Ao mesmo tempo em que se criam leis contra homossexuais na Rússia, e Putin faz declarações homofóbicas ( materia de Giani carta abaixo), se faz um incentivo à homossexualidade em Sochi (matéria da BBC) FOTO: banheiro masculino para as olimpiadas de Sochi

http://www.cartacapital.com.br/revista/784/putin-o-czar-homofobico-4625.html/view
Putin, o czar homofóbico
V enham para os Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi, mesmo se vocês forem homossexuais, anunciou o presidente russo Vladimir Putin. Nada acontecerá com vocês, garantiu, sempre que deixem as crianças “em paz”. Para o ex-agente do KGB, rebatizado FSB, gays são automaticamente pedófilos. Seria interessante lembrá-lo: pesquisas científicas comprovam que 90% dos pedófilos são heterossexuais. Mas o presidente, aos 61 anos, não parece ser um iluminado.
Putin fez seu apelo para atrair a maior audiência aos Jogos, em contraposição aos ativistas dos direitos humanos, a incitarem turistas, e até atletas, a boicotar o evento no pacato balneário do Mar Negro. O motivo? Uma lei contra gays aprovada por Putin. A controversa legislação, em vigor desde junho de 2013, assedia, multa e prende quem fizer “propaganda gay ou pedófila” para menores de 18 anos. ONGs como a LGBT foram banidas do território russo.
Dmitry Isakov, ativista, foi a primeira vítima da lei. Seu crime: ficou no meio da rua na cidade de Kazan, capital do Tartaristão, Rússia, a empunhar um cartaz no qual se lia: “Liberdade para os gays e lésbicas na Rússia”. Isakov, de 24 anos, foi fichado na polícia, pagou uma multa de 100 euros e perdeu o emprego em um banco estatal. Não surpreende que a sorte de Isakov seja apoiada pela vasta maioria de seus conterrâneos. A Igreja Ortodoxa Cristã julga a homossexualidade um pecado, e apenas 16% dos cidadãos aceita relações íntimas entre pessoas do mesmo sexo. Paradas e eventos a defender direitos gays, ou a igualar a orientação sexual de gays com a de heterossexuais, podem resultar em multas de até 31 mil dólares.
Apenas 25% dos russos são cristãos praticantes, mas 90% julgam-se cristãos ortodoxos, uma “tradição russa”. Ou seria mais uma invenção de um povo em busca de uma identidade nacional, como diria Eric Hobsbawm? Nesse obscuro contexto, um ex-clérigo chegou até a propor um holocausto gay. Estigmatizados, homossexuais são tratados com violência. Quando um jovem gay de 23 anos revelou a amigos sua orientação sexual em Volgogrado, foi morto a socos e pontapés. Putin não condena publicamente esse gênero de violência. Embora não seja praticante, como seu antecessor Boris Yeltsin, o atual presidente usa o apoio da Igreja, que o julga um “milagre”.
O presidente de olhos glaciais repete que na Rússia não há proibição contra relacionamentos não tradicionais. Em entrevista para a BBC, disse não ter nada contra gays. E emendou: “Eu mesmo conheço algumas pessoas que são gays. E milhões de russos amam Elton John, apesar da orientação sexual dele”. O músico britânico, é óbvio, condena as leis anti-gay da Rússia. E aproveitou para falar sobre suas impressões durante uma recente visita a Moscou. “Homens gays e lésbicas de 20 a mais de 40 anos me falaram das ameaças que recebem de grupos de vigilantes, prontos a ‘curá-los’ da homossexualidade encharcando-os de urina ou dando-lhes uma surra.” Elton John disse, ainda, que, além de a nova lei banir a discussão sobre a homossexualidade, campanhas com informações para a prevenção do vírus da Aids são consideradas “propaganda”.
Putin, ícone de orgulho nacional porque foi agente do KGB na ex-República Democrática Alemã e é faixa preta de judô, é também um ícone gay mundo afora. O homem adora mostrar seu torso nu, considerado admirável pelos mais sedentários. Sempre sem camisa, ele aparece empunhando rifles a caçar animais perigosos, ou a cavalo, ou a pescar. Há quem diga que seria um excelente protagonista para a banda pop Village People. E, na esteira, sua viagem com o príncipe Albert II de Mônaco é comparada com a dos caubóis gays no filme O Segredo de Brokeback Mountain.
Putin, como seus fãs, vive no passado. Nas minhas várias visitas a Moscou logo após o fim do comunismo, ouvi russos repetirem que no país deles não havia Aids porque não lá não existiam homossexuais. O preconceito contra gays persiste como nos tempos dos czares que usavam o Estado para controlar as escolhas morais. Nos anos 1960 e 1970 gays eram considerados fascistas e pedófilos. E, quando a lei contra a homossexualidade foi revogada em 1993, não houve anistia para aqueles atrás das grades acusados de sodomia.
A crise econômica reforça estereótipos. E o mesmo pode ser dito em relação a países a viver no passado. Os sete a aplicar a pena de morte para gays são muçulmanos. Em Uganda, gays passam a vida na prisão. Na Nigéria pegam até 14 anos de cadeia. O preconceito contra gays também reina na Europa. O conselheiro da legenda conservadora britânica Ukip, David Silvester, foi suspenso porque disse que os recentes dilúvios no reinado foram provocados pela adoção do casamento gay. Já na França, um movimento contra o casamento gay, recentemente aprovado, aglutinou grupos católicos, direitistas moderados e extremistas.
Que podemos esperar de Putin? Os Jogos de Inverno, os mais caros da história (avaliados em mais de 30 bilhões de euros), foram patrocinados por uma caterva de nebulosos investidores em um país onde reinam as máfias, ou, pelo menos, aquelas que não confrontam Putin. A mídia é censurada. Gays, espancados. Putin está no poder desde 2000. Não passa de um czar homofóbico.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/01/140122_banheiros_sochi_privacidade_fn.shtml

Falta de privacidade em banheiros das Olimpíadas de Sochi gera polêmica
Uma foto feita por um correspondente da BBC na Rússia mostrando um banheiro masculino em uma das instalações construídas para as Olimpíadas de Inverno de Sochi, que ocorrem em fevereiro, causou polêmica no Twitter.
A foto foi feita no banheiro do centro de biatlo e postada na segunda-feira no Twitter pelo correspondente em Moscou Steve Rosenberg.
“Visão dupla no banheiro masculino do Centro Olímpico de Biatlo”, postou Rosenberg junto com a foto.
A repercussão foi rápida e a foto foi retuitada pelo líder da oposição do país, Alexei Navalny, entre outros políticos.
Navalny questionou como o orçamento para os jogos, que, segundo a divulgação foi de US$ 50 bilhões (pouco mais de R$ 117 bilhões), foi gasto.
“Este é um banheiro masculino em centro de imprensa das Olimpíadas de Sochi (construído) com 1,5 bilhão de rublos (mais de R$ 105 milhões)”, escreveu o líder da oposição em seu perfil no Twitter.
‘Não tem preço’
Entre outros blogueiros e comentaristas políticos, a foto gerou piadas, descrença e até associações com o recente debate sobre os direitos dos gays na Rússia.
“Duas privadas – 28 mil rublos (quase R$ 2 mil). Centro de imprensa olímpico – 1,5 bilhão de rublos. Constrangimento global – não tem preço”, postou um blogueiro fazendo referência a uma propaganda de cartão de crédito.
Outros fizeram piada relacionando o problema à polêmica lei assinada pelo presidente Vladimir Putin em junho deste ano. A legislação bane a divulgação de informações sobre “orientação sexual não-tradicional” para os menores de 18 anos, o que acaba definindo a homossexualidade como uma ameaça para crianças e para a família.
“É assim que eles entendem as necessidades da minorias sexuais”, afirmou um tuíte.
Ao notar que também não há suportes para papel higiênico no cubículo, outro comentou: “Rasgue um pouco de papel antes de se sentar”.
O Centro de Biatlo teve a construção concluída há cerca de dois anos, com investimentos da companhia estatal russa de fornecimento de gás Gazprom.
“O prédio é uma das maiores e mais confortáveis estruturas deste tipo no mundo”, disse um representante da companhia à agência de notícias russa Interfax, quando as obras foram concluídas.
Duas privadas colocadas juntas sem uma separação pode ser algo incomum nas partes europeias da Rússia, mas não é algo totalmente desconhecido em outras regiões, segundo o blogueiro Nikita Likhachev, no site de notícias russo Tjournal.
Entre os exemplos mostrados pelo blogueiro estão banheiros parecidos em outras instalações esportivas e até em restaurantes.
Likhachev também postou uma foto de uma fileira de tábuas colocadas em um campo. Logo abaixo, ele colocou a legenda: “banheiro do Exército”.
Flávio Furtado de Farias
25 de janeiro de 2014 2:01 pmSinceramente…
… Tenho lido algumas matérias sobre estes banheiros, mas sinceramente, acho esta ligação entre banheiros comunitários e homossexualidade uma coisa meio sem lógica…
Quer dizer que ver outra pessoa do mesmo sexo nua incetiva a prática homossexual?
Sei não! mas não é por aí!