizarras:
– Os jogadores entrarem em campo de mãos dadas ou com a mão no ombro do outro, em fila, como escolares do jardim de infância.
– Cantarem o hino à capela, fazendo cara de sofrimento, alguns chorando, existe algo mais brega?
– Clamarem aos céus antes do jogo, ou apontarem para o firmamento ao comemorarem um gol, quase como se “o senhor Gezuiz”, ou qualquer outra suposta entidade divina fosse entrar em campo, contra o time adversário.
– “Pátria de Chuteiras”, uma coisa dessas só podia vir de quem ao afirmar qualquer asneira, como “nem toda mulher gosta de apanhar, só as normais”, era taxado de gênio pelos jabores da vida.
– “Família” Scolari, “Era” Dunga, berros de Acabooouuu!!!, Braaasiiiiillll!!! e outras galvãonices insuportáveis.
– A lamentável, em todos os sentidos, cobertura da imprensa.
– A falta geral de entendimento, por mais que se aprecie esse esporte, que a copa é só e apenas um torneio, diversão, circo, não vale uma vida, não tem relevância eleitoral.
– A falta de observação, que o sucesso das seleções, a par do talento, treinamento, estratégia, etc, foi inversamente proporcional a quantidade de dourados, plissados, laquês, de seus jogadores, e do tamanho da língua e do ego de seus técnicos.
Alan Carvalho
21 de julho de 2014 12:41 pmTexto longo, não li inteiro,
Texto longo, não li inteiro, mas gostei dessa parte: “já estava mais perdida que Jesus Cristo em Dia dos Pais”…
Ricdo
21 de julho de 2014 4:17 pmIntragável
Não dá pra chegar nem na metade desse texto.
Os maneirismos ortográficos o tornam tão truncado (em nome da vaidade “prosódica” da autora) que ele se torna intragável. Só na metade do texto é que dá pra entender o porquê desses maneirismos: é que tudo é deliberadamente prolixo… em nome da mesmíssima vaidade prosódica da autora.