Bolsonaro faz produção de cloroquina subir 30% em apenas 1 mês no Brasil

Somente as Forças Armadas, que produzia 250 mil comprimidos a cada 2 anos, criou um estoque de 1,25 milhão no intervalo de de um mês

Jornal GGN – A insistência de Jair Bolsonaro em vender a cloroquina como se fosse a solução para o coronavírus fez a produção da droga disparar e crescer 30% em apenas um mês.

Segundo dados da Anvisa, obtidos pelo jornal O Globo, no final de março, o Brasil tinha um estoque de 8,9 milhões de comprimidos. Na segunda semana de abril, esse montante já era de 11,6 milhões.

Somente as Forças Armadas, que passou a produzir a droga a pedido de Bolsonaro, fez a produção crescer de 250 mil comprimidos a cada 2 anos, para 1,25 milhão em menos de um mês.

Além do laboratório das Forças Armadas (LQFex), a empresa privada Apsen aumentou o estoque de 5,1 milhões para 8,3 milhões de comprimidos.

No primeiro semestre de 2019, 3,4 milhões de comprimidos foram consumidos por mês no Brasil. A cloroquina e seu derivado são usados para combater malária e outras doenças. Nesta quarta (20), o Ministério da Saúde expandiu seu uso para casos leves de coronavírus.

Ministério divulga novo protocolo sobre cloroquina para o SUS

 

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3 comentários

  1. Discordo de: “insistência de Jair Bolsonaro em vender a cloroquina como se fosse a solução para o coronavírus fez a produção da droga disparar e crescer 30% em apenas um mês.”
    Acho que aconteceu o contrário.
    Forçou aumento de produção de um produto sem eficiencia comprovada que pode levar a morte e estocou. Vendo que quem possue um minimo de etica jamais indicaria o uso do produto virou representante comercial ao mesmo tempo que tentou se isentar de responsabilidade por óbitos com uma MP (isenção de agentes públicos). Agora, sob risco de decretada a inconstitucionalidade da MP, para se esconder ainda mais tenta desovar o estoque por decreto.

  2. Bolsonaro parece que herdou uma velha estratégia do malufismo, que consiste em ter um ou dois modos considerados “propositivos”, de cunho publicitário, mas que escondem mazelas graves ou problemas inerentes à proposta.

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