4 de junho de 2026

Os últimos seres isolados do planeta

Texto original: United Explanations

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O mundo nunca foi tão interligado como hoje. O ritmo de urbanização dos países está aumentando a um ritmo acelerado. Mas isso não significa que, no século XXI não existam comunidades que vivem em completo isolamento. Na verdade, estima-se que possa haver cerca de 100 tribos indígenas sem contacto com o resto do mundo, voluntariamente, embora os dados não sejam claros. A pesquisa revelou que o Brasil é o país que lida mais precisamente com esses dados. De acordo com informações obtidas através de levantamentos aéreos e entrevistas com membros indígenas que decidiram ter contato com o exterior seriam quase 80 tribos que vivem completamente isoladas do resto da sociedade.

E é no próprio Brasil, que vive um único homem isolado do mundo. Sabe-se que passa as noites em uma cabana de palmeiras na exuberante Amazônia brasileira. Autoridades brasileiras concluíram que é o último sobrevivente de uma tribo isolada. A tribo foi encontrada pela primeira vez há quase 17 anos e há mais de uma década lançaram numerosas expedições para rastreá-lo e mantê-lo seguro, além de tentar estabelecer contato pacífico com ele. Quando se trata de tribos, acredita-se que os sentineleses (das Ilhas Andaman, no Oceano Índico ) são os mais isolados do mundo.

“Em 2009, eu tinha planejado tornar-me o convidado de 31 tribos isoladas. Eu queria testemunhar suas antigas tradições, participar de seus rituais e descobrir como o resto do mundo ameaça mudar as suas vidas para sempre. E mais importante, eu queria criar um documento fotográfico ambicioso, que resistisse ao teste do tempo. Um trabalho que constituiria um registro etnográfico insubstituível de um mundo que desaparece rapidamente.”

Estas são as palavras de Jimmy Nelson, fotógrafo britânico que, entre 2009-2010 decidiu passar duas semanas em diferentes tribos isoladas do mundo, em um total de 29 onde se estima que vivam 15 milhões de pessoas, em um projeto que ele chamou “Before they pass away” (Antes que eles desapareçam). Em cada tribo, Jimmy conheceu suas antigas tradições, seus rituais e os retratou de forma muito atraente. Suas imagens detalhadas exibem jóias exclusivas, penteados curiosos e roupas, para não mencionar o meio ambiente e os elementos culturais mais importantes de cada tribo, como os cavalos dos gaúchos. De acordo com Jimmy, sua missão era assegurar que o mundo nunca esquecesse, de como as coisas costumavam ser.

Quem é Jimmy Nelson?

Jimmy Nelson (Sevenoaks , Kent, 1967) começou a trabalhar como fotógrafo em 1987. Depois de ter passado 10 anos, em um internato jesuíta, no norte da Inglaterra, saiu por sua própria conta e atravessou o Tibete a pé. A viagem durou um ano e voltou com um diário visual único, com imagens reveladoras de um Tibete inacessível, publicadas com grande êxito internacional. Desde 1997, acumula imagens únicas de culturas remotas fotografadas com uma câmera tradicional de 50 anos. Muitos prêmios refletem a qualidade e o reconhecimento dos seu trabalho extraordinário.

Todas as fotos estão em um enorme livro de 464 páginas que irão se transformar em filme. Onde Jimmy embarca em uma jornada para os cantos mais remotos da Terra e apresenta os últimos sobreviventes de um mundo que está desaparecendo. Neste artigo o testemunho de seu trabalho, que inclui apenas uma parte das tribos isoladas existentes no mundo de hoje.

São os gaúchos uma tribo?

O termo “tribo” tem muitos significados diferentes e servem a propósitos diferentes. Originalmente se referia a um grupo culturalmente homogêneo das famílias com ancestral comum real ou mítico. Embora as definições variem até mesmo por diferentes organizações internacionais. No entanto, a Convenção da Organização Internacional do Trabalho dos Povos Indígenas e Tribais, de 1989 (n º 169) define povos tribais aqueles “cujas condições sociais, culturais e econômicas os distingam de outros setores da comunidade nacional, e são regulamentadas, total ou parcialmente por seus próprios costumes ou tradições ou por leis especiais.”

Em uma pesquisa foi observado que na Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, há uma fotografia cujo título identifica os gaúchos como uma tribo. Por sua vez, a organização “Survival International”, com sede em Londres e sendo a única organização que trabalha defendendo os direitos dos povos indígenas em todo o mundo, não incluem os gaúchos em sua lista de tribos ameaçadas nem em seu mapa de tribos isoladas. Tão pouco, o projeto denominado “Indigenous Knowledge Project” que documenta as diferentes tribos do mundo incluem os gaúchos em seu mapa em um total de 306 comunidades indígenas.

Na realidade, como a maioria dos comentaristas sugerem, embora tenham tido um passado semi-nômade , os gaúchos não poderiam ser considerado uma tribo. Reproduzindo as palavras do Wikipédia, os gaúchos seriam: “um tipo característico de cowboy das planícies e áreas adjacentes da Argentina, Uruguai, Paraguai, sul do Brasil (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul), Sul do Chile e do Chaco Boliviano. Identificado por sua condição habilidosa com o cavalo e sua ligação com o gado na região, além das atividades econômicas e culturais daí decorrentes, especialmente no consumo de carne e no uso do couro.”

Kazakh, Mongolia

Foto: Jimmy Nelson

Foto: Jimmy Nelson

Foto: Jimmy Nelson

Himba, Namibia

Foto: Jimmy Nelson

Foto: Jimmy Nelson

Huli, Indonesia and Papua New Guinea

Foto: Jimmy Nelson

Foto: Jimmy Nelson

Asaro, Indonesia and Papua New Guinea

Foto: Jimmy Nelson

Kalam, Indonesia and Papua New Guinea

Foto: Jimmy Nelson

Goroka, Indonesia and Papua New Guinea

Foto: Jimmy Nelson

Foto: Jimmy Nelson

Foto: Jimmy Nelson

Chukchi, Russia

Foto: Jimmy Nelson

Foto: Jimmy Nelson

Foto: Jimmy Nelson

Maori, New Zealand

Foto: Jimmy Nelson

Foto: Jimmy Nelson

Foto: Jimmy Nelson

Foto: Jimmy Nelson

Gauchos, Argentina

Foto: Jimmy Nelson

Foto: Jimmy Nelson

Foto: Jimmy Nelson

Tsaatan, Mongolia

Foto: Jimmy Nelson

Foto: Jimmy Nelson

Samburu, Kenya

Foto: Jimmy Nelson

Foto: Jimmy Nelson

Foto: Jimmy Nelson

Rabari, India

Foto: Jimmy Nelson

Foto: Jimmy Nelson

Foto: Jimmy Nelson

Mursi, Ethiopia

Foto: Jimmy Nelson

Ladakhi, India

Foto: Jimmy Nelson

Vanuatu, Vanuatu Islands

Foto: Jimmy Nelson

Drokpa, India

Foto: Jimmy Nelson

Foto: Jimmy Nelson

Dassanech, Ethiopia

Foto: Jimmy Nelson

Karo, Ethiopia

Foto: Jimmy Nelson

Foto: Jimmy Nelson

Banna, Ethiopia

Foto: Jimmy Nelson

Foto: Jimmy Nelson

Dani, Indonesia and Papua New Guinea

Foto: Jimmy Nelson

Foto: Jimmy Nelson

Maasai, Tanzania

Foto: Jimmy Nelson

Nenets, Russia

Foto: Jimmy Nelson

Foto: Jimmy Nelson

37 
 

Foto: Jimmy Nelson

 

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8 Comentários
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  1. jns

    5 de janeiro de 2014 10:29 pm

    Jimmy Nelson

    Tamára,

    O impressivo trabalho do fotógrafo britânico Jimmy Nelson remete ao do consagrado Sabastião Salgado.

    Mais imagens fantásticas estão disponíveis em http://www.beforethey.com/

    ‘Viaje na viagem’ pelas bordas da Terra em http://www.beforethey.com/#journeymap

    1. Tamára Baranov

      6 de janeiro de 2014 7:06 pm

      Obrigada jns, Sebastião

      Obrigada jns, Sebastião Salgado é coisa nossa, adoro, principalmente suas fotos em preto e branco. Vou viajar com Salgado.

      Bjs

  2. Lucia Rangel

    5 de janeiro de 2014 10:44 pm

    Que fotos lindas!!!!!!

    Que fotos lindas!!!!!!

  3. antonio francisco

    5 de janeiro de 2014 11:13 pm

    Ô, beleza de fotos!

    Fotografias fantásticas, Tamára Baranov!

    Quem sabe, esse fotógrafo teria de vir ao Brasil fotografar os índios antes que sejam exterminados todos.

    http://ativismodesofa.blogspot.com.br/2012/10/ontem-eliane-brum-escreveu-um-texto.html

    1. Tamára Baranov

      5 de janeiro de 2014 11:56 pm

      Beleza de fotos, de povos tão

      Beleza de fotos, de povos tão ricos, tão diferentes dos nossos indiozinhos, tão pobrezinhos…fiquei vários minutos olhando esta foto, num misto de revolta e impotência…

      Por coincidência tinha recebido esta petição…

      http://www.avaaz.org/po/petition/Salvemos_os_indios_GuaraniKaiowa_URGENTE/?cXDfNfb

       

      PS: O álbum Ñande Reko Arandu de 2000 (Memória Viva Guarani) é um projeto realizado pelas Associações Indígenas Tembiguai, Aldeia Morro da Saudade, Aldeia Rio Silveira, Bracuí-Acibra, que postei em meu blog. ‘Avakue´i’ (meninos) e ‘kunhãgue´i’ (meninas) interpretam os cânticos milenares da tradição Guarani. O trabalho tem como objetivo mostrar e, principalmente preservar a cultura desta importante nação indígena.

      Para o download do álbum

      http://www.mediafire.com/download/28paczppmrfy8m4/%C3%B1ande+reko+arandu+-+mem%C3%B3ria+viva+guarani+%282000%29.rar

  4. Ninguém

    5 de janeiro de 2014 11:21 pm

    EMOCIONANTE!

    Estou com os olhos marejados. A beleza de diversidade humana é tocante.

    A gente – principalmente bicho de cidade, como eu – vive num mundinho que tende cada vez mais à homogeneização e se esquece da vastidão do planeta.

    Muito obrigado por nos lembrar disso, Tamára!

    1. Tamára Baranov

      5 de janeiro de 2014 11:55 pm

      A beleza desses povos é

      A beleza desses povos é surpreendente, e como são respeitados ! Tão diferente do que ocorre por aqui com os nossos irmãozinhos, dizimados lentamente em um massacre silencioso desde sempre. 

      Esta é uma petição para tentar salvar os Guarani-Kaiowa…

      http://www.avaaz.org/po/petition/Salvemos_os_indios_GuaraniKaiowa_URGENTE/?cXDfNfb

      PS: O álbum Ñande Reko Arandu de 2000 (Memória Viva Guarani) é um projeto realizado pelas Associações Indígenas Tembiguai, Aldeia Morro da Saudade, Aldeia Rio Silveira, Bracuí-Acibra, que postei em meu blog. ‘Avakue´i’ (meninos) e ‘kunhãgue´i’ (meninas) interpretam os cânticos milenares da tradição Guarani. O trabalho tem como objetivo mostrar e, principalmente preservar a cultura desta importante nação indígena.

      Para o download do álbum

      http://www.mediafire.com/download/28paczppmrfy8m4/%C3%B1ande+reko+arandu+-+mem%C3%B3ria+viva+guarani+%282000%29.rar

  5. Edivaldo Dias Oliveira

    6 de janeiro de 2014 1:19 pm

    “Os últimos seres isolados do

    “Os últimos seres isolados do planeta”

    – Ai meu jesus cristin, lá vem esse fotógrafo danado incomodá eu no meu cantin. Num vô posar pra ninguem não, vade retro!

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