
Por Beatriz Nassif
não pode dar sua opinião em roda com homem.
não pode pegar vários.
não pode beber.
não pode fumar.
levantar o tom pra homem que te desrespeita? não pode.
e batom vermelho? ROUPA CURTA? pfff não pode. “não quero casar”. não pode!
“não quero ter filhos”. ta aqui pra que então?
ver homem revirar os olhos quando falo que quero engenharia já faz parte do dia a dia.
assédio verbal já to até acostumada.
estranho seria ir até a padaria na esquina e não ouvir 5 caras assobiando, gritando, buzinando. “ui novinha”, “cachorra”.
estranho seria ir na balada e não ter que lidar com pelo menos 10 caras te encoxando, te agarrando, tentando te beijar à força a noite inteira.
ouvir amigos falando “ela é insuportável, mas é gostosa demais”.
sair de rua à noite, ver que tem alguém atrás de você e quase chorar de alívio quando percebe que é uma mulher.
e aí homem, cê tem medo de ser roubado? assaltado? pois é, antes fosse esse nosso medo! se viesse um cara pra cima de mim eu até sorria se ele quisesse só meu celular!
incontáveis as meninas que conheço que já sofreram abuso sexual. que foram silenciadas. culpabilizadas. você acha que essas meninas querem flores? flores a gente deixa no cemitério: pras milhares de mulheres mortas em casa pelos seus parceiros.
o que você já deixou de fazer por ser mulher?
melhor: o que você passou a fazer depois de conhecer o feminismo?
8 de março é dia de luta.
Jair Fonseca
8 de março de 2016 9:55 pmDe novo, pra não dizer que não falei de rosas
A data originalmente marca as lutas das mulheres trabalhadoras nos Estados Unidos. Ou seja, vem dos movimentos socialistas. E hoje quase ninguém sabe disso, quando o marketing manda entregar flores a mulheres. Trago aqui o belo hino do movimento, surgido numa greve em Massachusetts, de 1912, atribuído a James Oppenheim: “Bread And Roses”, gravado depois por muita gente e que deu título a filme de Ken Loach. As rosas simbolizam, claro, o amor, o cuidado e a consideração delicada que tanto faltavam às mulheres, principalmente as das classes trabalhadoras, tão brutalizadas, além de pobres. “Hearts starve as well as bodies; give us bread, but give us roses.” As rimas se perdem na tradução, mas é lindo: “Corações são famintos como corpos; dê-nos pão, mas dê-nos rosas”.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=VEffTvbVqmc%5D
André Oliveira
8 de março de 2016 10:07 pmA única coisa que uma mulher
A única coisa que uma mulher não pode fazer por ser mulher é xixi no mictório, o resto é xororô neo-feminista.
Ze Guimarães
8 de março de 2016 11:24 pmA origem do machismo
Um conto sobre a feminilidade nos tempos antigos
Nos tempos pre históricos, muito antigos não existia o machismo. A maior prova disto, é que haviam Templos para deusas, em grande quantidade nos povos da antiguidade. Quando então, a humanidade enveredou para uma sociedade machista?
Nos tempos antigos, não existia nem o machismo, nem o feminismo. A mulher, era a Guardiã da Pureza, na maioria dos povos. A ela era dado lugar de destaque, até mais Elevada do que o homem, era considerada. Eram as Sacerdotisas, as Xamãs, que na verdade governavam a sociedade nos tempos antigos. O governante, o Cacique, apenas obedeciam os conselhos das Sacerdotisas e as Xamãs. Naqueles tempos as mulheres eram consideradas Heróicas criaturas que se comunicavam com os deuses, e aconselhavam Reis.
Exemplos não faltam para ilustrar estas “lendas”. Na sociedade Celta, a mulher era estremamente valorizada, seja como druidesa ( Sacerdotisa) , ou como curandeira, especialista em ervas, eram elas que praticavam a medicina. Também tinham o dom da vidência, e se comunicavam com os deuses da mitologia celta.
Nas sociedades indígenas, a mulher tinha tanto destaque, que era ela quem escolhia o marido, e não ao contrário. Ela levava um prato de comida para o pretendente, caso este aceitasse, o casamento era marcado; caso recusasse, ela continuava a sua busca por um esposo. Sem falar no papel de Xamã, pois a mulher com a sua intuição, era o elo de comunicação com os seres da floresta, uiaras, e outros seres fantásticos da mitologia antiga. As Xamãs, nas tribos da américa do Norte eram famosas.
Nas sociedade sumerianas e gregas, eles construiram Templos para Astarte, a deusa da Pureza, e também havia a divindade Héstia que cuidava do lar, e auxiliava as mulheres em seus afazeres.
Nas sociedades africanas, a mulher também assumia papel de Xamã. No filme “Zumbi dos Palmares”, a Xamã “Acotirene” escolhe Gangazumba, para seu sucessor. No filme, ela tem aquela visão, aquele sonho das praias de areia branca, que era o Paraíso, da mitologia Africana. Ela também entrava em contato com as entidades da Religião afro, se comunicava com elas, e se aconselhava.
Em Sabá, na antiguidade, ficou célebre a Rainha de Sabá Biltis, ou Rainha do Sul, como também era conhecida, que visitou o Rei Salomão, visita descrita até na Bíblia. .
Em todas estas sociedades antigas, a mulher era extremamente valorizada com papel especial de destaque. Estas sociedades eram conservadoras, de costumes, e de recato, mas jamais machistas. Isto porque a intuição da mulher, mas sensivel era muito valorizada nos tempos antigos, para tomar aconselhar, para lidar com profissões de cura, para profissões de sabedoria.
Só muito depois, a ganância da humanidade passou a valorizar mais o intelecto do que a intuição. Aí o machismo surgiu. A intuição, dava Sabedoria, mas o intelecto conhecimento. A intuição dava Harmonia e Equilibrio, mas o intelecto dava poder e riqueza. E o intelecto que antes era subordinado a intuição, inverteu os papeis, assim, o poder e a riqueza, passaram a ser mais valorizados do que a Justiça e Harmonia.
“O fato de uma pessoa ser conservadora no recato, não quer dizer, obrigatoriamente, que ela seja machista. Podemos ser conservadores nos costumes, e abominar o machismo.
“Não há problema algum em ser conservador, desde que não se imponha este conservadorismo aos outros, e o mesmo se pode dizer a respeito dos costumes “progressistas”.”
Meire
8 de março de 2016 11:48 pmDepois de começar a conhecer
Depois de começar a conhecer o feminismo, comecei também, a estudar (pouco por enquanto) exegese bíblica. Espaço totalmente masculino não faz muito…
“A libertação das mulheres é difícil. Muito mais difícil é a libertação dos homens. Pois os homens, por intermédio da “educação” e das condições de vida, foram integrados mais fortemente do que as mulheres nas estruturas de práticas dominadoras. Eles foram treinados a participar do poder, ou a fracassar. É difícil sentir e tentar imitar o amor “partidário de Deus (O Deus de Jesus Cristo sempre olhou primeiro as vítimas, ele estava a seu lado e as ajudou a se colocarem de pé e a viverem solidariamente entre si), quando o dia-a-dia grita: “Imponha-se! Vê se consegue “subir”! Ajuste-se aos que mandam!”
Citemos um exemplo: sempre ouvimos políticos e dirigentes eclesiásticos afirmarem, quando se trata de algum conflito social, que Deus está aí para todos e que a Igreja tem de preservar a neutralidade. Aí não é mencionado o amor partidário de Deus. Ele se orienta dentro do contexto das vítimas. A estratégia da neutralidade eclesiástica se orienta pelas relações políticas de poder. Libertação de mulheres é difícil. Mas mais difícil é a libertação de homens. Deus é Deus para todas as pessoas somente quando ele toma o partido das vítimas.
(MULHERES NO NOVO TESTAMENTO – EXEGESE NUMA PERSPECTIVA FEMINISTA- de Luise Schottroff)
Zarastro
9 de março de 2016 10:59 amHenfil e o movimento homista
Henfil, sempre à frente de seu tempo, já sentia essa necessidade lá em 1980. E e escancarou essa necessidade, ironicamente, na TV Globo. (…) ‘Estou aproveitando o aconchego maternal do ‘TV Mulher’ para lançar o movimento homista. O homem, enquanto polícia e carcereiro da mulher, é tão oprimido quanto ela. Só juntos os dois conseguirão se libertar’. Quanto à repercussão deste seu trabalho junto ao público, diz que o que mais o gratifica são os ‘olhares cúmplices’ das mulheres nas ruas: ‘quero que elas percebam o quanto nós, homens, somos tolos, insensíveis, inseguros e dependentes. Chega de não poder chorar, sentir medo, brincar com bonecas, mexer com plantas. Nós temos que ser resgatados’.
Grauninha
8 de março de 2016 11:50 pmÉ da sua Bibi, Nassa?
Ave se sentindo envelhecer jovialmente!