Após bronca de Bolsonaro, Exército prepara novas portarias sobre armas e munições

Especialistas dizem que novas minutas sobre rastreamento apresentam retrocesso e pioram controles ao permitirem regras mais flexíveis

Jornal GGN – O Exército prepara novas versões das portarias sobre as regras de rastreamento de armas de fogo e munições, depois que o presidente Jair Bolsonaro determinou a revogação das portarias com as regras.

Especialistas ouvidos pelo jornal O Globo dizem que as minutas das novas portarias, que foram apresentadas em consulta pública no começo de julho, apresentam retrocessos e pioram o controle sobre marcação, importação e exportação de armas, o que dificulta a resolução de crimes. Já os CACs (colecionadores, atiradores desportivos e caçadores) reclamam de obrigações a usuários de armas que foram mantidas e também do prazo relâmpago da consulta do Exército, que durou apenas seis dias.

Um dos pontos retirados da nova minuta envolve a necessidade de marcação, com um código de rastreamento, de estojos usados com recarga de munição. Os CACs alegaram que essa exigência tornaria a prática de tiro esportivo inviável, pois atiradores costumam reutilizar estojos depois de competições para baratear custos.

A minuta em análise também afrouxou as regras de marcação de armas e de manutenção dos registros de venda por fabricantes, enquanto retirou a necessidade de identificação do nome do importador em armas vindas do exterior.

 

 

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