21 de maio de 2026

Bolsonaro diz que homem do campo não parou de trabalhar na pandemia e índice de morte foi baixo

A declaração sem embasamento foi dada na cerimônia de inauguração da Estação Radar de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, região com mais 37 mil casos confirmados do vírus
Foto: Reuters/Adriano Machado

Jornal GGN – Em meio a mais de 107 mil vidas perdidas e 3 milhões de infectados pela Covid-19, Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta terça-feira, 18 de de agosto, que o homem do campo não parou de trabalhar durante a pandemia e que o índice de mortos pela doença neste grupo foi baixo. As informações são da Reuters. 

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A declaração, sem dados confirmados, foi dada pelo mandatário durante a cerimônia de inauguração da Estação Radar de Corumbá, no Mato Grosso do Sul. “O homem do campo não parou de trabalhar, não teve lockdown, todos trabalharam e o índice de mortos foi o mais baixo de todos, levando-se em conta os demais setores”, exclamou.

No entanto, ao olhar para os dados da saúde do Mato Grosso do Sul, importante região agrícola, as informações vão na contramão da fala de Bolsonaro. Segundo o Ministério da Saúde, o Estado já registrou 37.425 casos e 640 mortes pela Covid-19 até esta segunda-feira, 17 de agosto. 

Ao lado da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que é deputada licenciada pelo Estado, Bolsonaro ainda elogiou sua decisão sobre a abertura de novas fronteiras para exportações agrícolas.

“Nosso governo enfrentou essa questão da pandemia, logicamente tendo à frente uma das baluartes, a nossa querida ministra aqui do nosso querido Mato Grosso do Sul”, elogiou ao se referir a Tereza Cristina.

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5 Comentários
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  1. Carlos Elisio

    18 de agosto de 2020 3:47 pm

    Quem tem boca fala o que quer.
    Imbecil é quem acredita em falácias como as diuturnamente vomitadas por membros deste (des)governo.

  2. Eduardo

    18 de agosto de 2020 3:47 pm

    Se ele tivesse o mínimo de conexão com a realidade saberia que o trabalhador do campo, em sua maioria, exerce sua função sob uma quarentena eterna.

    1. Elvys

      18 de agosto de 2020 11:44 pm

      Exatamente isso; tenho contato com fornecedores de insumos agricolas. O que escuto com frequencia: o produtor está na ‘roça’ em quarente e somente virá à cidade para o necessário. E outro detalhe: qual é o maior índice? População rural ou população urbana? Pois é…

  3. Aleks

    18 de agosto de 2020 10:10 pm

    Se dividirmos 640 mortes por 37.425 casos, teremos uma taxa de letalidade 1,71%. A taxa de letalidade do Brasil é de 3,2%, ou seja, no Mato Grosso do Sul é um pouco mais que a metade do país.

    Para ser mais conclusivo, tem que analisar o número de casos e óbitos pelo tamanho da população e, principalmente, por faixa etária. A partir destes dados fazer a comparação com outras localidades.

    Qual é a faixa etária do trabalhador do campo? Qual a proporção da população encontra-se nesta faixa etária?

  4. VALDIR CARRASCO

    19 de agosto de 2020 12:19 am

    Apesar de ser ex-militar e correr o risco de ser avaliado por essa característica profissional, continuo não acreditando que o boçalnaro seja burro; acho que é só cafajeste mesmo. Afinal, é impossível que ele não saiba quais são as características do trabalho do homem do campo: praticamente um solitário no seu pedaço de chão. Seja manuseando a enxada, dirigindo o trator ao arar a terra, montado na colheitadeira para colher seus produtos agrícolas, montado no cavalo para cuidar do gado no campo, etc, etc, etc, a verdade é que esse homem está sozinho em sua labuta na maioria das vezes. Não vive cercado de colegas no trabalho, talvez nem máscara precise usar por não ter a quem proteger de suas gotículas ou nem precisa de proteger das gotículas de outros. Enfim, o campo e um ar livre só, sem ambientes contaminados porque muitos os manuseiam. E, sabendo disso, o boçalnaro age cafajestemente porque insiste em sua tese de que a pandemia arruinou a economia. Tudo bem, a pandemia piorou as coisas, mas falta honestidade ao boçal para admitir que seu desgoverno vem capengando sob a burrice ultrapassada de seu ministro da economia que ainda não descobriu, até agora, que é preciso fazer girar a economia com dinheiro girando de mão em mão, de bolso em bolso, de conta em conta….mas isso só se consegue com renda para o trabalhador e não com retirada de direitos trabalhistas, e não dando-nos perspectiva de futuro ameaçador sem garantia de aposentadoria, e não arrumando brigas idiotas com parceiros comerciais do país, e não espantando investidores estrangeiros com a tragédia das queimadas na amazonia e no pantanal…….enfim, ele sabe disso tudo, mas é cafajeste e, portanto, fala mais uma bobagem e o zé povinho fica cada vez com mais vergonha de um presidente só supostamente idiota.

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