Jornal GGN – Mesmo com as sucessivas declarações de representantes do governo sobre a falta de dinheiro, o presidente Jair Bolsonaro segue de olho nas próximas eleições presidenciais e insinuou ao funcionalismo que os contracheques podem ter um reforço em 2022.
“Eu queria dar um aumento salarial para os servidores antes de terminar meu mandato. No meu mandato, eles não tiveram nenhum aumento”, disse a servidores mais próximos, segundo informações do jornal Correio Braziliense.
A informação sobre esse reajuste não só foi confirmada pelo ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, como foi reforçada por Wagner Lenhart, secretário de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas do Ministério da Economia.
No momento, a maior demanda por reajuste é no chamado “Carreirão”, que engloba mais de 80% do funcionalismo federal, e que está sem correção salarial desde 2017, depois de ganhar 10,8%, em duas parcelas. Carreiras de Estado ganharam 27,9%, em quatro prestações, a última em 2019.
Tanto os servidores como analistas de mercado mostram desconfiança: em entrevista ao Correio Braziliense, Gil Castello Branco, secretário-geral da Associação Contas Abertas, diz que o governo já entrou no ‘modo’ reeleição, e não se sabe de onde sairá o dinheiro necessário para atender a tal demanda, enquanto alas do governo já propõem o rompimento do teto de gastos, a prorrogação do auxílio emergencial, além da substituição dos programas que marcaram a gestão do PT, como o Bolsa-Família.
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