9 de junho de 2026

Advogadas são condenadas por criar esquema de investigação fictícia dentro do MPF

Uma das advogadas trabalhava como assessora de procurador da República, o que facilitou a falsificação de documentos de investigações inexistentes

Jornal GGN – O juiz Marcelo Bretas, da Lava Jato do Rio de Janeiro, condenou duas advogadas por “falsificar investigações” cobrando os serviços fictícios prestados. As advogadas foram sentenciadas a 21 anos e 10 meses de prisão por extorsão, falsificação de documento público, tráfico de influência e estelionato.

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Curiosamente, uma das advogadas trabalhava em cargo comissionado no Ministério Público Federal (MPF) e teria usado da estrutura do MPF para convencer pessoas que estavam sendo investigadas criminalmente por procuradores da República, Polícia Federal e Polícia Civil.

De acordo com reportagem do Conjur, Luísa Velasco era a advogada que ocupava cargo de funcionária pública, assessora de procurador da República, ou seja, trabalhava dentro do MPF. Luísa Kahale Raimundo Velasco, a outra advogado, teria atuado no esquema junto com ela.

Segundo o juiz Marcelo Bretas, elas “constrangiam” seus clientes com “grave ameaça” para contratarem seus serviços, uma vez que estariam convencidos de que eram alvos de investigações fictícias, inexistentes.

Leia a acusação abaixo:

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5 Comentários
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  1. AMORAIZA

    3 de abril de 2019 5:55 pm

    Chegamos na caixa preta.
    Será que vai abrir?

  2. Lúcio Vieira

    3 de abril de 2019 6:02 pm

    o mal feito do sistema implantado pela lava jato, deixará por muito tempo um rastro para que maus feitores se aproveitem. É um dos preços dos abusos cometidos e supremamente permitidos

  3. Ivan de Union

    3 de abril de 2019 6:23 pm

    Decisao Politica Voadora Nao Identificada, gente: a pena por assassinato no Brasil em media nao “dura” coff coff mais que 8 anos e elas foram condenadas a 21 anos. Tou no tab e nao da pra ler a sentenca:
    As supostas vitimas sao de extrema direita. Ponto final.

  4. Ivan de Union

    3 de abril de 2019 6:33 pm

    Consegui ler as primeiras paginas.
    Uma bagunca completa.

  5. Renato Lazzari

    4 de abril de 2019 9:13 am

    Pois é, sinal dos tempos: a face mais visível do golpe anterior foi a institucionalização da violência pelas armas de fogo, o perigo era o guarda da esquina. Nesse de agora, posto o absurdo do atravessamento das leis em todos os níveis, do “condeno porque a literatura permite” a “lawfare” internacional, o perigo passou a ser o advogado da esquina.

    Ô golpes, hein? Quando será que vai ter um governo capaz de conter o baixo nível e a cobiça do capital privado?

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