5 de junho de 2026

Antes de Elvis não havia nada, declarou John Lennon

Por jns

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O Histórico Encontro Entre Elvis e os Beatles

Confissões do eterno John:

– “Antes de Elvis, não havia nada.”

– “Nada realmente me influenciou até Elvis Presley”

– “Só existia uma pessoa que os Beatles queriam conhecer nos EUA: Elvis!”

Era 27 de agosto, 1965, quando Elvis Presley e os Beatles estiveram juntos.

Quando o grupo se reuniu, secretamente, com Elvis Presley, a Beatlemania estava no seu auge.

Em uma noite de folga de sua turnê pelos EUA, o Fab Four foi encontrar o Rei do Rock ‘n’ Roll, na sua mansão, em Beverly Hills. A conversa, inicialmente, estranha, deu lugar a uma sessão musical de improviso, sem gravações ou fotografias do encontro. 

Tony Barrow, o assessor de imprensa dos Beatles, entre 1962 e 1968, também estava no evento, e relembra daquela noite memorável:

– “Quando eu falei sobre a ideia de conhecer Elvis, John, Paul, George e Ringo ficaram, inicialmente, desencorajados pelo medo de que a imprensa pudesse estar envolvida”, diz ele. 

– “Lembro-me que George disse: ‘Se isso vai se transformar em outro circo sujo de publicidade, o melhor que podemos fazer é esquecer.” 

Barrow acrescenta:

– “Eles queriam conhecer o ídolo do rock, mas não na frente de repórteres e fotógrafos”.
Por esse motivo, “foi estabelecida a primeira e fundamental regra: não poderia convidar a imprensa, fazer fotos ou gravações e nem poderia ultrapassar qualquer coisa indevida, em termos de exposição pública.”. 

– “No entanto, a reunião tornou-se um pouco maçante e sem graça, mas assim que Presley e os Beatles começaram a tocar juntos, o ambiente se transformou…”. 

O Memphis Mafia

A reunião teve lugar pouco antes das dez da noite.

– “Nós deslocamos em um comboio formado por três grandes limusines pretas, lideradas pelo Coronel Parker, empresário de Elvis, e sua equipe de segurança.”.

– “Elvis Presley foi uma das principais influências da música dos Beatles”, diz Barrow.

– “A mansão, de dois andares, estava localizada em uma colina. Era um edifício redondo enorme, com muitas janelas e um grande jardim da frente com um Rolls Royce e um par de Cadillacs estacionados.”.

– “Os membros do famoso ‘Memphis Mafia’ guardavam a porta e logo fomos recebidos. Uma vez lá dentro, os nossos pés afundaram vários centímetros em um espesso tapete branco.” Chegamos ao centro da mansão, uma sala enorme, circular, iluminada com luz vermelha e azul, que foi o local onde nós compartilhamos com ‘The King’. O quarto tinha uma televisão a cores, uma jukebox, um sofá, (em forma de meia lua), um par de mesas, jogos de piscina e um bar totalmente abastecido. Eu diria que o grupo de amigos, parceiros e funcionários de Presley totalizava cerca de 20 pessoas, superando o nosso pequeno grupo.

Quebrando o Gelo

“Quando os dois grupos se encontraram, houve um silêncio estranho e foi John quem falou primeiro. Sem jeito e, impulsivamente, liberando uma torrente de perguntas para Elvis, como: ‘ Por que você está fazendo, atualmente, estes filmes com baladas suaves? O que aconteceu com aquele grande do rock and roll dos velhos tempos?”

“A música era o seu ponto de discussão natural; o meio de comunicação inteligente” lembra Barrow, completando que “Elvis era bastante silencioso” e que “ele sorriu muito e apertou a mão de todos.”.

 “O gelo, realmente, não foi quebrado nos estágios iniciais, da reunião em que os eles contaram histórias de seus passeios.”

A breve conversa levou a “um silêncio constrangedor” entre as cinco megafamosas estrelas, o levou Barrow a ficar com a impressão que “estavam todos maravilhados com aquele encontro”.

Elvis não tinha, tanto quanto eu podia ver, muita facilidade para aliviar a situação que, poderia dizer, parecia estar, até mesmo, um pouco envergonhado.

 – “Mas, de repente, apareceu um piano apareceu e Elvis ofereceu algumas guitarras perguntou para John, Paul e George.”

– “Os garotos descobriram que podiam manter uma conversa, com suas guitarras, melhor do que poderiam com as suas palavras. A música era o seu ponto de encontro natural, a troca mais inteligente.”

– “Não posso lembrar-me de tudo que foi tocado, mas lembro-me que uma das músicas foi ‘I Feel Fine’. E eu me lembro de Ringo, que não tinha instrumento , definir o ritmo com os dedos em um armário de madeira. Todo mundo cantou. Elvis tocou alguns acordes de guitarra para Paul e disse: ‘Olha, eu já estou praticando’ e Paul brincou: – ‘Não se preocupe, Brian Epstein (manager dos Beatles) e nós vamos fazer de você uma estrela e um ídolo.”

– “Seria maravilhoso ter registros fotográficos ou gravações, que seriam, sem dúvida, de grande valor: uma fita no valor de milhões de dólares. Mas não há. Foi uma sessão de audição incrível.”

– “Parker e Epstein perderam o interesse deixaram os meninos sozinhos. Parker pôs o braço em torno do ombro do gordinho Brian Epstein e levou-o para um canto tranquilo da sala. Epstein abordou um assunto da sua agenda secreta: estava esperando convencer Parker para, oportunamente, trazer Elvis para dar uma série de concertos no Reino Unido”, disse Barrow.

– “Em outras palavras, a proposta não teve sucesso, mas Parker queria deixar uma porta aberta para a possibilidade, eu acho.”

– “A festa terminou quando o Coronel Parker iniciou a distribuição de presentes, que consistiam, principalmente, de lotes de álbuns de Elvis Presley.”

– “Lembro quando voltamos às nossas limousines e John, imitando o sotaque de Adolf Hitler, gritou: – Viva o Rei!””

Eles tentaram fazer um leve jogo de cena e não mostrar muito culto ao ídolo, mas eles idolatravam Elvis Presley, que foi uma das principais influências da música dos Beatles.

Elvis Canta Beatles

http://www.youtube.com/watch?v=9wMfE60DL9g]

http://www.youtube.com/watch?v=UMsS7q7tpXU

[video:http://www.youtube.com/watch?v=Uw8AioaIzYA

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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22 Comentários
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  1. Filipe Rodrigues

    21 de dezembro de 2013 4:48 pm

    Na Copa de 1966 na

    Na Copa de 1966 na Inglaterra, nossos malfadados dirigentes da antiga CBD cometeram o crime de proibir um encontro histórico entre Pelé, Garrincha e o restante da seleção com os Beatles.

    Talvez esse encontro poderia inspirar a seleção a fazer uma campanha melhor naquela Copa.

    Pelé ainda conseguiu conviver com John Lennon quando jogava em Nova York (Cosmos) e foi através do ex-beatle que ficou sabendo dessa história.

  2. Aleandro Chavez

    21 de dezembro de 2013 5:01 pm

    Nassif, gosto mais da parte

    Nassif, gosto mais da parte cultural de seu blog do que da parte política.

     

    Isso pode ser encarado como um elogio ou uma crítica….:)

  3. Jorge Leite Pinto

    21 de dezembro de 2013 5:09 pm

    Indiscutívelmente dois

    Indiscutívelmente dois fenômenos.

    Nunca gostei (com cacófato e tudo) do Elvis, que acho super brega. E dos Beatles me sobrou a lembrança dos discos exaustivamente repetidos na vitrolinha da minha irmã. Um saco.

    A rádio Eldopop FM 98 do Rio salvou minha juventude…

    1. Jorge Leite Pinto

      21 de dezembro de 2013 5:34 pm

      Hã… “Cacófago” e não

      Hã… “Cacófago” e não cacófato…

    2. Tamára Baranov

      21 de dezembro de 2013 9:07 pm

      Perfeito Jorge…compactuo

      Perfeito Jorge…compactuo com a sua opinião…

  4. MarcoPOA

    21 de dezembro de 2013 6:52 pm

    Nada?

    Como nada? Essa frase é nova pra mim! Se disse, Lennon tava chapado?

    Chuck Berry, Little Richard, Fats Domino e outros, influências seminais em Lennon (o roqueiro dos Beatles), são nada?

    Sem falar do heroi de Elvis, Roy Hamilton (praticamente desconhecido), inspirador de seus truques vocais:

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=ZIVkdYxpMCA%5D

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=y1mkSm00kXM%5D

  5. Chico Pedro

    21 de dezembro de 2013 7:23 pm

    Perdeu uma ótima oportunidade

    Perdeu uma ótima oportunidade de ficar calado

    1. Tamára Baranov

      21 de dezembro de 2013 9:04 pm

      Concordo…

      Concordo…

  6. jns

    21 de dezembro de 2013 8:16 pm

    I Feel Fine

    Me Sinto Bem

    Celebrou Elvis ao receber a visita dos Garotos de Liverpool.

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=NFYa3gyji88%5D

  7. Tamára Baranov

    21 de dezembro de 2013 9:08 pm

    O desejo de encontrar um branco capaz de cantar como um negro

    Do Pintando Música/Tamára Baranov

    Final dos anos 40. Para os mais conservadores membros da promissora sociedade norte-americana, nada poderia ser considerado pior do que o surgimento do rock´n´roll, música com ‘alto potencial para perverter os jovens’. E foi com horror que essa sociedade teve que engolir em seco quando viram o cenário das rádios recheado de negros talentosos que subiam ao topo das paradas: Chuck Berry, Fats Domino e Bo Diddley. Mais assustador para esses conservadores, foi Little Richard, que além de negro, era homossexual assumido, usava maquiagem e um penteado exótico, e cravou nas paradas o hit ‘Tutti Frutti’, que se tornaria um hino do rock. Maquinou-se então, toda uma movimentação por parte das gravadoras na busca de figuras que reduzissem essa polêmica em torno do novo estilo musical, que pelo menos os jovens brancos de classe média tivessem heróis brancos, e preferivelmente com um ‘comportamento mais razoável’. E assim, as gravações feitas por músicos negros foram relançadas, mas com intérpretes brancos, usurpando dos negros a sua gigantesca contribuição para o desenvolvimento do rock.

    Esse desejo de encontrar algum rapaz branco capaz de cantar como um negro foi realizado pelo produtor e dono de um pequeno selo, Sam Phillips, que contratou o jovem Elvis Presley que só cantava baladas countries. Sam lançou o primeiro sucesso de Elvis, o hit, ‘That´s All Right’. Em 1955, Elvis rompeu com Sam e assinou novo contrato com uma grande gravadora. Este foi o momento que marcou a real reviravolta na carreira de Elvis, com a gravação ‘Heartbreak Hotel’, lançada em 1956. A partir daí, Elvis gravou um sucesso atrás do outro, inclusive ‘Tutti Frutti’ de Little Richard, e ingressou no cinema. Em 1958, era o artista mais popular, arrastava multidões de jovens em seus shows. Suas atitudes se tornaram símbolo da rebeldia e a sensualidade de sua dança era objeto de culto desses jovens. Estava na hora de transformar Elvis em um ‘artista mais respeitável’, aos olhos da sociedade branca americana, o astro branco também tornou-se uma influência venenosa para os seus jovens. Neste mesmo ano, Elvis alistou-se ‘voluntariamente’ no exército americano para cumprir seu dever de cidadão; atitude que foi aplaudida por toda a classe média e imprensa norte-americana.

    elvis presley

    Presley recebeu sua convocação em 20 de dezembro de 1957…

    elvis presley

    …e voltou para os EUA em 2 de março de 1960

    Não demorou muito para o rock´n´roll entrar em rota de colisão com o moralismo político, sexual e religioso então vigente. O macarthismo estava no ápice de sua histeria, e certamente não daria ao rock um tratamento diferente do que era dado aos demais setores culturais, como a imprensa, a literatura, os quadrinhos e o cinema. Era preciso então promover uma ‘higienização’ do rock´n´roll, sem afetar, porém, os lucros dentro do grande mercado que o estilo movimentava até então. Uma imensa pressão vinda de diversos setores políticos e religiosos da direita se abateu então sobre os músicos. No final da década de 50, os poucos que não haviam sucumbido à pressão desses setores acabaram vítimas de episódios trágicos. Os músicos mais progressistas terminaram então renegados, marginalizados, presos ou mortos. O primeiro a pagar seu preço foi o próprio Elvis Presley, domesticado e submetido às gravadoras. Ao voltar do exército, Elvis nunca mais foi o mesmo, trocando a agressividade de seus primeiros anos pelas baladas românticas que caracterizaram todo o resto de sua carreira, que culminou com o astro apoiando a guerra e os programas governamentais do governo Nixon. No início dos anos 60, o rock encontrava-se domado e surgiram uma série de músicos ‘limpos’, como Neil Sekada, Paul Anka e diversos outros. E Elvis Presley, frustrado e decadente, tocando nos cassinos de Las Vegas.

    1. jns

      21 de dezembro de 2013 10:14 pm

      Ding Dong, Ding Dong

      O REI DO ROCK NEGRO

      “Eu não sou Shakespeare. Mas ganhei muita grana e transei com mais de 4 mil mulheres. Tenho certeza de que Shakespeare trocaria de lugar comigo a qualquer hora”, Gene Simmons, do Kiss, dos Més e dos Rocks Brabos.

      Elvis, ao contrário de vários outros ídolos da época (como Pat Boone, por exemplo), nunca renegou a origem de sua música. “O que eu faço não é novidade”, disse. “Os negros vêm cantando e dançando dessa forma há muito tempo.”

      “Eu agradeço a Deus por Elvis Presley”, disse o negro Little Richard (foto), um dos grandes pioneiros do rock. “Ele abriu as portas para muitos de nós.”

      Uma história emblemática é a de Shelley “The Playboy” Stewart, um radialista negro que apresentava um programa de rock na estação WEDR, no Alabama. O programa de Stewart atraía um público predominantemente branco, que aprendera a gostar dos artistas “de cor” que o DJ tocava.

      No dia 14 de julho de 1960, Stewart estava apresentando um show na cidade de Bessemer, quando recebeu um aviso do dono do clube: a Ku Klux Klan, temida organização racista, havia mandado 80 homens para atacá-lo. Os encapuzados cercavam o clube e ameaçavam invadir o local. Sem perder a calma, Stewart avisou à platéia – formada por 800 brancos – que teria de parar o show. Foi aí que o inesperado aconteceu. “Os jovens que estavam no clube se rebelaram”, disse Stewart, anos depois. “Eles saíram correndo do local e atacaram a Klan, lutando por mim.” A simbologia do fato é forte demais: brancos lutando contra brancos, pelo direito de ouvir música negra.

      O rock’n’roll não mudou a sociedade, mas serviu como espelho de mudanças e tendências. Claro que ninguém deixou de ser racista ao ouvir Elvis Presley cantando música “de negros”, mas o simples fato de Elvis aparecer em cadeia nacional, rebolando os quadris e celebrando uma cultura marginal, mostrava que o país estava mudando.

      Os roqueiros passavam por maus bocados no fim dos anos 50: Elvis Presley foi para o Exército, Chuck Berry ficou preso dois anos por ter atravessado uma fronteira estadual com uma prostituta menor de idade, Little Richard abandonou o rock e virou pastor depois de “ouvir o chamado de Deus” durante um vôo turbulento, Jerry Lee Lewis arruinou a carreira ao casar com uma prima de 13 anos, Buddy Holly morreu em um acidente de avião, que matou também Ritchie Valens (La Bamba) e Big Bopper (Chantilly Lace), e Eddie Cochran morreu em um acidente de carro. Quando o futuro do rock’n’roll parecia negro, surgiram os Beatles.

      Banda de rock and roll "The Beatles" executa no palco do Cavern Club, em fevereiro de 1961, em Liverpool, Inglaterra.  (LR) George Harrison, Paul McCartney, Pete Best e John Lennon.  Fotógrafo: Michael Ochs Archives / Getty Images

      George Harrison, Paul McCartney, Pete Best e John Lennon no palco do Cavern Club, em fevereiro de 1961, em Liverpool, Inglaterra | Fotógrafo: Michael Ochs Archives / Getty Images

      A influência dos Beatles é incalculável. Musicalmente, eles elevaram o rock a um nível até hoje inigualado, estabelecendo parâmetros e modelos para toda a música pop. Suas experimentações abriram novas possibilidades sonoras e ampliaram os horizontes musicais das gerações posteriores. Culturalmente, eles foram igualmente importantes: carismáticos, irreverentes e cheios de sex-appeal, eles surgiram no mundo como um sopro renovador, obliterando a caretice da década de 50 e inaugurando uma era mais livre e esperançosa – os anos 60.

      O rock democratizou a música pop. Subitamente, qualquer um podia subir em um palco e cantar. Elvis, um caipira ignorante, passou a freqüentar as paradas de sucesso ao lado de Sinatra (foto) e Nat King Cole (dá até para entender por que Sinatra, acostumado a trabalhar com músicos experientes, não aceitou o novo estilo: “rock’n’roll é a coisa mais brutal, feia e degenerada que eu já tive o desprazer de ouvir”, disse o “olhos azuis”).

      Essa “democracia” do rock teve um efeito imediato: os artistas ficaram cada vez mais parecidos com seu público, tanto em idade quanto em classe social. Os jovens passaram a se identificar mais com seus ídolos, estabelecendo uma relação mais próxima com a música. O rock também passou a buscar na sociedade – especialmente nos jovens – os temas de suas canções. Essa troca fez do rock a música mais popular e culturalmente impactante do século 20.

      Não foram os únicos roqueiros que se tornaram símbolos de uma era: Bob Dylan, Jimi Hendrix e Jim Morrison também viraram ícones dos anos 60, tanto quanto o símbolo da paz ou o rosto de Che Guevara. Sid Vicious é, até hoje, a imagem mais reconhecível da rebeldia punk. E basta um passeio por qualquer grande cidade para ver, a qualquer hora, jovens usando camisetas com o semblante triste de Kurt Cobain (foto).

      Esses rostos passaram a representar mais que a simples paixão por uma banda ou artista: tornaram-se símbolos de um estado de espírito e de um jeito de ser. A iconografia, claro, reduz tudo a seu nível mais rasteiro – e um artista como Kurt Cobain, autor de dezenas de músicas, acabou reduzido a garoto-propaganda do suicídio e da alienação adolescente. John Lennon foi assassinado e virou “marca”, transformado, como Gandhi, em símbolo de paz e amor. Logo ele, que nunca escondeu ter sido um pai ausente e que tratou Paul McCartney como um cachorro sarnento depois do fim dos Beatles. O rock simplifica tudo.

      Talvez seja essa a razão de seu sucesso. Como bem disse Gene Simmons, do Kiss: “Eu não sou Shakespeare. Mas ganhei muita grana e transei com mais de 4 mil mulheres. Tenho certeza de que Shakespeare trocaria de lugar comigo a qualquer hora”.

      Quem duvida?

      ***

      Tamára, pinçei partes do texto original de André Barcinski prá dizer que sou fã dos Beatles, dos Roliing Stones e até de algumas Antas Cantoras que, despudoradamente, despertam o gosto pela música por velhos, jovens e criancinhas que, no passado, viravam apreciados petiscos de comunistas famélicos.

      E muito ‘Ding Dong, Ding Dong’ prá você!

      [video:http://www.youtube.com/watch?v=VggAH1dk3Qk%5D

      1. Tamára Baranov

        22 de dezembro de 2013 10:02 pm

        Champagne & Reefer

        Jns, eu nunca gostei dos bitôus, apenas por George Harrison, eu nutria uma particular simpatia. Harrison foi para mim o maior dos Beatles, o mais discreto, sempre tímido, e mantendo-se em segundo plano o seu talento, infelizmente, acabou ofuscado pelo egocentrismo de John e Paul. Assim como eu sempre preferi os ‘Rolling Stones’ exatamente por eles respeitarem e reverenciarem os cantores negros de blues tanto que adotaram como nome da banda o título de uma das canções de Muddy Waters gravada em 1950 e foram uma das primeiras bandas de rock britânico dos anos 60, que se adaptou ao som de clássicos do blues cantado pelos negros norte-americanos, com versões originais que foram posteriormente reformuladas pela banda, como a ‘Love in Vain’ de Robert Johnson ou a ‘I’m a King Bee’ de Slim Harpo. Ou ‘Champagne & Reefer’ de Muddy Waters, brilhantemente acompanhada pelo bluseiro Buddy Guy no documentário ‘Shine a Light’ de Martin Scorsese. Aliás, Buddy Guy poderia fazer parte dos ‘Rollings Stones’ tal a fantástica sintonia. 

        Como estamos em vésperas de festejar um outro ano, ‘Champagne’ para você, e para nós todos. O ‘Reefer’ fica apenas na música. E como adoro blues e os Stones, alguns vidiozinhos no original e na versão dos Stones para alegrar um modorrento domingo. 

        [video:http://www.youtube.com/watch?v=oHowqKYSXNI align:center]

        [video:http://www.youtube.com/watch?v=p-aw6n6xznI align:center]

        [video:http://www.youtube.com/watch?v=-BkPm8JIJJQ align:center]

        [video:http://www.youtube.com/watch?v=ryRDcE2sB2A align:center]

        [video:http://www.youtube.com/watch?v=XWLvm11MAaM align:center]

        [video:http://www.youtube.com/watch?v=yDxE9SaqUtI align:center]

  8. jns

    21 de dezembro de 2013 9:20 pm

    I Feel Fine

    Ao receber os Beatles na sua mansão, Elvis celebrou: – ‘Me Sinto Bem’

    [video:http://youtu.be/NFYa3gyji88%5D

  9. Murdok

    21 de dezembro de 2013 9:52 pm

    Ele esqueceu de se referir ao

    Ele esqueceu de se referir ao blue, à música negra.

    1. jns

      21 de dezembro de 2013 11:23 pm

      O Revolucionário Louis Jordan

      “Eu gostaria de dizer uma coisa: O Rock ‘n’ Roll não é um casamento de Rhythm and Blues com o Country e o Western. Isso é publicidade branca. O Rock ‘n’ Roll é apenas uma imitação branca – uma adaptação branca – de ritmos negros e Blues”, disse Louis Jordan, pouco antes de sua morte, em 1975, ao historiador Arnold Shaw.

      [video:http://youtu.be/qROFl0sbrjo%5D

      Louis Jordan é um dos artistas mais grosseiramente incompreendido na música americana. 

      Não que ele esteja esquecido; ele está no Rock ‘n’ Roll Hall of Fame. 

      Jordan foi a figura chave na transformação do Pop Americano, de balanço das Big Bands, no Rock ‘n’ Roll das pequenas bandas.

      Isso não quer afirmar que ele foi o primeiro artista de Rock ‘n’ Roll, mas foi mais que um líder de uma big bang no universo da música negra. 

      Em um tempo, uando as pessoas vinham para ouvir os solistas instrumentais em destaque das grandes bandas, Jordan and his Tympany Five fez as coisas de uma maneira nova e simplificada, produzindo gravações de sucesso a partir de 1941.

      O performer veterano  ‘Gatemouth’ Moore explicou o efeito revolucionário de Jordan: “Ele tocava tão bem e tão elevado com cinco [componentes] como [outras bandas ] com 17… e era mais barato.”

      Os promotores, proprietários e patronos de clubes noturnos amavam esta última parte.

      Durante a Segunda Guerra Mundial, houve um boom de boates que executavam música negra na América que, alicerçado pelo elevado índice de empregos, proporcionou quantidades sem precedentes de lazer e circulação de dinheiro.

      Depois da guerra, no entanto, a economia paralela, que estva em expansão, ficou paralisada.

      Os proprietários das novas casas noturnas necessitavam do funcionamento dos seus empreendimentos e, felizmente, para eles, a moda Jordan pegou. 

      Ele, não apenas, tocava com uma pegada forte e corajosa, como era o vocalista, ele mesmo – a atração principal – substituindo uma orquestra completa.

      Como ‘Gatemouth’ Moore observou, esta configuração de pequena banda de Jordan foi uma adaptação revolucionária.

      “Com as bandas nos anos 30, o cantor era o condutor (porter) e Jordan criou o coral. Ele não era a principal atração, nesta fase, mas isto mudou.”

      Após vinte anos ouvindo as Big Bands, o público abraçou o novo som Jordan e, para os empresários da música negra, os números foram um sucesso. 

      O cachê de Louis Jordan, pelo menos em sua primeira turnê, foi de US $ 350, enquanto o de Louis Armstrong situava-se em US $ 1.500. 

      Em 1946, ao longo dos anos de guerra, Jordan tinha seis hits em primeiro lugar nas paradas. 

      Nenhum dos seus 1.946 lançamentos atingiu o pico abaixo do terceiro posto nas paradas de músicas negras.

      A revolução estava começando.

      Para manter o status, pequenas bandas como Joe Liggins and the Honeydrippers e Johnny Moore and the Three Blazes seguiram a tendência iniciada pela banda de blues pesado de Jordan.

      Fats Domino, BB King, Little Richard, James Brown e outros disseram que Louis Jordan foi a sua inspiração.

      Ao final da década de 40, vários grandes, os Faixas Pretas, tinham morrido e o swing jordaniano foi relegado a nostalgia.

      Um novo som tinha assumido o mercado da música negra e uma nova geração invadiu a cena.

      Por Preston Lauterbach.

      [video:http://youtu.be/FmEtJ1gLVTk%5D

    2. Tamára Baranov

      19 de março de 2017 6:58 pm

      Ele esqueceu de tudo.

      Ele esqueceu de tudo. Principalmente que Elvis foi o sonho realizado de Sam Philips, dono de um pequeno selo, que queria encontrar algum rapaz branco capaz de cantar como os negros talentosos, leia-se aí, Chuck Berry, Fats Domino, Bo Diddley e Little Richard que faziam sucesso e incomodavam a elite branca. 

       

  10. jns

    21 de dezembro de 2013 11:41 pm

    A Universal Linguagem Musical

    Suas letras simples, melodias originais e harmonias enxutas ficaram como um tipo de linguagem musical universal e mantiveram estudiosos de música ocupados por décadas.

    As suas músicas e travessuras, chocaram-se contra a política fiscal britânica, a política de guerra fria e a religião americana. 

    Além disso, o crítico de música Ian MacDonald escreveu no seu livro de 1994, Revolution in the Head: The Beatles and the 1960s, que a promoção do idioma Inglês em todo o mund, foi uma das suas mais substanciais e menos documentados realizações.

    A canção de George para homenagear o amigo Ringo

    [video:http://youtu.be/wtius23I34k%5D

    [video:http://youtu.be/bvEexTomE1I%5D

  11. jns

    21 de dezembro de 2013 11:43 pm

    Blue Christmas

    Elvis Presley & Martina McBride

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=3KK6sMo8NBY%5D

  12. jns

    21 de dezembro de 2013 11:58 pm

    Mohair Sam

    O Áudio da Noite Histórica

    Os Beatles e Elvis cantaram Mohair Sam, a composição de Dallas Frazier musicada por Charlie Rich, após – cóf, cóf, cóf – unzinho básico.

    [video:http://youtu.be/XpzlDhT0aBQ%5D

  13. pereira pereira

    22 de dezembro de 2013 6:36 am

    a arrogância e a ignorância n

    a arrogância e a ignorância n têm limite. e isso?

    http://www.youtube.com/watch?v=sCQfTNOC5aE e mais um monte de coisas q poderia postar aqui.

  14. REI DO ROCK E DA MÚSICA UNIVERSAL

    31 de janeiro de 2014 3:31 am

     
     
    ELVIS AARON PRESLEY é

     

     

    ELVIS AARON PRESLEY é muito mais que o rei do rock, aliás ele se tornou ao longo dos anos uma espécie de rei midas da cultura pop mundial. Ouso a dizer que o impacto de sua obra na cultura, na sociedade, na música e na moda foram maiores e mais importantes do que as obras de dois gênios: Mozart e Beethoven. Sim, ambos gênios jamais foram conhecidos pela alcunha de Reis, mas Elvis sim, ele é o rei da ramificação musical que criou, impulsionou, divulgour e revolucionou. Elvis criou tudo: o rock, o primeiro disco de rock, o video-clipe, o primeiro acustico da tv, a formação de baixo, vocalista e guitarra, criou a imagem clássica de roqueiro e a rebeldia e  também criou o primeiro show transmitido via satélite para todo o mundo. Tecnicamente foi o maior e melhor cantor que já passou por este planetinha chamado terra, sua versatilidade, senso ritmico, voz potente e elástica se materializaram no mais sublime som que a música ja tenha ouvido, e todos nós sabemos que dentro da arte musical,  a arte de cantar é para poucos. Não é atoa que a cambridge universtiy chancelado pela revista time elegeu O REI ELVIS PRESLEY em 69ª posição entre as pessoas mais influentes e importantes da história da humanidade, sendo que as 100 maiores da história constam com pessoas do quilate de lideres religiosos, martiris, pacifistas, ex presidentes de grandes nações, inventores, cientistas e gênios em geral.  Faltaria espaço para falar de toda a obra inalcançável do rei aqui, falar de seus 31 filmes, inúmeros discos gravados, mais de 100 discos de ouro e platina, primeiras posições nas paradas mundiais ou seus 1 bilhão e 500 milhões de discos vendidos….. seria alongar por demais o texto SOBRE ESTE GÊNIO DA ARTE UNIVERSAL MUNDIAL —- ELVIS PRESLEY.

  15. Fc

    31 de janeiro de 2014 3:43 am

    O REI DO ROCK E DA MÚSICA MUNDIAL

     

     

    ELVIS AARON PRESLEY É O REI DA MÚSICA EM TODOS OS TEMPOS. CRIOU TUDO: O ROCK, O VIDEOCLIPE, O PRIMEIRO ACUSTICO, A IMAGEM DE ROQUEIRO E A REBELDIA, CRIOU A FORMAÇÃO BAIXO, GUITARRA, BATERIA E VOCALISTA, ALÉM DE TUDO FOI O MAIOR E MELHOR CANTOR TECNICAMENTE DE TODOS OS TEMPOS….. SENDO O RECORDISTA MUNDIAL DE VENDAGENS DE DISCOS ATÉ HOJE COM 1 BILHÃO E 500 MILHÕES, FOI O MAIOR SUCESSO ATÉ HOJE NO MUNDO A MÚSICA, SUAS MÚSICAS E SUA OBRA CAUSARAM E AINDA CAUSAM UM IMPACTO NA CULTURA, MODA E NAS ARTES MAIORES QUE AS OBRAS DE MOZART E BEETHOVEN CAUSARAM.

     

     

    ELVIS PRESLEY  ———– O REI

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