Com autorização do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (3) uma operação de busca e apreensão contra a deputada bolsonarista Carla Zambelli (PL) em São Paulo. Gilmar suspendeu em dezembro de 2022 o porte de armas de Zambelli.
Dois mandados foram cumpridos em dois endereços da parlamentar, com o objetivo de encontrar armas de fogo que Zambelli não tenha entregado às autoridades. A medida ocorre após a deputada perseguir à mão armada um homem negro pelas ruas da capital paulista, na véspera da eleição presidencial.
A bolsonarista gravou um vídeo e emitiu uma nota à imprensa, para reclamar do STF. Na nota, a assessoria escreveu: “Caso qualquer atentado à vida da Deputada, agora desprotegida, aconteça, já sabemos o responsável.”
No vídeo, Zambelli listou as armas que foram apreendidas nesta terça. “Hoje eu sofri busca e apreensão a mando do STF, para entrega de outras três armas que eu tenho. Apesar de ter entregue espontaneamente a minha G3C, 9 mm, eles levaram também agora a minha [pistola] 380 Taurus, uma [pistola] Huger 9mm e uma arma de coleção, .38, que eu tinha.”
Segundo Zambelli, “o que me causa muita frustração e também revolta é saber que esse mesmo STF tem agido, por exemplo, para proibir ações em morros, onde a gente sabe que tem armas ilegais, onde existem estupradores, assassinos, traficantes de drogas. E quando essas mesmas pessoas são presas, imediatamente são soltas na audiência de custódia. Enquanto a gente sabe que tem patriotas presos injustamente. Isso só me dá mais força para lutar para que Justiça se faça nesse País.”
Ao final, ela usou o episódio para mandar inflamar a militância bolsonarista. “Nós não vamos desistir do nosso Brasil. Deus está conosco e vai fazer a coisa certa acontecer. Resistam, persistam, não desistam. Continuemos juntos e unidos.”
Jicxjo
3 de janeiro de 2023 6:26 pmNa cadeia armas não são permitidas, querida, logo não lhe farão nenhuma falta. Serão, pois, só alguns dias de abstinência.