6 de junho de 2026

“Big techs não iam ficar só olhando meu crescimento”, diz Jones Manoel após censura da Meta

Nesta quarta-feira (6), o historiador e comunicador Jones Manoel teve as contas do Facebook e Instagram derrubadas pela Meta
Foto: Reprodução/YouTube Farol Brasil

A Meta apagou as contas do historiador e educador popular, Jones Manoel, no Facebook e Instagram. A decisão tomada nesta quarta-feira (06) veio após o crescimento acelerado de seus perfis, especialmente no Instagram, onde havia ultrapassado a marca de 1 milhão de seguidores.

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“É claro que as Big Techs não iam ficar só olhando o crescimento de uma figura política como eu sem acontecer nada”, manifestou Jones, ao relatar o caso em seu canal do YouTube “Farol Brasil”, nesta quinta-feira.

Segundo Jones, não houve campanha de denúncias, nem qualquer justificativa apresentada pela empresa para a remoção dos perfis. A Meta também teria negado a ele a possibilidade de recorrer. O historiador levará o caso à Justiça.

“Jones Manoel buscará o Poder Judiciário não apenas para reparar os danos sofridos, mas, sobretudo, para reafirmar um princípio fundamental de qualquer democracia: a liberdade de expressão não pode estar sujeita ao arbítrio de corporações privadas que, muitas vezes, operam como verdadeiros censores digitais”, manifestou a defesa, representada pelo escritório Flora, Matheus e Mangabeira Sociedade de Advogados, em parceria com Biedermann e Gonçalves Advogados, em nota.

O bloqueio ocorre após a viralização de um vídeo no qual o historiador enfrenta e desmonta com argumentos 20 conservadores em um debate no quadro “Zona de fogo”, do canal Spectrum, no YouTube.

Ele classifica a medida da Meta como um exemplo de “colonialismo digital” e convoca sua base de apoio a se mobilizar pela recuperação das contas na Justiça. “Eles deixam a gente falar enquanto for irrelevante. Quando a propaganda comunista começa a dar resultado, vem a censura”.

O comunicador se preparava para uma série de aparições públicas, incluindo debates no Flow Podcast e no canal Três Irmãos, programas que, segundo ele, ampliariam ainda mais sua projeção nas redes sociais.

Ele também recomendou a leitura do livro “Colonialismo Digital: uma perspectiva hacker-fanoniana”, de Davidon Faustino e Walter Lipoli, como chave para entender o papel das big techs no silenciamento de vozes dissidentes.

Além de historiador, Jones Manoel é militante do PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário). Com uma base teórica forte e uma presença natural nas redes sociais, ele tem se destacado como uma das vozes mais influentes da esquerda digital no Brasil.

Seu discurso questiona o neoliberalismo e a privatização do Estado, denuncia o poder das Big techs e o uso da desinformação pela extrema direita, e tece duras críticas à elite dominante que oprime os mais pobres.

Jones Manoel participou de um debate no programa TVGGN Justiça, apresentado por Luís Nassif, sobre a desmilitarização e unificação das polícias no Brasil. O episódio foi transmitido em 13 de setembro de 2024, no canal do YouTube da TV GGN. Acesse abaixo:

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    7 de agosto de 2025 5:30 pm

    Esse cara tem que processar a Meta. Tenho certeza de que ele conseguirá uma liminar para que o perfil dele seja rapidamente restaurado. A indenização por dano moral é outra conversa, porque a Justiça brasileira parece “gostar” mais das Big Techs do que dos cidadãos brasileiros.

  2. Anônimo

    7 de agosto de 2025 8:50 pm

    Alguém sabe se ele pode entrar com processo nos EUA?

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