5 de junho de 2026

Bombardeio atinge hospital em Gaza e mata, ao menos, 500 palestinos

Governo de Israel e Jihad Islâmica trocam acusações sobre autoria do massacre no hospital ao norte de Gaza
Crédito: Reprodução/ CNN

O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza estima que um ataque supostamente israelense atingiu o hospital de Ahly Arab e matou, ao menos, 500 palestinos, número que deverá ser ainda maior, pois além de receber feridos, o local também servia de abrigo para muitos civis que tiveram suas casas destruídas ou cumpriam as ordens de evacuação de Israel.

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“Um novo crime de guerra cometido pela ocupação no bombardeamento do Hospital Al-Ahli Arabi, no centro da Cidade de Gaza, resultando na chegada de dezenas de mártires e feridos ao Complexo Médico Al-Shifa devido ao bombardeamento. Deve-se notar que o hospital abrigava centenas de pacientes, feridos e pessoas deslocadas de suas casas à força devido aos ataques aéreos”, informou o governo.

Se os 500 óbitos forem confirmados, este será o ataque mais mortal promovido possivelmente por Israel desde 2008. O ataque deixou, ainda, centenas de vítimas que estão sob os escombros, de acordo com o ministério.

O líder da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, decretou três dias de luto pelo ataque ao hospital. Já o Hamas afirmou que o massacre foi um genocídio de autoria de Israel.

No calor dos fatos, em resposta ao Hamas, o porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI), Daniel Hagari, disse não ter certeza se o ataque foi promovido pelo exército israelense de fato ou se foi uma falha de lançamento do Hamas.

Mais tarde, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, atribuiu a culpa pela explosão do hospital a um erro da Jihad Islâmica. “(…) o mundo inteiro sabe: os terroristas bárbaros em Gaza são aqueles que atacaram o hospital de Gaza, não as FDI”, diz ele num comunicado. 

Repercussão internacional

O ataque ao hospital em Gaza fez com que vários líderes e entidades se posicionassem contra a investida letal de Israel realizada nesta terça-feira (17). O governo egípcio ressaltou que o bombardeiamento vitimou centenas de pessoas inocentes, o que classifica como uma “violação grave das disposições do direito internacional e humanitário”, assim como “os valores mais básicos da humanidade”.

O Egito também pediu que Israel acabe “imediatamente com as suas políticas de punição coletiva contra o povo de Gaza” e solicitou intervenção de países influentes para pôr fim às violações.

“Apelo a toda a humanidade para que aja para pôr fim a esta brutalidade sem precedentes em Gaza”, afirmou Recep Tayyip Erdogan, presidente turco, na rede social X.

Para o secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Aboul Gheit, o Ocidente tem de acabar com a tragédia em Gaza.

Justin Trudeau, primeiro-ministro do Canadá, classificou o ataque como inaceitável e contrário às leis internacionais.

Leia o posicionamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) na íntegra:

A OMS condena veementemente o ataque ao Hospital Al Ahli Arab, no norte da Faixa de Gaza. O hospital estava operacional, com pacientes, profissionais de saúde e prestadores de cuidados e pessoas deslocadas internamente abrigadas. Os primeiros relatórios indicam centenas de mortos e feridos.

O hospital era um dos 20 no norte da Faixa de Gaza que recebiam ordens de evacuação dos militares israelenses. A ordem de evacuação tem sido impossível de ser executada dada a actual insegurança, o estado crítico de muitos pacientes e a falta de ambulâncias, pessoal, capacidade de camas do sistema de saúde e abrigo alternativo para os deslocados.

A OMS apela à protecção activa imediata dos civis e dos cuidados de saúde. As ordens de evacuação devem ser revertidas. O direito humanitário internacional deve ser respeitado, o que significa que os cuidados de saúde devem ser ativamente protegidos e nunca visados.

*Em atualização.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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5 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    17 de outubro de 2023 6:07 pm

    Hospitais não podem ser designados como alvos militares legítimos. Todos na cadeia de comando (o primeiro ministro de Israel que autorizou o ataque, o general que mandou a operação ser planejada e piloto que executou o bombardeio) cometeram crime de guerra. Mas ao noticiar o que ocorreu a Folha de São Paulo preferiu minimizar um crime de guerra usando o eufemismo “episódio mais mortal”. Aos hipócritas e maliciosos que disserem que o piloto apenas cumpriu ordens, devemos lembrar que a Lei de Guerra garante a quem executa o ato letal o direito se recusar a cumprir uma ordem manifestamente ilegal. A imprensa age muito mal quando se torna coiteira de criminosos de guerra.

  2. Vladimir

    17 de outubro de 2023 7:15 pm

    Os falcões do norte já identificou os culpados:Foram os russos

  3. Elimar

    17 de outubro de 2023 8:51 pm

    Bibi assassino e genocida, prometeu e fez.

  4. +almeida

    17 de outubro de 2023 10:58 pm

    Parece que a preparação para a visita de Joe Biden, amanhã, vai deixá-lo muito orgulhoso do primeiro mimistro e de Israel.
    Será que sem a proteção do Tio Sam e do Reino Unido, Israel teria a mesma coragem que teve, para bombardear um hospital e assassinar covardemente, mais de 500 inocentes indefesos?

  5. Rui Ribeiro

    18 de outubro de 2023 7:41 am

    Antes de ir dormir, li que uma alta autoridade Israelense dizia não ter certeza se o ataque partiu de Usrael enquanto logo depois o Netanyahu afirmou que o mundo inteiro sabia que a carnificina tinha sido obra de um grupo extremista islâmico. Agora leio que Usrael acusa o Hamas de inflar o número de vítimas. Então me alembrei do poeta americano Henry David Thoreau, o qual lançou ao mundo a seguinte pergunta: “When will the world learn that a million men are of no importance compared with one man?”
    E se fosse apenas uma vítima? O problema é quantitativo?

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