BNDES contratou auditoria milionária para “se proteger” de lei dos EUA

De acordo com o presidente do BNDES, a indicação da banca norte-americana que fez a auditoria ocorreu em setembro de 2017, pela empresa de KPMG

Jornal GGN – Gustavo Montezano, presidente do BNDES, afirmou à imprensa na terça (28) que o banco contratou a auditoria milionária sobre operações com a J&F para “se proteger” de investigação por violação às leis anticorrupção no Brasil e Estados Unidos.

De acordo com Montezano, as 8 operações com a J&F envolviam o montante do 21 bilhões de reais. A auditoria – que custou, segundo o BNDES, R$ 48 milhões (mas há indícios de que ultrapassou os R$ 70 milhões) – concluiu que não houve corrupção no financiamento ao projeto de expansão da holding da JBS.

O escritório norte-americano responsável por fazer a auditoria foi o Cleary Gottlieb Steen & Hamilton LLP. De acordo com o presidente do BNDES, a indicação da banca ocorreu em setembro de 2017, pela empresa de auditoria KPMG, que aconselhou o BNDES a “se proteger” contra investigação. A KPMG ainda revisou passo a passo a auditoria da Cleary.

Em 2017, a JBS negociava acordo de leniência com autoridades brasileiros e norte-americanas. Os Estados Unidos usam a lei Foreign Corrupt Practices Act (FCPA) para investigar empresas estrangeiras por esquemas de corrupção que tenha algum elo com o País. Dessa forma, processaram a Petrobras, Odebrecht, Braskem, Embraer, entre outras.

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