21 de maio de 2026

Apoiadora de Bolsonaro fez MP perder prazo contra foro especial de Flávio

Segundo a Folha, a procuradora Soraya Gaia acessou a intimação para o MP-RJ recorrer da decisão do TJ sem que os promotores percebessem, abrindo a contagem

Jornal GGN – A procuradora Soraya Gaia abriu uma crise nos bastidores do Ministério Público do Rio de Janeiro. Apoiadora dos Bolsonaro, ela é apontada, segundo reportagem da Folha desta sexta (14), como a responsável por ter feito os promotores que investigam o caso Queiroz perderem o prazo para recorrer da decisão que garante foro especial para Flávio Bolsonaro.

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De acordo com o jornal, Soraya “fez isso ao acessar em uma quinta-feira, 2 de julho, a intimação que informava ao MP-RJ a remessa do caso de Flávio para o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.” Os promotores não perceberam o acesso, que deu início à contagem do prazo para apresentação do recurso.

“Pelas regras, a Justiça lança uma decisão no sistema. O Ministério Público tem até dez dias para tomar ciência de uma decisão, o que dá início à contagem, que é de 15 dias corridos. Ao acionar o sistema no dia 2, Soraya fez com que o prazo expirasse em 17 de julho. A Folha apurou que os promotores não se deram conta do acesso de Soraya e trabalharam como se a contagem tivesse sido iniciada na segunda-feira (6)”, escreveu o jornal.

Ainda segundo Folha, “a perda de prazo criou um clima de desconfiança no Ministério Público, alimentando suspeita de que Soraya tenha antecipado intencionalmente o prazo. O TJ-RJ negou o recurso alegando que o prazo já havia expirado.

A procuradora já apresentou três pareceres favoráveis a Flávio, e fez postagens simpáticas ao presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais.

A 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio concedeu foro especial a Flávio em junho. A investigação das rachadinhas saiu do gabinete do juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal, e passou para o Órgão Especial do TJ, colegiado formados por 25 desembargadores.

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13 Comentários
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  1. João Carlos Bezerra de Melo

    14 de agosto de 2020 3:41 pm

    Proponho que todas as forças progressistas e os cidadãos de bem divulguem eo nome dessa senhora sem honra, sem vergonha, protetora de marginais.
    João Carlos Bezerra de Melo

    1. Tadeu Silva

      17 de agosto de 2020 12:55 am

      Miss Témis?

  2. Marcos PB

    14 de agosto de 2020 3:59 pm

    Isso tem solução. Se os procuradores cumprirem a lei e denunciarem a colega por acessar o processo sem aviso aos responsáveis, a perda do prazo pode ser revertida.
    Atos de advocacia de má fé ou que prejudicam o cliente (o Estado, no caso) por inépcia podem ser revertidos.
    E com certeza ela deve ser denunciada e punida: ao iniciar a contagem de prazo, tinha a OBRIGAÇÃO de informar os responsáveis pelo caso. Cometeu um ato grave ao prejudicar o caso, mesmo que não tenha tido a intenção de fazer isso. De boas intenções…

    1. VeraLúcia Santana Araújo

      16 de agosto de 2020 6:51 pm

      Tomara que o espírito de corpo não se sobreponha ao interesse público.

  3. peregrino

    14 de agosto de 2020 5:26 pm

    Tipo da manobra que faz quem investiga ficar mais constrangido que padre em puteiro

  4. Marco Vitis

    14 de agosto de 2020 6:05 pm

    Este é mais um fato que comprova que o Ministério Público está corrompido, podre, fedorento.
    Gostaria de saber o quanto NÓS (contribuintes) pagamos mensalmente entre salários e benefícios para a Dra. Soraya Gaia. Pagamos para a Dra. Soraya Gaia proteger evidentes criminosos ?

  5. jucemir r. da silva

    14 de agosto de 2020 6:49 pm

    O favor prestado a Flavinho, figura de peso da Milícia do Alvorada, credencia a procuradora para uma vaga no STF.
    Nesta Era Bolsonaro, seria mais uma pessoa certa no lugar certo.

  6. ROBSON LUIS SAMPAIO SILVA

    14 de agosto de 2020 9:12 pm

    O Procurador Chefe do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro tem que agir com firmeza diante desse escândalo. Soraya Gaya tem que ser desmascarada, responsabilizada e punida pelo ato que praticou com a intenção visível de favorecer o investigado e prejudicar as ações do promotores que atuam no processo judicial que tornou público um dos maiores escândalos políticos do Rio de Janeiro nos últimos anos. Existe remédios jurídicos legais que podem reverter essa situação que, com certeza, são do conhecimento dos ilustres Promotores que fazem parte da força-tarefa que atua no referido processo. Caso não haja essa atitude por parte da chefia do Ministério Público será a comprovação, lamentável e desastrosa, de que membros da instituição foram corrompidos pelo crime organizado do Rio de Janeiro.

  7. Juliana

    14 de agosto de 2020 11:07 pm

    Não justifica. MPRJ tem estagiário e o sistema tem informação de quando foram intimadas as partes. Como membro do MPRJ ela é parte o processo. Cadê um estagiário e uma agenda para colocar os prazos?enfim, sempre tem que ter um culpado e olha que eu detesto o bozonaro.

  8. Anônimo

    15 de agosto de 2020 7:15 am

    E a pergunta que fica ‘e simples: quem vai pagar por isso?

  9. fel

    15 de agosto de 2020 7:53 am

    E ninguém vai punir ninguém. No mp é assim. Cada um faz o que quer e não responde pra ninguém por seus atos. Uma putaria generalizada. No semana que vem tem o julgamento do DD. Alguém duvida que ele não vai sofrer nem reprimendas do cnmp? Isso se não adiarem pela quadragésima primeira vez.E agente paga por tudo isso.
    Lá pelos anos setenta de ditadura ferrenha, Havia os louco artistas, que jogavam uma mochila nas costas e abriam mão da “normalidadee”. Saiam pelo mundo pra conseguir sobreviver ao mundo. Eu não entendia. Agora entendo e penso que única saída pra manter a nossa frágil racionalidade é fazer o mesmo.

  10. Rui Ribeiro

    15 de agosto de 2020 9:11 am

    Essa Gojoba é cúmplice dos crimes praticados pelos bolsonaros e aliada da impunidade

  11. euclides de oliveira pinto neto

    17 de agosto de 2020 5:30 pm

    Fica muito difícil alguém acreditar que o “favorzinho” foi gratuito…

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