20 de maio de 2026

Brasil em Transe: o fim do arco-íris

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“Moro e o TRF_4 deram um pote de ouro para o PT na campanha presidencial”

Lula, em 08/07/2018, sobre o saldo da batalha judicial em torno do HC para sua libertação

cerca de 40 anos atrás, em 21/04/1978, no discurso de posse para seu segundo mandato como Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de S. Bernardo e Diadema, Lula afirmava:

“Depois de sete meses, cheguei lamentavelmente a conclusão que a classe empresarial não quer dialogar com os trabalhadores, mas tirar toda a sua força física, até a última gota de suor. Por isto está na hora de deixar o diálogo de lado e partir para a exigência. Sem medo de nada.”

algumas semanas depois, a greve na Scania inaugura um longo e vigoroso ciclo de lutas em todo o Brasil.

arrastado pela força do movimento, Lula deixa de ser um bem comportado burocrata sindical para se tornar, em apenas três anos, a maior liderança dos trabalhadores brasileiros.

este período de lutas e este Lula combativo começam definitivamente a desaparecer com a capitulação voluntária a partir da última semana do segundo turno das Eleições de 1989, a primeira por voto direto para Presidente da República após o Golpe de 1964.

desde então permanecemos girando em círculos, aprisionados por falsas questões e incapazes de enfrentar os autênticos desafios.

o motim e a conspiração do Judiciário e da PF neste último domingo, 08/07/2018, caracteriza uma situação-limite. todas as fronteiras do Estado Democrático de Direito foram irremediavelmente ultrapassadas.

situações-limites acirram as contradições e obrigam os envolvidos a tomar posição. frente a elas não se admite nenhuma neutralidade, mesmo a omissão se desmascara em consentimento.

a maior parte das pessoas detesta situações-limite, a elas evitando e delas fugindo até mais do que da própria morte.

apesar disto, situações-limite são inevitáveis para tudo o que vive. é através delas que são enfrentados os desafios de crescimento inseparáveis da vida ela mesma.

situações-limites expõe a necessidade de se romper com aquilo que já está morto, para poder renascer para a vida, rompendo com a paralisia progressiva imposta pela estagnação e pelo impasse de uma morte em vida.

a batalha judicial travada entre o corajoso e determinado Desembargador Favreto e o TRF-4, Sérgio Moro e a PF de Curitiba, expõe ainda mais uma vez o já sabido desde muito:

– o Judiciário enquanto instituição é venal, corporativo, seletivo, classista e partidarizado;

“A Lava Jato é maior do que nós”;

– não será prioritariamente pela via jurídica/institucional que o Golpe de 2016 será superado.

– os golpistas jamais aceitarão a libertação de Lula sem irem às últimas consequêncas.

assim sendo:

– aqueles dispostos a libertar Lula iriam também às últimas consequências?

– ou se ainda se acomodam numa zona de falso conforto, dentro de marcos jurídicos e institucionais inexistentes desde 04/03/2016, com o então sequestro-relâmpago de Lula?

– todo este procedimento judicial visa prioritariamente fornecer subsídios para uma estratégia de marketing político/eleitoral?

afinal, o que deseja o Lulismo? querem mesmo Lula Livre?

frente a extrema situação-limite que vivemos atualmente no Brasil, já passou há muito do tempo de enfrentar a realidade dos fatos: Lula e o Lulismo não são parte da solução e sim do problema.

enquanto a hegemonia do Lulismo paralisar a Esquerda brasileira continuaremos trilhando o rumo do desalento, da masmorra e do sepulcro.

e tudo o que Lula continua simbolizando será apenas uma mortiça idéia na mais trevosa noite em que já estivemos.

no fim do arco-íris não há nenhum pote de ouro. aliás, não há nem mesmo o próprio arco-íris. se algo haverá, quem sabe o fim das ilusões…

vídeo: Rendição Voluntária

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Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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  1. arkx

    13 de julho de 2018 7:29 pm

    Brasil em Transe: o fim do arco-íris

    vídeo: Lykke Li – I Know Places

    [video: https://www.youtube.com/watch?v=0DKw_xnzKok%5D

    .

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