5 de junho de 2026

Bolsonaro teria recebido caixa 2 do PSL, aponta investigação da Polícia Federal

Ex-assessor do ministro do Turismo, pivô do escândalo, admitiu que parte dos recursos que deveria abastecer campanhas femininas foi empregado na campanha presidencial
Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – A campanha presidencial de Jair Bolsonaro teria sido favorecida pelo esquema corrupto de desvio de recursos eleitorais do PSL, afirma o jornal Folha de S. Paulo deste domingo (6).

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De acordo com o diário, a Polícia Federal está em posse de uma planilha e um depoimento que arrastam Bolsonaro para o escândalo que envolve o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (eleito deputado federal pelo PSL de Minas Gerais).

Haissander Souza de Paula, ex-assessor de Álvaro Antônio, afirmou à PF que “acha que parte dos valores depositados para as campanhas femininas, na verdade, foi usada para pagar material de campanha de Marcelo Álvaro Antônio e de Jair Bolsonaro”.

Na planilha encontrada pela PF, há referência a pagamento de material de campanha de Bolsonaro associado à expressão “out”, o que faz os investigadores acreditarem que se trata de pagamento “por fora”.

O valor, porém, teria sido bem pequeno se comparado ao volume gasto numa campanha presidencial: cerca de R$ 4 mil “por fora”, e mais R$ 1 mil com emissão de nota fiscal. Jair Bolsonaro declarou ter gasto pouco mais de R$ 2,4 milhões em sua campanha.

No último dia 17, contudo, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu que fraude à cota de gênero nas eleições leva à cassação de toda a chapa eleita.

Álvaro Antônio foi indiciado pela Polícia Federal por conta do esquema revelado pela Folha em fevereiro de 2019, mostrando que verba pública de campanha da cota do PSL fomentou candidaturas laranjas.

O partido destinou milhares de reais para candidaturas femininas mas, na prática, o dinheiro não era utilizado pelas postulantes, e sim desviado para campanhas de homens do partido.

Há pelo menos 4 candidatas do PSL que, juntas, receberam R$ 279 mil, mas tiveram apenas 2 mil votos. Parte do dinheiro foi parar em empresas ligadas ao gabinete do hoje ministro do Turismo.

Em meio ao escândalo, Bolsonaro se recusa a demitir Álvaro Antônio e a comentar o assunto.

Redação

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1 Comentário
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  1. valdir carrasco

    6 de outubro de 2019 9:58 am

    E daí TSE, quando vão tomar vergonha na cara e agilizarem o julgamento do criminoso boçal e seu partido de cafajestes de plantão, com cassação da chapa e com marcação de novas eleições das quais Lula participe? Será que não se envergonham nem um pouco, dona Rosa? Será que não conseguem enxergar a desgraceira toda que esses criminosos eleitorais estão fazendo no Brasil? Será que essas toupeiras togadas olham tranquilamente para os olhos dos seus filhos e de seus netos, lembrando que a juventude desse país sofrerá as piores consequências quanto à prevaricação de juizes de merda que não enxergam porque não querem os disparos de watsap pagos por empresários cafajestes…e as consequências desse crime eleitoral são essa merda governando o país? Se não agirem, malditos sejam e que morram um a um do pior tipo de câncer e doenças degenerativas……..

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