Alcolumbre congela prazo e CPMI das Fake News ganha sobrevida

Para dissabor dos Bolsonaro, presidente do Senado decide que prazo de prorrogação da CPMI só passará a valer após retorno das sessões presenciais

Davi Alcolumbre (DEM-AP). | Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Jornal GGN – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), decidiu que o prazo da prorrogação dos trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News deve começar a valer só após o retorno das sessões presenciais, ainda sem data definida. Com isso, a CPMI ganha sobrevida, com cerca de sete meses a mais a partir do retorno. 

A CPMI das Fake News é uma ameaça ao clã Bosolnaro, já que a maioria das investigações acontecem em torno da propagação de notícias falsas que tomaram as redes sociais durante a campanha eleitoral 2018 e fez de Bolsonaro presidente. 

A Comissão deveria ser encerrada em 13 de abril. Mas, no inicio do mês, Alcolumbre prorrogou o prazo dos trabalhos por mais 180 dias. Na segunda-feira, 20 de abril, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão da prorrogação da CPMI.

Contudo, para dissabor dos Bolsonaro e em resposta ao pedido do presidente da CPMI, senador Angelo Coronel (PSD-BA), Alcolumbre decidiu que o prazo de funcionamento das comissões temporárias está congelado desde o “dia 20 de março de 2020 até que sejam retomadas as atividades regulares do Congresso Nacional”.

Assim, como faltavam 24 dias para o prazo original quando as reuniões presenciais foram suspensas, o colegiado da CPMI das Fake News terá cerca de sete meses a mais de sessões presenciais.

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