Cinco homens suspeitos de envolvimento no assassinato da ex-vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, em março de 2018, foram mortos ao longo dos cinco anos de investigação do crime.
A partir da delação do ex-PM Élcio de Queiroz, foi identificado o PM reformado Edmilson da Silva de Oliveira, conhecido como Macalé. Ele teria sido intermediário na contratação de Roni Lessa para a execução do crime. Macalé foi morto a tiros em 6 de novembro de 2021.
De acordo com as informações do jornal O Globo, para a Polícia Federal, a morte de Macalé teria implicado significantemente na garantia da execução da lei quanto à colheita de novas evidências.
Segundo a delação de Queiroz, Macalé, Lessa e o ex-sargento do Corpo de Bombeiros, Maxwell Simões Correa, o Suel, vigiavam os passos de Marielle desde os últimos meses de 2017.
Adriano da Nóbrega, outro suspeito, foi executado em ação da polícia da Bahia em 9 de fevereiro de 2020. O ex-capitão do Bope que tinha ligação com a família Bolsonaro foi chamado à Delegacia de Homicídios para prestar depoimento, mas negou qualquer participação no caso Marielle.
Considerado braço direito de Adriano, o segundo-sargento Luiz Carlos Felipe Martins também foi morto por homens que estavam em um carro e passaram atirando.
Outro nome suspeito de envolvimento no assassinato de Marielle é Hélio de Paulo Ferreiro, que também foi morto a tiros em 28 de fevereiro deste ano.
Lucas do Prado Nascimento da Silva, também suspeito de envolvimento no caso, foi morto menos de um mês após o crime. Conhecido como Toddynho, entrou para a investigação por supostamente ter participado da clonagem do Cobalt prata usado na execução.
Lucas foi morto em 3 de abril de 2020, numa emboscada na Avenida Brasil, em Bangu. Segundo a polícia, foi assassinado possivelmente como uma queima de arquivo.
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