Bolsonaro faz bazófia com combustíveis para prestar contas a Dedéco , por Luis Nassif

Que Bolsonaro é um completo sem noção, não se discute. Agora, o imbroglio montado em torno dos impostos sobre combustíveis têm a lógica: ele deve sastisfações ao Dedéco

Que Bolsonaro é um completo sem noção, não se discute. Agora, o imbroglio montado em torno dos impostos sobre combustíveis têm a lógica torta de um presidente que só consegue enxergar no seu entorno.

Uma das bases de apoio de Bolsonaro é Wanderley Alves, o Dedéco, líder da paralisação dos caminhoneiros em maio de 2018. Bolsonarista assumido, Dedéco toureou seus liderados quando a Petrobras, sob Bolsonaro, manteve a política de preços de Pedro Parente.

Mas é uma liderança sob escrutínio permanente, pois desgastada por aumentos sucessivos nos preços dos combustíveis. E pelos dogmas de Paulo Guedes, de que os preços internos precisam acompanhar sempre as cotações internacionais.

Alguma alma penada provavelmente sugeriu a Bolsonaro que a culpa dos preços dos combustíveis era do ICMS estadual. Foi a deixa para tentar transferir o desgaste para os governadores. Depois, quando confrontado por eles, veio com essa aposta típica de fanfarrões: eu tiro os impostos federais se vocês tirarem as estaduais, proposta absolutamente sem nexo, apenas para dar satisfações para caminhoneiros.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

Leia também:  Nouriel Roubini: vem uma depressão pela frente?

10 comentários

  1. Bolsonaro só deseja prestar contas a gente descompromissada com a nação brasileira. É a “diplomacia” miliciana, que se alinha apenas com os parças e comparças.

    26
  2. Convenhamos, o ocupante da cadeira da presidência da República é muito bom em pautar a mídia e,em consequência, seu rebanho.
    É preciso sair deste imbróglio. Que o político, até por sua natureza tente pautar a mídia, é aceitável e até justificável já que,em tese,estaria colocando pontos de interesse público.
    O que não é aceitável é a mídia dedicar-se pautar diariamente por pontos que visam única e exclusivamente distrair a atenção de problemas muito maiores e que,estes sim,deveriam ser a pauta desta mídia.
    Só para lembrarmos, o sujeito em questão está a 400 dias ocupando a presidência da República que,somados a praticamente dois anos e meio do mandato do golpista I,resulta em aproximadamente 4 anos,ou um mandato completo, em que essa gente vem,de um lado entregando o país a preço de banana e,de outro,vendendo a ilusão de um futuro que nunca chega.
    Primeiro bastava tirar a presidenta Dilma, depois isso já não bastava,era preciso uma reforma trabalhista que tirasse os direitos dos trabalhadores. Também não bastou! A reforma da previdência, essa sim,era mãe de todas as reformas. Com essa os empregos abundariam e,ainda que com atraso, o tão sonhado momento de glória de nosso país chegaria.
    Como todas as outras,também não bastou.
    Mas agora vai. Com a reforma tributária o céu voltará a ser de brigadeiro e a retomada do crescimento será uma realidade.
    Bem,está ainda não ocorreu mas,pelo passado,podemos adivinhar que também não bastará.
    A parte do país que ainda acredita ,não somente nesse sujeito, mas na política que ele representa, em algum momento terá de despertar e entender que eles tinham presente e trocaram por um futuro,futuro que,como dissemos, nunca chega.
    Não é de graça que esse sujeito idolatra, entre outros do gênero, o homem que enriqueceu vendendo ilusões com seu baú.

    20
    • Vladimir (quinta-feira, 06/02/2020 às 19:55),
      Correto Vladimir. Se quando fez a declaração, alguém da mídia tivesse retrucado Bolsonaro, perguntando a quem destinava a declaração dele. Afinal a declaração dele poderia ser traduzida assim se os governadores forem idiotas e reduzirem o imposto sobre combustíveis prejudicando as finanças já combalidas dos Estados e em razão do repasse obrigatório de 25% para os município prejudicando também as finanças dos municípios, o presidente da República como se fosse um idiota iria reduzir os impostos sobre os combustíveis prejudicando não só as finanças da União como também dos Estados e dos Municípios em razão do repasse obrigatório no caso do IPI.
      Provavelmente se a mídia tivesse feito essa indagação e perguntado a quem se destinava a declaração estapafúrdia de Bolsonaro, ele dentro da contumaz grosseria dele, só teria como alternativa dizer que se destinava ao idiota que fez a pergunta. Se quisesse a mídia poderia aguentar o tranco, mas a grosseria e a idiotia da declaração ficariam transparentes.
      Enfim, o problema não é só Bolsonaro é todo um meio que só se destaca pela clareza e fluência da dicção ou da escrita mesmo que o conteúdo seja nulo.
      Clever Mendes de Oliveira
      BH, 07/02/2019

  3. Eu gostaria de ver se, confrontado, o Guedes responderia com seriedade um questionamento sobre a proposta do Jair. Espero que ainda haja jornalistas em Brasília.

  4. O problema é que quem não entende o funcionamento da política de preços dos combustíveis e não tem ideia de que não se zera impostos assim sem mais nem menos, acredita que o Bolsonaro está certo.
    São diversos memes exaltando a decisão de Bolsonaro, tipo “Presidente quer reduzir preço da gasolina, mas governadores não colaboram!”.
    Para grande parte da população é essa mensagem que fica. Bolsonaro e seus aliados continuam dando de 10 x 0 na comunicação.

  5. Enquanto esse Governo Miliciano Federal continuar comprando a mídia, enganando a população, a Elite Corrupta esmagando o Pobre, os nossos políticos agindo com sempre agiram (oportunistas) …nada vai mudar

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome