4 de junho de 2026

“Babaquice” de Lula ou “babaquice da Folha?

 

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  1. Marco Vitis

    17 de maio de 2014 11:17 pm

    A ONDA

    Acabo de assistir ao filme “A Onda”. É aquele filme que desenvolve o argumento de que sempre é possível implantar uma ditadura fascista.

    No início era apenas um experimento divertido e o professor Wender é indicado como líder autocrático e passa a exercer a função de doutrinador.

    Com finalidade aparentemente solidária e libertária, as ideias defendidas e os valores transmitidos dominam a consciência de um grupo vulnerável de estudantes.

    As ações praticadas levam o grupo a se constituir numa falange fascista.

    Esse filme tem similaridade com o que acontece hoje no Brasil.

    Dois artistas sensíveis já tiveram essa percepção, mas não souberam identificar a causa do fenômeno. Estou me referindo a Nei Matogrosso e Wagner Moura.

    Vivemos em uma sociedade historicamente desigual, injusta e, por isso mesmo, vulnerável às soluções totalitárias.

    Diariamente o corpo social é envenenado por ideias que disseminam o ódio e estimulam às ações violentas. Os cidadãos socialmente explorados, aqueles que são vítimas de uma abominável dominação secular, são induzidos ao justiçamento. Pessoas são linchadas por pequenos delitos ou por crimes que nunca cometeram, como foi o caso daquela mulher no Guarujá. Jovens sectários sentem-se estimulados aos atos de puro vandalismo. Estas parcelas da sociedade são agentes inconscientes de um processo que, se bem sucedido, reverterá prioritariamente contra eles. Estão espontaneamente contribuindo para a construção de sua própria senzala.

    O professor Wender tem seus análogos em nossos jornais, revistas e redes de TV: Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes, Raquel Sherazade…

    O Estado Democrático de Direito está sendo sutilmente corrompido.

    É preciso uma reação democrática contra essa onda fascista que pretende nos dominar.

     

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