Caso Witzel: O que diz a autorização de busca e apreensão contra o governador do RJ

A Operação Placebo investiga suposto esquema de corrupção envolvendo hospitais de campanha contra o coronavírus no Rio

Jornal GGN – O GGN publica abaixo o despacho em que o desembargador Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça, autoriza a Polícia Federal a deflagrar operação ostensiva contra o governador Wilson Witzel.

No documento, o desembargador informa que a investigação que tramita no STJ compartilha de provas obtidas pelo Ministério Público Federal e Ministério Público estadual no Rio de Janeiro.

A Operação Placebo investiga suposto esquema de corrupção envolvendo hospitais de campanha contra o coronavírus no Rio. Os investigadores suspeitam que empresas ligadas ao empresário Mário Peixoto foram subcontratadas para participar dos negócios milionários.

Peixoto foi preso na Operação Favorito, um desdobramento da Lava Jato no Rio. O empresário, que acompanha Witzel desde a campanha eleitoral de 2018, é investigado por fraudar contratos junto ao governo do Rio desde a época de Cabral e Pezão.

Uma vez eleito, Witzel teria retirado pessoalmente os embargos colocados em empresas de Peixoto, que estavam proibidas de trabalhar com o governo estadual. O advogado de uma das empresas de Peixoto, Lucas Tristão, é ex-aluno, ex-sócio e secretário de Witzel.

No despacho, o desembargador vislumbra relação suspeita entre a primeira-dama Helena Witzel e o sócio de Peixoto, Alessandro Duarte. A PF teria descoberto pagamentos de Alessandro -que é operador financeiro das empresas de Peixoto – para o escritório de Helena.

Além disso, os investigadores citam pagamento de R$ 255 mil de Peixoto para o escritório de Tristão.

Não há menções a empresas de Peixoto que possam ter sido contratado pelo Iabas, o instituto que gerencia as obras dos hospitais de campanha.

Confira o despacho:

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora