Ministro da Justiça retira exigência de identificação de armas da Força Nacional

Elementos de segurança vetados permitiriam, por exemplo, rastrear a origem de armas que tiveram a numeração raspada

© Arquivo/Agência Brasil

Jornal GGN – O ministro da Justiça de Bolsonaro, André Mendonça, revogou trechos de portaria que exigia que armas dos agentes da Força Nacional tivessem elementos de identificação sigilosa que permitiriam, por exemplo, rastrear a origem de instrumentos que tiveram a numeração raspada. Confira a matéria completa do ConJur, indicação do leitor Antonio Francisco das Neves.

do ConJur
Ministro da Justiça revoga exigência de identificação de armas da Força Nacional

O ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, decidiu retirar trechos de portaria do ministério que exigia que armas dos agentes da Força Nacional tivessem elementos de identificação sigilosa.

A portaria que teve trechos revogados estabelece os critérios para a compra de pistolas semiautomáticas de calibres 9×19 mm e 40 S&W para a força de segurança.

Os elementos de segurança vetados permitiriam, por exemplo, rastrear a origem de armas que tiveram a numeração raspada. Um deles é um chip que permite a identificação da origem dos armamentos por meio de rádio-frequência.

A exigência dos itens de identificação sigilosa nas armas constava na portaria publicada em 13 de julho deste no Diário Oficial da União. Na quarta-feira (22/7), uma nova portaria revogou os dois itens de identificação sigilosa que estavam previstos.

A decisão do ministro foi questionada pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), que solicitou explicações de forma oficial ao Ministério da Justiça.

Clique aqui para ler a portaria

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5 comentários

  1. Correta a posição do senador ao questionar esta medida.
    Precisa explicar o motivo de tal decisão. A quem, ou ao que,.favorece?
    Chega de medidas inúteis, portanto improdutivas, que apenas objetivam criar polêmicas nao agregando valor algum ao brasil ou a população brasileira.

  2. Isso é atitude de aparelhamento, de querer fugir de responsabilidades ante a ações de facistoides engajados nesse desgoverno… Não se preocupe ministro, os seus atos serão cobrados e pode ter certeza, serão bem cobrados, tanto os seus como o do seu mito.

  3. Que vergonha, Forças Armadas! Como é possível vocês estarem associados e comprometido com os vários absurdos patrocinados por este atual governo, cujo principal influenciador vocês sabem bem o que ele tentou fazer contra esta potente instituição militar. E se ele conseguisse, como as FFAAs estaria hoje, nós registros da nossa história? O descalabro mais recente é o silêncio concordante de vocês com a revogação de eficientes normas de controle de armamentos no Brasil. Vocês estão dando tiro no pé; criando cobras que irão pica-los mais a frente. E enquanto isso continuam sendo defamados, desaprovado, desacreditados e o pior de tudo, as FFAAs está se tornando chacota aqui e no estrangeiro. Se não acordarem e não se deixar em mais se encantar com o canto da sereia das facilidades, dos penduricalhos de cargos e salários tampões, certamente estarão reforçando o inimigo que está se preparando silenciosamente para ganharam corpo e, daí, só Deus sabe o que acontecerá.

  4. Nassif: a portaria tá de bom tamanho. Documento assim deveria ser Lei (com cláusula pétrea). Esse “rastramento” põe em risco a SegurançaNacional de Pindorama. Voce já imaginou quantas encomendas podem ser descobertas? Por exemplo, se encontram aquelas peças usadas pra limpar Marielle o perigo de chegar naquele Condomínio da Barra é grande. E o montão de funcionários listados pelo PalácioQuartel como “indesejáveis”, aparecendo algum com a boca cheia de formiga numa vicinal qualquer, o risco de saber de que boca de fogo saiu? Dai o zeloso escrito. Pena que os Kummunistas não entendam a boa intenção. E daqui há pouco aparece um juizeco daqueles 10% fora da folha de benesses, e manda voltar tudo. Ainda bem que nas férias tem gente superior do governo no plantão. É preciso proteger esses profissionais, senão avacalha a “indústria” e desanda o pé do frango…

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