Jornal GGN – O desmatamento na Amazônia brasileira, entre agosto de 2018 e julho de 2019, foi o maior da década. Na época, a situação foi negligenciada pelo governo de Jair Bolsonaro, que anunciou nesta quarta-feira, 8 de dezembro, a criação da Secretaria da Amazônia, com sede em Manaus.
Segundo nota, a nova Secretaria pretende “materializar a presença do Ministério do Meio Ambiente [MMA] na região”. Mas, apesar das declarações, não foram revelados os detalhes do projeto.
O ministro do Meio ambiente, Ricardo Salles, declarou pelas redes sociais que “a Secretaria da Amazônia, com sede em Manaus, ajudará muito na viabilização das ações de fiscalização e promoção do desenvolvimento sustentável para toda a região”.
Ainda, em seu perfil no Twitter, Salles repercutiu sua entrevista concedida ao jornal Valor Econômico, em que expressou a intenção de criação da nova secretaria.
“A ideia é instituirmos um escritório, uma representação permanente do Ministério do Meio Ambiente no coração da Amazônia, que é Manaus. Mas aí precisa ver a questão da burocracia. Se é mais fácil a gente fazer uma subdivisão daquelas secretarias que já existem, ter um braço delas lá. Ou criar uma própria para ficar lá com essa missão de preservação específica só da Amazônia”, disse Salles ao Valor.
Vale lembrar que, em 2019, Salles e Jair Bolsonaro (sem partido) congelaram o bilionário Fundo Amazônia, que tinha Noruega e Alemanha como principais doadores, sob alegações de irregularidades nos contratos do fundo. Mesmo sem provas concretas, o fundo segue paralisado até hoje.
Carlos Elisio
10 de janeiro de 2020 4:58 pmFoco do órgão: desenvolver processos para desmatar mais em menos tempo e com menos repercussão internacional.