16 de junho de 2026

Brasil precisa de política para prevenir epidemias que resista à transição de governos, dizem pesquisadores

Mesmo com o SUS, país teve dificuldade para enfrentar a pandemia, devido à insuficiência de um plano nacional e falta de coordenação do governo federal
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Um grupo de pesquisadores da área da saúde defenderam, em artigo publicado no jornal Folha de São Paulo, a criação de uma política de Estado que assegure o desenvolvimento e a continuidade de ações para monitorar, prevenir, controlar, preparar e combater futuras epidemias e pandemias.

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Tal política, que prevenir aos efeitos da emergência climática e responder prontamente a crises sanitárias, deve ter não só um compromisso de longo prazo com o interesse público, mas também resistir a cada transição de governo.

Os pesquisadores lembram que, apesar do Sistema Único de Saúde (SUS), o Brasil registrou 10% das sete milhões de mortes causadas pela Covid-19, pandemia que colocou a economia global na pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial.

Mesmo com uma infraestrutura de saúde pública, o país teve dificuldade para enfrentar a pandemia, desde a insuficiência de um plano nacional, falta de coordenação do governo federal até uma comunicação inconsistente.

Ainda que a pandemia tenha chegado ao fim, o Brasil e o mundo não estão livres de novos surtos. Apenas em 2024, o país registrou a maior epidemia de dengue da história, além de casos de mpox, oropouche e gripe aviária.

Como solução para melhorar o sistema de saúde e dar respostas rápidas a novas epidemias, os pesquisadores defenderam a criação de uma instituição federal de controle e prevenção de doenças, ligada ao Ministério da Saúde, que deve ter autonomia técnica, agilidade, transparência, orçamento próprio e capaz de preparar profissionais para lidar com crises sanitárias nacionais ou globais.

Além de uma gestão tripartite, a instituição deve ainda ter intersetorialidade, a fim de garantir colaboração permanente com setores do governo nas áreas de agricultura, ciência, tecnologia e inovação.

Assinaram o artigo Cristiana Toscano, professora da Universidade Federal de Goiás (UFG) e integrante do Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização da Organização Mundial da Saúde (Sage-OMS); José Agenor Álvares da Silva, pesquisador da Fiocruz, ex-diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ex-ministro da Saúde; José Gomes Temporão, médico sanitarista e pesquisador da Fiocruz, é ex-ministro da Saúde (2007-2010; governo Lula); Maria Glória Teixeira, professora aposentada da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e ex-coordenadora nacional da Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde; Mariângela Simão, diretora-presidente do Instituto Todos pela Saúde (ITpS) e ex-diretora-geral adjunta da OMS; e Rita Barradas Barata, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e ex-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco).

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Davi dos Santos Luca

    7 de julho de 2025 8:46 am

    Estou sempre pronto a apoiar iniciativas como estas. O problema necessita de muita vontade e disposição. Iniciativas como http://www.ondaedes.org poderiam ser úteis, pois mapeia variáveis muito importantes.

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