Jornal GGN – O Ministério da Saúde, sem ministro definitivo desde a semana passada, divulgou nesta quarta (20) o novo protocolo para uso de cloroquina na rede pública. A droga, cuja eficácia contra o coronavírus ainda não foi comprovada cientificamente, passará a ser administrada também em casos leves e moderados, e não apenas nos casos graves de covid-19.
No documento (em anexo abaixo), o Ministério admite que faltam provas científicas dos benefícios da cloroquina e hidroxicloroquina, mas permite que o remédio e seu derivado sejam indicados pelo médico. O paciente precisa ser avisado dos efeitos colaterais da substância e assinar um termo de consentimento.
“Apesar de serem medicações utilizadas em diversos protocolos e de possuírem atividade in vitro demonstrada contra o coronavírus, ainda não há meta-análises de ensaios clínicos multicêntricos, controlados, cegos e randomizados que comprovem o beneficio inequívoco dessas medicações para o tratamento da COVID-19. Assim, fica a critério do médico a prescrição, sendo necessária também a vontade declarada do paciente, conforme modelo anexo.”
O protocolo também diz que a “cloroquina deve ser usada com precaução em portadores de doenças cardíacas, hepáticas ou renais, hematoporfiria e doenças mentais” e que “em crianças, dar sempre prioridade ao uso de hidroxicloroquina pelo risco de toxicidade da cloroquina.”
O embate em torno do novo protocolo de cloroquina foi a gota d’água para Nelson Teich, que deixou o Ministério na semana passada. Desde então, o general Eduardo Pazuello está no comando em caráter interino.
Ugo
20 de maio de 2020 10:46 amNinguém assinou? Cadê as patas do milico metido a medico para este charlatanismo?
peregrino
20 de maio de 2020 4:40 pmEnquanto nenhum médico especialista assinar é imposição de governo…
em sendo imposição, é “ditadura terapêutica”
Como bem definiu o Fernando Brito (Tijolaço)