Caso George Floyd: a brutalidade do estado que só encontra vidas negras

Vídeo mostra homem negro imobilizado com um agente ajoelhado em seu pescoço, enquanto clamava por ajuda

George Floyd | Foto: Twitter/Ruth Richardson

Jornal GGN – A forma brutal como George Floyd, um homem negro de 46 anos, foi assassinado pela polícia da cidade americana de Minneapolis, em Minnesota, ultrapassou as fronteiras dos Estados Unidos e ganhou destaque nas redes sociais de diversos países, incluindo o Brasil. 

Nas imagens que circulam na internet, George Floyd aparece imobilizado no chão de uma rua, enquanto um agente militar branco está ajoelhado em seu pescoço. No vídeo é possível ouvir Floyd clamando por ajuda. “Por favor, eu não consigo respirar, por favor”, dizia a vítima.

Durante a gravação, testemunhas pedem para que o policial saia de cima de Floyd. “Saia do pescoço dele”, disse uma delas. Mas, após cerca de cinco minutos reclamando, a vítima parou de reagir e foi colocada em uma maca, levada por uma ambulância. Segundo as autoridades locais, Floyd chegou ao hospital, mas não resistiu. 

De acordo com a polícia, Floyd era suspeito de crime de falsificação e resistiu a ordem de prisão dos agentes, além de parecer “bêbado” ou “drogado”.

O crime agora é investigado pelo Departamento Federal de Investigação (FBI) dos Estados Unidos. Na terça-feira, 26 de maio, quatro policiais envolvidos foram demitidos.

Na cidade americana, milhares de pessoas protestaram contra a ação da polícia no local onde Floyd foi morto, informou a imprensa local.

Manifestantes protestaram a morte de George Floyd . | Foto: STEPHEN MATUREN/GETTY IMAGES

Já no Twitter, o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, se manifestou sobre o episódio trágico. “Ser negro nos Estados Unidos não deveria ser uma sentença de morte. Por cinco minutos, assistimos a um agente branco pressionar seu joelho contra o pescoço de um homem negro. Cinco minutos.”

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