Após três anos e meio, Reino Unido oficializa saída da União Europeia

Celebração entre apoiadores do Brexit tem ares de Réveillon; em pronunciamento, premiê Boris Johnson pede união no "início de uma nova era"; país está dividido e movimentos de independência ganham força

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, no estudo no número 10 da Downing Street, filmando seu discurso à nação após deixar a UE em 31 de janeiro. Imagem por Andrew Parsons / No10 Downing Street (via fotospublicas.com)

Jornal GGN – Três anos e meio após a votação e três adiamentos de prazo, o Reino Unido deu início oficial à sua separação da União Europeia (UE), após 47 anos como membro. O país é o primeiro a se retirar do bloco desde sua fundação, em 1958.

Segundo informações do jornal Folha de São Paulo, a celebração ganhou ares de Réveillon no momento em que a saída foi oficializada, às 23hs no horário local (20h em Brasília e 0h em Bruxelas, onde fica a Comissão Europeia), com muitas bandeiras do Reino Unido, cartazes com ataques a emissoras de TV e de apoio ao primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A votação que decidiu pelo Brexit em 2016 foi apertada: 52% dos britânicos votaram a favor da saída do país do bloco, enquanto 48% foram contra.

A divisão não foi vista apenas entre os eleitores, mas também entre os países do Reino Unido: Inglaterra (53,4%) e País de Gales (52,5%) tiveram maioria pró-brexit, mas Escócia (62%) e Irlanda do Norte (55,8%) tiveram maioria contra.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, foi à TV pregar a união de um país em que metade dos cidadãos se sente derrotada e os movimentos de independência têm ganhado força. “Nosso trabalho como governo, o meu trabalho, é unir o país e nos levar adiante”, disse.

“É o início de uma nova era em que não aceitamos mais que suas escolhas de vida, as escolhas de vida da sua família, dependam de qual parte do país você cresceu”, afirmou. Johnson, que prometeu ainda uma “nova era” de cooperação com a UE e disse esperar que a saída torne-se um “sucesso impressionante”. “Isso não é o fim, mas um começo”.

1 comentário

  1. A Inglaterra (sim, a Inglaterra…) talvez possa se safar de ter que prestar contas sobre os paraísos fiscais, de dinheiro suspeitosíssimo, mas que há muito tempo contribui para o equilíbrio da balança de pagamentos.
    Espero que não aconteça, mas a Irlanda do Norte pode sofrer um bocado com esse “fechamento” promovido pelo Brexit.

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