Ameaças ao STF vão de estupro das filhas dos ministros a planos de atentado, aponta Moraes

Mais de 70 inquéritos com ataques à honra e ameaças à segurança de ministros do STF e seus familiares já foram distribuídos aos órgãos competentes, diz relator

Jornal GGN – O ministro Alexandre de Moraes usou a sessão desta quarta (17) no Supremo Tribunal Federal para ler algumas mensagens que constaram no inquérito das fake news. Segundo ele, elas precisam ser apresentadas ao público para “que se pare de uma vez por todas de fazer confusão entre críticas [ao STF], que podem continuar, com agressões.”

Moraes lembrou mensagem disparada em redes sociais por uma advogada bolsonarista. Por discordar da revisão da prisão em segunda instância pelo STF, defendeu o estupro e a morte das filhas dos ministros. “Que estuprem e matem as filhas dos ordinários ministros do STF”, escreveu. Segundo Moraes, Cláudia Teixeira Gomes, autora da mensagem, já foi indiciada no Rio Grande do Sul.

Moraes contou que recebeu informações do Ministério Público de São Paulo, que investiga membros de um site da deep web que planejaram um atentado à vida de um dos ministros.

A ação, planejada no mesmo fórum investigado pela chacina na escola de Suzano, foi abortada pelas autoridades do Estado. Segundo os relatos de Moraes, até detalhes sobre o trânsito aéreo do ministro estavam disponíveis nesse site.

Em outro nicho da deep web, um mapa da sede do STF em Brasília fora compartilhado também no contexto de planejamento de um atentado à vida dos ministros.

 

Moraes informou que mais de 70 inquéritos com ataques à honra e ameaças à segurança do STF e seus familiares já foram distribuídos aos órgãos competentes em outras instâncias.

Relator do inquérito, Moraes defendeu nesta quarta (17) sua absoluta constitucionalidade. Ele disse que as investigações feitas pelo STF são de caráter “preliminar” e serão entregues à Procuradoria-Geral da República quando concluídas, para que o órgão tome as medidas necessárias contra as figuras com foro privilegiado.

“Não podemos confundir – essa corte jamais confundiu – titularidade de ação penal pública com possibilidade de investigação”, sustentou.

O vídeo completo:

 

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