Depois de anos de investigações, o julgamento do assassino de Marielle se baseia em uma delação premiada de Ronnie Lessa, o vizinho de Jair Bolsonaro.
É um embuste, do qual participaram o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro, a Polícia Civil do Rio e a Polícia Federal. É de um primarismo tão eloquente, que suscita a questão que interessa: quem está por trás desse jogo, a ponto de exigir tanta simulação?
A lógica da acusação é precária.
O assassino apontou os irmãos Brazão como mandantes.
Mas tinha que se providenciar uma relação de causalidade.
Veio a história, então, de que Marielle era contra a aprovação da regulamentação de terrenos que interessavam à família.
Mas a Câmara aprovou. Então qual a razão de terem comandado o assasinato.
Não tem a menor lógica. Era óbvio que a morte de uma vereadora, mulher e combativa, traria os olhos do país e do mundo para o episódio. Não é preciso de nenhum tirocínio agudo para se chegar a essa conclusão. A troco de quê os Brazão iriam transformar uma disputa local em caso nacional?
Vamos aos fatos objetivos:
- O porteiro do Vivendas da Barra disse que o motorista que entrou, para pegar Ronnie Lessa, pediu para ligar na casa de Jair Bolsonaro. O Jornal Nacional deu a matéria. Do exterior, Jair gravou um vídeo dizendo que, naquele dia estava em Brasilia.
- Mostramos aqui, no GGN, que o sistema de telefonia do condomínio permitia transferência de ligação para telefone celular. Logo, o álibi de Bolsonaro era furado.
- Carlos Bolsonaro sistentou que passou todo o dia da morte de Marielle na Câmara de Vereadores. Mostramos, aqui, um vídeo dele, com o sistema de telefonia do condomínio, clicando nas diversas chamadas, para tentar mostrar que não havia nenhuma para a casa do pai. Acabou mostrando uma chamada para a sua casa. “Seu Carlos, é seu Uber”, disse o porteiro. Horas? 17 horas, justamente a hora que terminou a reunião de Ronnie Lessa que, naquele mesmo momento, saiu para executar Marielle.
- Mostramos aqui que, logo após o assassinato, o interventor do Rio de Janeiro, general Braga Neto, afirman do que já tinham chegado aos mandantes, mas nada falaria para não atrapalhar as investigações. Depois, nada mais disse.
- No final do ano, o general Villas Boas celebrou o pacto entre Braga Neto e Bolsonaro, pelo qual Braga Neto assumiu a chefia da Casa Civil. E ainda afirmou que o país foi salvo por três pessoas: Bolsonaro, Sérgio Moro e Braga Neto.
Em suma, poucas vezes um crime apresentou tal número de evidências. O que ocorreu, então, para essa passada de pano geral?
O Ministério Público Estadual do Rio, ao menos a equipe que investigava o caso, demonstrou desde o começo simpatia pelo bolsonarismo. A ponto de não apenas ignorar o fato de Carlos Bolsonaro ter se apossado de uma prova – o sistema de telefonia do condomínio – como sustentar que foi feita uma perícia, em meio dia, para assegurar que nada foi alterado no equipamento. Perícias nesse tipo de equipamento não duram menos de dois dias.
A PF foi acionada pelo então Ministro Sérgio Moro exclusivamente para intimidar o porteiro do prédio. E nunca mais se ouviu falar dele, mostrando o fracasso do jornalismo carioca. A Polícia Civil do Rio foi acusada, desde o início, de desviar o foco das investigações.
Depois disso, houve a morte de Adriano da Nóbrega, uma autêntica queima de arquivo, de Gustavo Bebianno.
Em suma, o caso Marielle significa a falência de todo o sistema de investigação do país, da Polícia Federal ao MPE do Rio e ao MPF.
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Gaspar Alencar
25 de fevereiro de 2026 7:41 amGostei, Nassif, do primarismo que em outras palavras ” colonialismo mental ” que interessa a manutenção da burguêsia – quem não a ser se elimina – amadorismo por todos os segmentos! Como diz o Antônio Martins, do OP , outros quinhentos! A imprensa independente a luz no fim do túnel!
Avel Alencar
25 de fevereiro de 2026 7:58 amO Rio de Janeiro sempre foi um estado corrupto que cultua a malandragem, desde o vendedor de chá mate na praia até o governo do estado.
Joao
25 de fevereiro de 2026 5:14 pmCom inveja, SP importou o governador financiado pelo PCC
Naldo
25 de fevereiro de 2026 8:27 amA reação do miliciano desgraçado já acusa, a reação física ao passar mal, a indecisão de voltar ao Rio e depois ficar em Brasília, longe dos acontecimentos, e tem o episódio do celular na conversa com o filho, ” saia já daí” lembram, que dia foi? Essa família é envolta em várias tragédias mal explicadas, o Adélio frequentando o mesmo clube de tiro dos filhos lá em Santa Catarina; quando mostraram a camiseta com o corte do lado errado, apresentaram outra camiseta,quantas camisetas o infeliz estava usando? O mesmo agente envolvido também na estória mal contada da Brasilândia quendo perseguiram um jornalista pra ele apagar as imagens? O que vão aprontar dessa vez? Logo logo sai a pesquisa com o rachadinha na dianteira..o até virá depois?
Jicxjo
25 de fevereiro de 2026 9:20 amMexicanização em curso.
Jose
25 de fevereiro de 2026 9:42 amQuem ganhou com esse assassinato foi o filho do Bolsonaro
Marielle esta no topo das pesquisas de opiniâo publica, ameaçando a eleiçao do filho do Bozzo ao Senado
Sim Nassif, essa motivaçao apontada no inquerito é um embuste, nâo faz o menor sentido em se tratando de milicia armada
Evandro
25 de fevereiro de 2026 10:27 am1) A queima de arquivo se deu na Bahia pela PM baiana. Sobre o comando de qual governador? Onde ele se encontra hoje?
2) Vejamos hoje o que rolará no “julgamento” dos penduricalhos. Que por sinal mereceu muito pouca manifestação por aqui.
Cidadão sem cidadania
25 de fevereiro de 2026 12:45 pmAgora , imagina, os promotores fiscalizando os guardas municipais, a loucura que está sendo aqui na periferia, aqui fazem o que querem são pior que a PM , invadem casas e estabelecimento sem mandado e nada acontece, ir reclamar na promotoria é perda de tempo, fora o medo dessa gente , a PF age hoje como uma policia autônoma , graças a Dilma que mudou a lei para a PF agir como querem , e mudou as leis para a lava jato funcionar e destruir tudo pela frente, quando chegaram ao poder real , ou seja o sistema bancário, Dilma foi retirada para não destruir tudo , quanto a polícia civil , quem mora na periferia do brasil sabe que sempre foi isso. Agora , como dissia o grande André Motta Araújo, para colocar tudo isso no lugar de novo vai ter que ter um governo forte ou uma ditadura, no brasil nunca tivemos um governo forte.
Evandro
26 de fevereiro de 2026 3:50 pmSinto uma falta danada do André. Nassif deveria por tudo dele num arquivo e deixar pra quem queiser ter e divulgar. Até porque, se pesquisamos na página do GGN não aparece nada.
Lourdes Nassif
26 de fevereiro de 2026 7:10 pmhttps://jornalggn.com.br/author/andre-araujo/
cezarperin
25 de fevereiro de 2026 2:31 pmOla
Muito bem..
Tem uma letra errada numa palavra: (sistentou ) o certo e sustentou
Paulo Dantas
25 de fevereiro de 2026 4:00 pmBom, a turma do STF “comprou” a acusação.
Carioca
25 de fevereiro de 2026 6:52 pmE o porteiro do condomínio ? Cadê o porteiro do condomínio ? Que fim levou o porteiro do condomínio ? será readmitido o porteiro do condomínio ?
Victor
25 de fevereiro de 2026 7:02 pmBasta constatar que a maior autoridade envolvida no caso, delegado, chefe de polícia e garantidor oficial da impunidade dos autores materiais, cúmplice qualificado dos assassinatos portanto, foi absolvido pelos capas-pretas e em breve voltará ao convívio da sociedade, livre de culpa maior. São Pontes de Miranda que nos salve!
Rafael Cherem
25 de fevereiro de 2026 8:36 pmO jornalismo nunca mais foi ouvir o porteiro, ninguém investiga, ninguém vai atrás e vale para a mídia dita progressista também
Luiz Fernando Juncal Gomes
25 de fevereiro de 2026 10:16 pmQuaquá está certo: os Brazão são bode expiatório de Carlos Bolsonaro, por Luís Nassif
Por Luis Nassif
12/01/25 • 15:58
Comentário ao post acima de 2025:
Luiz Fernando Juncal Gomes
12 de janeiro de 2025 6:38 pm
Responder
“Ora, o álibi de Carlos Bolsonaro era de que passou a tarde do crime na Câmara Municipal. E, agora, ele próprio comprovava que estava no condomínio no mesmo momento em que se reuniam os assassinos. E saía de lá no mesmo momento em que os assassinos partiam para sua empreitada.”
Leonardo Martins –
Do UOL, em São Paulo
14/11/2018 21h03
Um inquérito da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro constatou que havia uma terceira pessoa dentro do veículo utilizado para executar a vereadora Marielle Franco no dia 14 de março. A informação foi divulgado pela TV Globo na noite desta quarta-feira (14).
Quem seria a terceira pessoa?
Hermes
25 de fevereiro de 2026 10:45 pm“Com STF e com tudo”
O Juca bem que dizia, conhece bem nossa elite assaltante e hipócrita, pra passar mão nos impostos, no orçamento e no patrimônio da União, Vale Tudo.
Marconi
26 de fevereiro de 2026 6:37 amO GGN deveria entrevistar os irmãos Brazão.
Jorge Simas
26 de fevereiro de 2026 10:25 amSe os irmãos Brazão abrirem o bico vão terminar como o Adriano da Nóbrega.
José Machado
27 de fevereiro de 2026 6:54 amO próprio Carlos Bolsonaro, filmou vídeo mexendo no computador do condominio Vivendas da Barra.
Ali na portaria tinha a movimentação e anotações manuscritas em papel da entrada e saída do carro (de onde partiram
os tiros, de dentro desse carro) dos assassinos dentro do condomínio.
E a policia não fez nada, sumiram com as provas. A única coisa que ficou foi o vídeo.
Sergio Ribeiro
2 de março de 2026 3:19 pmNão tenho a menor simpatia pela família Bolsonaro, mas esta acusação tem o mesmo problema de contra os Brazão. Por qual motivo eles teriam encomendado a morte da vereadora?