As manobras do bolsonarismo nas eleições para Procurador Geral do MPE do Rio

Uma maneira de dissipar desconfianças seria os três mais votados, imediatamente após as eleições, firmarem um compromisso de manutenção das investigações e de independência do MPE.

Nos últimos tempos, conduzido pelo Procurador Geral Eduardo Gussem, o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro manteve acesa a dignidade da profissão, conspurcada pela promiscuidade da Lava Jato de Curitiba. Tocou inquéritos sensíveis, contra o poder ameaçador dos Bolsonaro, contra seus aliados nas milícias e no Escritório do Crime, sem se deixar intimidar.

Com as eleições para o o novo procurador há ameaças pairando no ar. Um dos candidatos é  Marcelo Rocha Monteiro, que já apareceu em fotos com a camisa de Bolsonaro. Mas não é o candidato visto como maior ameaça à independência do MPE.

Pela legislação fluminense, o PGE precisa necessariamente sair da lista tríplice. Há dois candidatos fortes, os promotores Luciano Mattos e Virgilio Stravidis. E um candidato fraco, justamente Marcelo, por suas ligações bolsonaristas. A maior ameaça, segundo fontes diretamente ligadas nas investigações sobre Flávio Bolsonaro, é a procuradora Leila Costa, discreta mas, segundo informações de dentro do MPE, com ligações pessoais com os Bolsonaro. A candidatura de Marcelo, segundo essa ótica, seria uma espécie de boi de piranha, para deixar passar a boiada.

Uma maneira de dissipar desconfianças seria os três mais votados, imediatamente após as eleições, firmarem um compromisso de manutenção das investigações e de independência do MPE.

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