O Brasil tem se destacado como um dos principais motores da expansão global do críquete, impulsionado por iniciativas locais que transformaram o esporte em ferramenta de inclusão social e desenvolvimento esportivo.
Reportagem do The Guardian mostra que a cidade de Poços de Caldas, a cerca de 250 km de São Paulo, tornou-se um polo inesperado da modalidade. O crescimento começou nos anos 2000, quando o inglês Matt Featherstone levou o críquete à região após se mudar para o Brasil.
A expansão ganhou força com a atuação de Roberta Moretti Avery, atual presidente da Confederação Brasileira de Críquete, que ajudou a estruturar o esporte no país. Hoje, a cidade reúne cerca de 7 mil praticantes com menos de 30 anos, enquanto o Brasil soma aproximadamente 12 mil jogadores.
O projeto tem forte caráter social. O críquete se consolidou principalmente entre jovens de comunidades vulneráveis, com programas iniciados em instituições como orfanatos e escolas.
Nos últimos anos, a modalidade registrou crescimento acelerado. A confederação envolveu cerca de 44 mil pessoas em 2023, 80 mil em 2024 e 100 mil em 2025, com destaque para a participação feminina.
Além da ampliação da base de praticantes, o país passou a estruturar melhor o esporte, com atletas contratados, produção local de equipamentos e maior presença internacional. O avanço tem chamado a atenção do International Cricket Council, que vê o Brasil como um dos mercados mais promissores fora dos centros tradicionais do críquete.
Segundo a entidade, países como Brasil, Nigéria e Japão lideram a expansão global da modalidade, que cresce com apoio de estratégias como transmissões em novos idiomas e uso de plataformas digitais para atrair novos públicos.
A inclusão do críquete nos Jogos Olímpicos e o aumento da visibilidade internacional reforçam esse movimento. No Brasil, o impacto já é perceptível: cada vez mais jovens passam a enxergar o esporte como oportunidade de pertencimento e projeção internacional.
Para dirigentes e especialistas, o caso brasileiro mostra como o críquete vem deixando de ser um esporte restrito a ex-colônias britânicas para se tornar, de fato, uma modalidade global.
Com informações do The Guardian.
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