Não me entendam mal: sou apaixonado por Portugal. Morei lá em duas ocasiões, num total de cinco anos. O meu primeiro grande amor foi por uma portuguesa, que conheci em Paris como namorada do nosso garboso ex-ministro do meio ambiente e que foi motivo de eu ter ido morar em Lisboa depois de ter trocado com ela não mais de cinquenta palavras em dois dias. Foi o único país em que morei que fiz questão de conhecer de cabo a rabo (verdade que não é difícil) e tenho certeza de que poucos lisboetas conhecem Lisboa como eu. Os únicos poemas não galantes e mal intencionados que escrevi na vida foram sobre Lisboa.
Isto posto, estou torcendo para que os portugueses quebrem a cara bem quebrada na aventura europeia, e que percam um pouco da empáfia e da arrogância que os bilhões de euros derramados em Portugal a fundo perdido lhes instilaram, fazendo-os crer-se mais lavadinhos com Omo do que o resto dos bugres falantes de português.
O futuro de Portugal é o Brasil. Quanto mais rápido eles se convencerem disto, melhor para eles – e para nós.
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