5 de junho de 2026

Caso de estupro coletivo no RJ leva à exoneração de subsecretário do governo Castro

Filho do agora ex-integrante da Secretaria de Desenvolvimento Social se entregou à polícia nesta quarta
José Simonin, pai de Vitor Hugo Oliveira Simonin, era subsecretário de Governança, Compliance e Gestão Administrativa da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos

O caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, ocorrido em um apartamento em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, atingiu o alto escalão do governo estadual e resultou na exoneração do subsecretário de Governança, Compliance e Gestão Administrativa da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, José Carlos Simonin.

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O filho dele, Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, apontado como um dos envolvidos no crime, se apresentou à Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro na manhã desta quarta-feira (4), acompanhado de advogado. José Carlos Simonin ocupava cargo estratégico na pasta até ser exonerado pelo governador Cláudio Castro. A dispensa foi publicada no Diário Oficial do estado.

Segundo o governo, a medida foi adotada “visando resguardar a integridade institucional e assegurar a condução responsável dos fatos noticiados”.

De acordo com as investigações, cinco jovens participaram do crime, sendo quatro maiores de idade e um adolescente. Dois deles já haviam se apresentado à polícia na terça-feira (3) e foram encaminhados ao sistema prisional. O último investigado, Bruno Felipe dos Santos Allegretti, também é aguardado para se entregar.

O episódio ocorreu em janeiro, em um imóvel de temporada pertencente à família Simonin. Conforme a apuração policial, a vítima foi atraída ao local por um colega da escola. No apartamento, teria sido trancada em um quarto e violentada após recusar manter relações com o grupo. Todos os maiores de idade respondem por estupro com agravante pela idade da vítima e por cárcere privado.

A repercussão do caso ultrapassou a esfera policial e provocou cobrança pública. A comunicadora Sherazade Medina questionou qual seria a posição institucional do governo diante do envolvimento do filho de um integrante do alto escalão.

Segundo ela, o debate não se trata de responsabilizar um pai pelo crime do filho, mas de exigir transparência e compromisso ético na gestão pública. “O que já estava ruim ficou um pouco pior. Precisamos de respostas do Estado. Justiça que para na porta do palácio é privilégio. Como mulher e cidadã do Estado do Rio de Janeiro, eu exijo uma resposta. Isso é exercício de cidadania”, declarou.

Em entrevista coletiva, o delegado responsável pelo caso, Ângelo Lages, titular da 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), reforçou a importância do consentimento nas relações. “Não é não”, destacou, ao afirmar que a vítima teria deixado claro, em diversos momentos, que não consentia com qualquer relação além daquela inicialmente sugerida.

O caso ganhou novos desdobramentos após a divulgação das investigações. Segundo a polícia, outras vítimas teriam procurado a delegacia após a repercussão do episódio em Copacabana, levando à abertura de novos inquéritos para apurar denúncias semelhantes.

A secretária estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Rosangela Gomes, afirmou ter recebido as denúncias com “profunda indignação e tristeza” e declarou que a trajetória da pasta é pautada pela defesa dos direitos das mulheres. O governo informou ainda que, por meio da Secretaria da Mulher, está prestando apoio jurídico e psicológico à adolescente e à família.

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Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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