Bolsonaristas denunciam Alexandre de Moraes em Haia a convite da ultradireita europeia

Dolores Guerra
Dolores Guerra é formada em Letras pela USP, foi professora de idiomas e tradutora-intérprete entre Brasil e México por 10 anos, e atualmente transita de carreira, estudando Jornalismo em São Paulo. Colabora com veículos especializados em geopolítica, e é estagiária do Jornal GGN desde março de 2014.
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Eduardo Bolsonaro, Bia Kicis e Gustavo Gayer querem denunciar "perseguição contra a direita" em evento no Parlamento Europeu

Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

A convite da ultradireita do Parlamento Europeu,  os deputados bolsonaristas Bia Kicis (PL-DF), Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Gustavo Gayer (PL-GO) embarcaram ontem (8) para Bruxelas com o objetivo de denunciar a “perseguição contra a direita” sofrida no Brasil.

Nas redes sociais, Kicis afirmou que os parlamentares pretendem dar continuidade ao trabalho iniciado durante viagem feita aos Estados Unidos.

A viagem ocorre durante a tensão entre Elon Musk, proprietário da plataforma X (ex-Twitter) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, quanto à remoção de perfis considerados disseminadores de notícias falsas. 

Em território europeu, o deputado Eduardo Bolsonaro postou foto ao lado de seu anfitrião, o deputado espanhol Herman Tertsch (VOX).

O eurodeputado e vice-presidente do ECR (Grupo dos Reformistas e Conservadores Europeus) já foi condenado por difamar familiares do também parlamentar Pablo Iglesias (PODEMOS).

Herman é filho do jornalista e diplomata nazista Ekkehard Tertsch, que trabalhou diretamente com Josef Hans Lazar, responsável pela propaganda do Terceiro Reich na Espanha.

Em sua conta no Twitter, Tertsch homenageou Olavo de Carvalho no marco de seu falecimento, além de emitir menções de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos responsáveis pela tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro.

“O comunismo não é um grande ideal que se corrompeu. É uma perversão que se vendeu como um grande ideal. Que descanse em paz o sábio e corajoso Olavo de Carvalho.”
“O líder Bolsonaro, que dirige a economia mais sólida da América, não pode perder as eleições para um comunista ex-presidiário.”
“Os 1500 brasileiros presos ontem por ordem de Lula estavam em um acampamento que nada teve que ver com o ataque. Despejados em instalações esportivas, sem água, nem comida, nem assistência de advogados. Suas prisões foram ilegais. Uma idosa morreu e há casos graves.”

O grupo parlamentar já havia realizado um tour aos Estados Unidos em novembro do ano passado, quando se reuniram com a deputada Marjorie Taylor Greene, envolvida com o movimento QAnon e com o ex-deputado George Santos, que foi cassado por roubo de identidade e fraudes bancárias.

Uma segunda viagem em março deste ano citava nominalmente o ministro Alexandre de Moraes enquanto responsável por abusos políticos na esfera jurídica em relação aos presos pela tentativa de golpe de 8 de janeiro.

1 Comentário

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  1. Essa tentativa de intimidação é uma munição falha que vai explodir na cara dos bolsonaristas quando eles tentarem recarregar a arma.

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