O presidente Alberto Fernández falou à Argentina sobre a entrada no Brics e sublinhou que este bloco representa agora, com os novos ingressos, 37% do Produto Interno Bruto (PIB) global.
“Queremos fazer parte dos Brics porque o difícil contexto global confere ao bloco uma relevância singular e faz dele uma importante referência geopolítica e financeira, embora não a única, neste mundo em desenvolvimento”, disse.
São 67 nações que apresentaram seu pedido de adesão ao bloco que concordou, inicialmente, com a entrada da Argentina junto com Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Irã.
“Vamos ser protagonistas de um destino comum num bloco que representa mais de 40% da população mundial”, disse o presidente numa mensagem de vídeo gravada da Quinta de Olivos à nação argentina.
Os novos membros começam a fazer parte oficialmente do Brics a partir de janeiro de 2024, informou o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa. “Com esta cúpula, o Brics inicia um novo capítulo”, disse Ramaphosa.
Articulador de consensos
Fernández explicou que o objetivo é coerente com “a busca de projetar o nosso país como um interlocutor-chave e um potencial articulador de consensos em colaboração com outras nações”.
Acrescentou também que “a Argentina foi, é e será um país integracionista. É política de Estado buscar a integração”. Além disso, ressaltou que fazer parte do Brics não exclui outras instâncias de integração e a adesão argentina ao sistema multilateral das Nações Unidas.
Mundo instável
“Iniciamos o processo de adesão aos BRICS na convicção de que se tratava de uma plataforma política e econômica necessária face a um mundo instável e injusto, onde os países com economias emergentes exigem níveis mais elevados de integração”, descreveu Alberto Fernández.
“A nossa intenção surge dos nossos interesses nacionais: aumentar a capacidade da nossa exportação para os países membros e fortalecer as nossas oportunidades comerciais com os países que mantêm relações com os países membros do Brics”, sublinhou.
Malvinas e os Brics
Em sua mensagem, o presidente lembrou também que os países membros do bloco apoiam a Argentina na reivindicação de soberania sobre as Ilhas Malvinas.
“Também não é pouco sublinhar que a pretensão argentina de resolver a disputa de soberania da questão das Malvinas tem neste fórum países que acompanham uma resolução pacífica e negociada, conforme preveem diversas resoluções da Assembleia Geral das Nações Unidas”, disse Fernández.
A expansão dos Brics
Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul compõem este bloco econômico e comercial que faz frente aos Estados Unidos e a Europa. A reunião realizada hoje em Joanesburgo definiu, após longas discussões internas, a incorporação de novos países.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu as boas-vindas aos novos membros em seu perfil na rede social X e dedicou “uma mensagem especial” ao presidente argentino Alberto Fernández, chamando-o de “grande amigo do Brasil e do mundo em desenvolvimento”.
Por seu lado, o Presidente chinês, Xi Jinping, disse que as discussões levaram a uma “expansão histórica” do grupo que prevê um “futuro radiante para os países” que o compõem.
Com informações do Pagina 12 e TeleSur
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