5 de junho de 2026

Biden lamenta fim de Roe x Wade e apela por um Congresso capaz de restaurar o direito ao aborto

"Mulheres vão ter que carregar o fruto de estupro. Isso me deixa estarrecido", disse Biden
Joe Biden em discurso na Casa Branca, em 2022, em Washington - Foto: AP Photo/Evan Vucci

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez um pronunciamento no começo da tarde desta sexta, 24, lamentando a decisão da Suprema Corte que derrubou o direito ao aborto no plano nacional.

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O direito ao aborto estava em voga a partir do julgamento do caso Roe x Wade, da década de 1970. Naquele momento, a Suprema Corte decidiu que a interrupção da gravidez ainda nos primeiros meses era uma decisão da mulher, no âmbito das liberdades individuais, uma garantia constitucional.

Agora com uma formação mais conservadora – um terço dos ministros foram indicados pelo republicano Donald Trump – a Suprema Corte decidiu derrubar a previsão legal. Segundo Biden, a partir de agora, cada estado está livre para sancionar imediatamente as leis locais que proíbem o aborto em qualquer situação.

“Mulheres vão ter que carregar o fruto de estupro. Isso me deixa estarrecido”, disse Biden.

“Não significa que a luta terminou. O único caminho para garantir o direito de escolher é o Congresso restaurar Roe x Wade com uma lei federal. O Congresso não tem voz suficiente para fazer isso hoje. Precisamos eleger congressistas, nas eleições de meio de mandato, que possam restaurar esse direito”, apelo Biden.

“Nas eleições de meio de mandato, as liberdade individuais estarão no centro do voto“, projetou Biden. Em outro momento, o presidente cravou que “políticos não podem interferir em decisões tomadas entre uma mulher e um médico.”

BIDEN DEFENDE QUE MULHERES VIAGEM PARA ESTADOS ONDE O ABORTO AINDA SERÁ POSSÍVEL

Como cada estado pode ter uma lei própria a respeito do aborto, Biden defendeu que as mulheres que querem recorrer ao procedimento viagem para a região onde a proibição não estará em vigor. O presidente dos EUA explicou que a Suprema Corte não criminalizou esse translado e seu governo trabalhará com essa brecha.

“É uma sombra que se lança sobre o país, mas alguns estados ainda reconhecem o direito da mulher. Se algum mulher vive num estado que proíbe o aborto, saiba que a Suprema Corte não proíbe que ela viaje até outro estado para buscar o aborto. Não proíbe o médico de viajar para um estado onde ele possa fazer o aborto. As pessoas podem viajar para buscar o atendimento que elas precisam. Meu governo vai defender isso.”

O governo democrata também vai defender as drogas anticoncepção liberadas pela FDA, a agência reguladora de medicamentos dos EUA.

“Há remédios que podem interromper gravidez em estado inicial. Alguns estados querem proibir acesso a esses medicamentos. Vamos tentar impedir que esse controle seja feito”, prometeu.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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