12 de junho de 2026

Brasil já “achatou a curva”, diz médico que vê isolamento de 40% como ideal

“Se persistirmos no isolamento atual, talvez não precisemos de medidas mais restritivas", diz infectologista que trabalhou com Mandetta e Doria
Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – O infectologista Júlio Croda afirmou que o Brasil pode “passar bem por essa pandemia” de coronavírus se persistir nas medidas restritivas atuais, sem precisar endurecer as regras. Segundo ele, o ideal para o País é ter um índice de isolamento de 40%, e a média, hoje, é de 55%. “Nós já achatamos a curva”, avaliou.

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Em entrevista à jornalista Mônica Bergamo, da Folha, Croda acrescentou que “não podemos alterar nada do que ocorre hoje”, mas não informou se há projeções sobre até quando as restrições sociais devem vigorar.

“Estou muito esperançoso. Se mantivermos o que conquistamos, vamos passar bem por essa pandemia”, pontuou Croda.

De acordo com a colunista, um grupo de professores da USP, da Universidade de Brasília, do Instituto Butantan e da Fiocruz elaboram um estudo sobre a velocidade da transmissão do coronavírus, usando dados de mobilidade em São Paulo e Rio de Janeiro.

Croda – que passou pelo time do ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta e agora assessora o governo de João Doria, em SP – faz parte do grupo de pesquisadores. Segundo ele, há o entendimento de que o isolamento de 40% é um “paradigma” para a tomada de decisões.

Em São Paulo, o índice de isolamento social chegou a 53% na terça (14). Mas Doria afirmou à imprensa que não pretende afrouxar as medidas de mitigação antes de atingir uma taxa de 70%.

“Os dados reforçam que, se persistirmos no isolamento atual, talvez não precisemos de medidas mais restritivas. Não vamos precisar radicalizar e a economia vai poder sobreviver de alguma forma”, avaliou Croda.

Redação

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4 Comentários
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  1. Ugo

    16 de abril de 2020 10:43 am

    Ele: acha, acredita, espera.
    Ele: tem direito aos quinze minutos de fama que a internet propicia a todos os…..

  2. Rui Ribeiro

    16 de abril de 2020 11:59 am

    Como já achatamos a curva pandemiológica e como o Brasil não pode parar, então chegou a hora de desachatar a referida curva pandemiológica. Ora, para DESACHATAR tal curva basta afrouxar a quarentena.

    Como é que se achata uma curva que nunca se foi íngreme?

    Esse $ujeito é um jênio. Vai, juntamente com o Marcos Ponte, achar o vermífugo apropriado para neutralizar o Covid.

  3. L. Cláudio

    16 de abril de 2020 12:30 pm

    Como diz na minha terra, “não é por mode de nada não sô moço”, mas o(a) sujeito(a) que se “assujeita trabaiá” prum governo de um sujeito desse merece crédito não sô.

  4. Rogério Maestri

    16 de abril de 2020 2:07 pm

    Em ciência não há coisas do tipo:
    – Nós fizemos um grupo de estudo e chegamos a isso.
    Ciência sem divulgação e sem contraposição não é ciência é picaretagem e pelo visto estamos nos deparando com isso, um ministro astronauta que acha que ensaios “in vitro” é uma evidência que funcionará na pessoa, o que é uma imensa besteira. Agora temos mais um picareta, um tal de infectologista Júlio Croda que diz que chegou a um número mágico de isolamento de 40% das pessoas.
    Para emitir uma opinião dessas, são necessários modelos estocásticos AFERIDOS que certamente ele não tem o mínimo conhecimento como são modelos estocásticos e muito menos o que é aferição.
    Modelos determinísticos, que estão sendo utilizados por muitos, são modelos que só servem para hipóteses extremamente restritivas, como por exemplo, homogeneidade das populações, ou seja, serve muito bem para o cálculo de zoonoses, mas para humanos são limitados.
    Quanto ao grau de isolamento São Paulo não passa de 50% e não 53% como diz suas afirmações, este valor do isolamento está sendo obtido por georreferenciamento dos celulares que passeiam ou não pela cidades, porém esse georreferenciamento ainda é sujeito a críticas, pois ele supõe que todos tem celulares (que é uma hipótese talvez viável) e que todos saem de casa com o celular no bolso (que já é sujeito a verificações), mas mesmo a partir desses dados se pode dizer que o grau de isolamento é abaixo de 45%.
    Já o novo paradigma de 40% parece que tirou do c. com pauzinho.

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